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Grupo
de teatro Mamulengo Sem Fronteiras
Coordenado por Walter Cedro, o grupo Mamulengo Sem Fronteiras teve
início no ano de 1996 a partir da convivência do mamulengueiro e
mestre Chico Simões. São mais de 10 anos pesquisando as várias
formas de mamulengo e Teatro pelo Brasil, sempre mantendo a tradição
das brincadeiras populares buscando novas formas de trabalhar a
tradição e a atualidade, hoje o Mamulengo Sem Fronteiras compartilha
essas experiências dando oficinas de mamulengo ,teatro popular e
participando de diversos festivais importante por alguns países da
Europa , América do sul e diversos estados Brasileiros , sempre
encantando crianças e adultos com a Brincadeira Exemplos de Bastião.
Exemplos
de Bastião
BASEADO NA LITERATURA DE CORDEL E NO TEATRO DE MAMULENGO , ONDE A
MÚSICA SURGE COMO ELEMENTO CONDUTOR, ENTRELAÇANDO UM CURIOSO ENRREDO,
EXEMPLOS DE BASTIÃO É UM ESPETÁCULO QUE CONTA A HISTÓRIA DE UM
PALHAÇO DE FOLIA DE REIS QUE SE METE EM GRANDES CONFUSÕES COM SUA
BURRINHA CURISCO, COM PADRE SIMÃO SEM CUIDADO , CAPITÃO JOÃO REDONDO
E ATÉ MESMO COM BICHOS DO ALÉM, SEMPRE TRABALHANDO COM A COMUNICAÇÃO
DIRETA E A PARTICIPAÇÃO VOLUNTÁRIA DO PÚBLICO, QUE É CONSIDERADO
COMO UM ELEMENTO A MAIS NO ESPETÁCULO, PODENDO INTERFERIR E ATÉ
DETERMINAR NOVOS RUMOS PARA A HISTÓRIA, CADA APRESENTAÇÃO É UMA
NOVIDADE, CONFIRMANDO QUE COM MAESTRIA E GRAÇA A ARTE É SEMPRE UMA
GRATA SURPRESA, PARA ADULTOS E CRIANÇAS.
BRINCANTE: Walter Cedro
TRILHA SONORA: Robson Siqueira, Hauni Kripuna, Wagner Nascimento e
Beirão
PARA GRANDES CRIANÇAS E CRIANÇAS GRANDES
DURAÇÃO ENTRE 40 A 50 MINUTOS NESSECIDADE : TÉCNICA 1 MICROFONE
ALRICOLÁ 2 MICROFONES COM PEDESTAIS 2 DIRECT BOX
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Cordel Exemplos de Bastião
(por Chico de Assis)
Aqui quem se apresenta
é o palhaço Bastião
cabeça de vento
coração quente
e os pés no chão.
sou da folia de reis,
o magnífico palhaço.
conheço tudo da terra,
do Céu, do mar, do espaço.
através dos meus poderes:
vou lhes mostrar o que faço!
já briguei com lobisomem
onça, pantera e leão
dinossauros e hienas,
mas nunca infrentei o cão
sempre molho as minhas calças
quando vejo assombração!!!!
mas não sendo assombração
eu enfrento jararaca,
cascavel e sucuri!
bicho nenhum me ataca!
venço só na capoeira,
nunca prensei de vaca.
mas aqui tem uma dona
que a tempo eu me correspondo
como não sou cabra frouxo
aqui estou me expondo
vim aqui, foi pra casar
ou então pra carregar
a filha de João Redondo. |
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Beirão Forró Tecno Bode Influenciado por Luiz Gonzaga e Jackson do
Pandeiro, o cearense Beirão vem há vinte e cinco anos construindo uma
carreira peculiar no universo da Música Popular Brasileira.
Veja
mais e ouça!.... |
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Contato:
Walter Cedro
Mamulengo Sem Fronteiras
waltercedro@gmail.com
(61) 84257233
(61) 81046612 |
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BREVE PASSEIO PELA HISTÓRIA DO
MAMULENGO
O boneco é anterior ao homem
Mestre Solon
Desde que o ser humano tenta explicar o mundo, o teatro de bonecos
existe, segundo a própria bíblia, Adão foi feito de barro e depois
animado com o sopro do espírito. Da divisão (costela) desse ser,
surgiram o homem e a mulher.
Muitas lendas falam do nascimento do ser humano a partir dos
bonecos, e existem provas da existência do teatro de animação desde
os primórdios da história.
O teatro de bonecos pode ter surgido em diversos lugares do planeta,
sem que saibamos quem começou a brincar com esses seres inanimados
que quando são manipulados ganham vida e podem, até mesmo,
transformarem-se em deuses ou demônios.
Os gregos conheciam bastante esse teatro. Em Roma, eram apresentados
em comemorações e banquetes e chamavam-se imagula e animate (imagens
animadas), homunculi (homenzinho), ou, simplesmente, pupae
(bonecos).
Os chineses, os japoneses e os indianos são mestres conhecidos desse
brinquedo, e contam histórias a mais de dois mil anos, e o mais
incrível é que essas histórias são bastante parecidas com as nossas.
São famosos os bonecos desses países onde, além da popularidade,
conservam o caráter mágico/religioso.
Na Indonésia, em Java, na Turquia e em outros países o teatro de
bonecos se apresenta também em forma de sombras, projetadas pela
luz, sobre tela transparente, numa sala escura.
No Brasil os bonecos chegaram com os primeiros portugueses que para
cá vieram, e podiam ser como em todo mundo; religiosos ou profanos.
Quando aqui chegaram tinham vários nomes; Presépio de Fala,
Bonifrates, Briguela, Engonços, mas logo adquiriram o sabor africano
e indígena e novos apelidos; João Minhoca, Cassimiro Coco, João
Redondo, Calunga, Babau e Mamulengo, como é mais conhecido.
Apresentado em qualquer parte, desde os salões da realeza até as
feiras e casas mais pobres, da casa grande à senzala, o mamulengo é
para todos, sem distinção de idade, credo religioso ou classe
social.
O mamulengueiro é geralmente um homem com grande capacidade para
inventar histórias e improvisar situações com os bonecos, brincando
com o público e fazendo críticas aos costumes sociais, esse artista
popular anda de povo em povo, levando e trazendo diversão e
informações, despertando o espírito da alegria por onde passa.
Os bonecos são feitos, geralmente de madeira e tecido, de feições
simples e movimentos engraçados, sempre lembram algum conhecido
nosso, um político, um religioso, um aventureiro, um patrão, um
empregado, alguns bichos naturais e até criações do outro mundo.
breve h
O palco pode ser qualquer tecido onde o mamulengueiro se esconda
atrás e os bonecos possam subir para brincar.
Antigamente, quando não existia a televisão e outras formas de
diversão o mamulengo fazia muito sucesso em todo o Brasil, depois
passou por uma grande crise, mas hoje em dia tem se tornado meio de
vida de muita gente que vai descobrindo novas funções para os
bonecos.
As histórias geralmente partem de roteiros transmitidos oralmente,
são clássicos que, adaptados livremente por cada mamulengueiro, se
renovam. De vez em quando um mamulengueiro inventa uma brincadeira
diferente, o que é muito bom para renovar a tradição.
Outras características marcantes do mamulengo são o improviso e a
comunicação direta com o público o que garante uma permanente
renovação do brinquedo tradicional na estrutura e renovador nos
conteúdos.
Chico Simões
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