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Espaço para Manifestação

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Arte e Artesanato
Bazilia Tricô e fuxico
Boi Caprichoso
Boi D´água
Boi do seu Teodoro
Catira Pesquisa e Dança
Cacuriá
Catira ou Cateretê
Cavalhadas Pirenópolis
Catira Feminina Goiano
Circo Laheto
Congo de Guerra
Claudia Bijuterias/tecidos
Criar & Animar
Dança do sul "Bailanta"
Diva Fibras, fios e tramas
De 4 no Ato
Folia do Divino
Fátima arte em Barro
Irani artesanato em palha
Jabuti-Bumbá
Jamile Dib Arte/Cabaças
Jongo de Piquete
Lenda/Caras do Curupira
Lua de Luanda Maracatu
Mamulengo
Marlene Bioajóias
Orquestra Viola Divina
Os Candangos
Power Dance
Rogério Brinquedos pop
Rute tricô bordado tecido
Sandra arte em prata
Sinval Gameleira/Luthier
Soledade Mosaico/objetos
Terno de Congo/Catalão
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Verônica Arte/Fibras

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O que é Mamulengo?
Brinquedo popular, divertimento, forma de expressão. Bonecos de escultura simples, feitos em madeira, geralmente o mulungu, que atrás da tolda1 ganha voz, vida e movimento nas mãos de artistas populares. Existe há muitos séculos trazendo consigo fortes influências da estrutura dramática da Commedia Dell'Arte2 e das culturas afro-brasileira e indígena.
O Mamulengo como é chamado em Pernambuco e no Distrito Federal, também é conhecido com outros nomes e particularidades em outros estados do nordeste. Na Paraíba é chamado de Babau, no Rio Grande do Norte: João Redondo ou Calunga e no Ceará, Piauí e Maranhão: Cassimiro Coco.
Tolda ou Empanada: estrutura geralmente coberta de pano, onde atrás do pano o ator/bonequeiro manipula os bonecos.
Mamulengueiro: nome como é chamado o ator/bonequeiro.
Folgazão: personagem brincante que fica do lado de fora da tolda fazendo a mediação entre os bonecos e o público, também é conhecido como "Mateus".
Músicos: característica marcante do mamulengo é a música ao vivo, que dá o ritmo da brincadeira.
Commedia dell'arte: forma de teatro popular improvisado, que começou no séc. XV na Itália. Suas apresentações eram feitas pelas ruas e praças públicas opondo-se a "Comédia Erudita", também sendo chamada de "Commedia All'improviso" e "Commedia a Soggetto".
Teatro é popular!                                                                                       Você já foi ao teatro? Já fez teatro?
Muita gente responde que não... mas a resposta certa é: Sim!
Veja mais...!

Grupo de teatro Mamulengo Sem Fronteiras
Coordenado por Walter Cedro, o grupo Mamulengo Sem Fronteiras teve início no ano de 1996 a partir da convivência do mamulengueiro e mestre Chico Simões. São mais de 10 anos pesquisando as várias formas de mamulengo e Teatro pelo Brasil, sempre mantendo a tradição das brincadeiras populares buscando novas formas de trabalhar a tradição e a atualidade, hoje o Mamulengo Sem Fronteiras compartilha essas experiências dando oficinas de mamulengo ,teatro popular e participando de diversos festivais importante por alguns países da Europa , América do sul e diversos estados Brasileiros , sempre encantando crianças e adultos com a Brincadeira Exemplos de Bastião.

Exemplos de Bastião

BASEADO NA LITERATURA DE CORDEL E NO TEATRO DE MAMULENGO , ONDE A MÚSICA SURGE COMO ELEMENTO CONDUTOR, ENTRELAÇANDO UM CURIOSO ENRREDO, EXEMPLOS DE BASTIÃO É UM ESPETÁCULO QUE CONTA A HISTÓRIA DE UM PALHAÇO DE FOLIA DE REIS QUE SE METE EM GRANDES CONFUSÕES COM SUA BURRINHA CURISCO, COM PADRE SIMÃO SEM CUIDADO , CAPITÃO JOÃO REDONDO E ATÉ MESMO COM BICHOS DO ALÉM, SEMPRE TRABALHANDO COM A COMUNICAÇÃO DIRETA E A PARTICIPAÇÃO VOLUNTÁRIA DO PÚBLICO, QUE É CONSIDERADO COMO UM ELEMENTO A MAIS NO ESPETÁCULO, PODENDO INTERFERIR E ATÉ DETERMINAR NOVOS RUMOS PARA A HISTÓRIA, CADA APRESENTAÇÃO É UMA NOVIDADE, CONFIRMANDO QUE COM MAESTRIA E GRAÇA A ARTE É SEMPRE UMA GRATA SURPRESA, PARA ADULTOS E CRIANÇAS.

BRINCANTE: Walter Cedro
TRILHA SONORA: Robson Siqueira, Hauni Kripuna, Wagner Nascimento e Beirão
PARA GRANDES CRIANÇAS E CRIANÇAS GRANDES

DURAÇÃO ENTRE 40 A 50 MINUTOS NESSECIDADE : TÉCNICA 1 MICROFONE ALRICOLÁ 2 MICROFONES COM PEDESTAIS 2 DIRECT BOX

Cordel Exemplos de Bastião
(por Chico de Assis)

Aqui quem se apresenta
é o palhaço Bastião
cabeça de vento
coração quente
e os pés no chão.

sou da folia de reis,
o magnífico palhaço.
conheço tudo da terra,
do Céu, do mar, do espaço.
através dos meus poderes:
vou lhes mostrar o que faço!

já briguei com lobisomem
onça, pantera e leão
dinossauros e hienas,
mas nunca infrentei o cão
sempre molho as minhas calças
quando vejo assombração!!!!

mas não sendo assombração
eu enfrento jararaca,
cascavel e sucuri!
bicho nenhum me ataca!
venço só na capoeira,
nunca prensei de vaca.

mas aqui tem uma dona
que a tempo eu me correspondo
como não sou cabra frouxo
aqui estou me expondo
vim aqui, foi pra casar
ou então pra carregar
a filha de João Redondo.

Beirão Forró Tecno Bode Influenciado por Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, o cearense Beirão vem há vinte e cinco anos construindo uma carreira peculiar no universo da Música Popular Brasileira.  Veja mais e ouça!....

 

  Contato: Walter Cedro
Mamulengo Sem Fronteiras
waltercedro@gmail.com
(61) 84257233
(61) 81046612

BREVE PASSEIO PELA HISTÓRIA DO MAMULENGO

O boneco é anterior ao homem
Mestre Solon
Desde que o ser humano tenta explicar o mundo, o teatro de bonecos existe, segundo a própria bíblia, Adão foi feito de barro e depois animado com o sopro do espírito. Da divisão (costela) desse ser, surgiram o homem e a mulher.
Muitas lendas falam do nascimento do ser humano a partir dos bonecos, e existem provas da existência do teatro de animação desde os primórdios da história.
O teatro de bonecos pode ter surgido em diversos lugares do planeta, sem que saibamos quem começou a brincar com esses seres inanimados que quando são manipulados ganham vida e podem, até mesmo, transformarem-se em deuses ou demônios.
Os gregos conheciam bastante esse teatro. Em Roma, eram apresentados em comemorações e banquetes e chamavam-se imagula e animate (imagens animadas), homunculi (homenzinho), ou, simplesmente, pupae (bonecos).
Os chineses, os japoneses e os indianos são mestres conhecidos desse brinquedo, e contam histórias a mais de dois mil anos, e o mais incrível é que essas histórias são bastante parecidas com as nossas. São famosos os bonecos desses países onde, além da popularidade, conservam o caráter mágico/religioso.
Na Indonésia, em Java, na Turquia e em outros países o teatro de bonecos se apresenta também em forma de sombras, projetadas pela luz, sobre tela transparente, numa sala escura.
No Brasil os bonecos chegaram com os primeiros portugueses que para cá vieram, e podiam ser como em todo mundo; religiosos ou profanos. Quando aqui chegaram tinham vários nomes; Presépio de Fala, Bonifrates, Briguela, Engonços, mas logo adquiriram o sabor africano e indígena e novos apelidos; João Minhoca, Cassimiro Coco, João Redondo, Calunga, Babau e Mamulengo, como é mais conhecido.
Apresentado em qualquer parte, desde os salões da realeza até as feiras e casas mais pobres, da casa grande à senzala, o mamulengo é para todos, sem distinção de idade, credo religioso ou classe social.
O mamulengueiro é geralmente um homem com grande capacidade para inventar histórias e improvisar situações com os bonecos, brincando com o público e fazendo críticas aos costumes sociais, esse artista popular anda de povo em povo, levando e trazendo diversão e informações, despertando o espírito da alegria por onde passa.
Os bonecos são feitos, geralmente de madeira e tecido, de feições simples e movimentos engraçados, sempre lembram algum conhecido nosso, um político, um religioso, um aventureiro, um patrão, um empregado, alguns bichos naturais e até criações do outro mundo. breve h
O palco pode ser qualquer tecido onde o mamulengueiro se esconda atrás e os bonecos possam subir para brincar.
Antigamente, quando não existia a televisão e outras formas de diversão o mamulengo fazia muito sucesso em todo o Brasil, depois passou por uma grande crise, mas hoje em dia tem se tornado meio de vida de muita gente que vai descobrindo novas funções para os bonecos.
As histórias geralmente partem de roteiros transmitidos oralmente, são clássicos que, adaptados livremente por cada mamulengueiro, se renovam. De vez em quando um mamulengueiro inventa uma brincadeira diferente, o que é muito bom para renovar a tradição.
Outras características marcantes do mamulengo são o improviso e a comunicação direta com o público o que garante uma permanente renovação do brinquedo tradicional na estrutura e renovador nos conteúdos.
Chico Simões