Página Inicial

Espaço para Manifestação

A Cocada Coco de Roda
Arte e Artesanato
Bazilia Tricô e fuxico
Boi Caprichoso
Boi D´água
Boi do seu Teodoro
Catira Pesquisa e Dança
Cacuriá
Catira ou Cateretê
Cavalhadas Pirenópolis
Catira Feminina Goiano
Circo Laheto
Congo de Guerra
Claudia Bijuterias/tecidos
Criar & Animar
Dança do sul "Bailanta"
Diva Fibras, fios e tramas
De 4 no Ato
Folia do Divino
Fátima arte em Barro
Irani artesanato em palha
Jabuti-Bumbá
Jamile Dib Arte/Cabaças
Jongo de Piquete
Lenda/Caras do Curupira
Lua de Luanda Maracatu
Mamulengo
Marlene Bioajóias
Orquestra Viola Divina
Os Candangos
Power Dance
Rogério Brinquedos pop
Rute tricô bordado tecido
Sandra arte em prata
Sinval Gameleira/Luthier
Soledade Mosaico/objetos
Terno de Congo/Catalão
Tribo das Artes
Verônica Arte/Fibras

Postagens

Folia do Divino Em Olhos D'Água, município de...

A Cocada Grupo de Coco de Roda que resgata as...

ASSOCIAÇÃO FOLCLÓRICA BOI BUMBÁ CAPRICHOSO..

Espetáculo Folclórico premiado em todo o Brasil .

Grupo Catira Brasil A luzente cidade de Rio Cla...

Grupo de Dança do Sul "Namoro de Bailanta A ev...

Homenagem a Tião Carreiro. Uberaba/MG homenageou ...

Grupo Feminino de Catira "Tradição Goiana" Temos...

70º Feira de Trocas Esta Feira Não tem preço 30 de...

Show Cultural: Orquestra de Violeiros de Alexânia(...

Arte de Olhos D´Água Fátima é uma daquelas pesso...

Balé Popular Avelós O Balé Popular Avelós surgiu e...

MEMÓRIA VIVA Vida longa e digna aos Mestres da C...

Chapada recebe Festival de Música Instrumental...

FESTA DO FOLCLORE - ALMOÇO DIA 31 DE AGOSTO DE ...

 

 

 

 

 

 

 

Saiba onde tem o melhor preço antes de comprar

 Educação a Distância

 
 

 

Jabuti-Bumbá

Folguedo Popular do Acre - AC

O Jabuti-Bumbá Marupiara é um folguedo que surgiu a partir de 2005, num encontro de culturas  populares, a inspiração veio daquela efervescência da diversidade cultural uma verdadeira colcha de retalhos que forma a cultura popular brasileira dai nasce um folguedo popular, criado para traduzir, através da arte, uma reflexão sobre a questão da preservação da Floresta Amazônica, trazendo o jabuti, como símbolo de resistência da devastação da floresta para a criação dos grandes pastos de boi.

 

 

A Família  Farias, criadora e idealizadora deste folguedo, é uma família do espaço urbano da cidade de Rio Branco, capital do Acre, mas com referências rurais pela suas raízes, e trazendo uma forte referência de antepassados nordestinos. A grande particularidade desta família, é a presença de um número representativo de artistas, dentre eles poetas, artistas plásticos, teatrólogos, artesãos, ourives, professores e sociólogos. Assim, a trajetória que deriva desses membros é marcada por um envolvimento mais ou menos sistemático nos movimentos culturais da cidade.

Jabuti-Bumbá

É um espetáculo de rua, que se brinca em  cortejo ou em circular, com o Jabuti Marupiara* ( que é um boneco Gigante) e dois jabutis menores, o Tinga e o Tinguinha (estilo burrinha) . Participam, no  mínimo, 10  brincantes,. vestindo chitas* e enfeitados de fitas coloridas, colares de sementes, cuias e coroas...                                                     

Quem abre o cortejo, é o estandarte da padroeira do folguedo a Nossa Senhora Seringueira. Em seguida, vem o segundo estandarte, que leva o nome do Folguedo ‘Marupiara Jabuti-Bumbá’. Os brincantes, entre crianças e adultos, seguem o cortejo,dançam, tocam maracás, zabumba, sanfona, pandeiro, percussão. Os puxadores cantam as cantigas exclusivas do folguedo, compostas por integrantes do grupo e outros compositores acreanos, com ritmos variados mas com uma influência forte nordestina do Baião, da Ciranda, do Frevo, da Catira  de Goiás, do Vira de Portugal  e do  Cacuriá do Maranhão . Cada aparição do folguedo traz consigo uma  particularidade sempre trazendo elementos novos no figurino, nos instrumentos, nos brincantes e na própria formação do espetáculo. Não há  uma periodicidade de apresentação, mas vem se apresentando em Encontros, Seminários, Festivais de Cultura e de Meio Ambiente e outros eventos no Acre e em outros estados do Brasil.

O grupo já se apresentou no Estado de Goiás, em 2006, em Alexânia, na 66ª Feira de Trocas de Olhos D’Água, no mês de junho e em Águas Lindas no I Encontro Latino de Bonequeiros, Brincantes e Pensantes,  no mês de setembro . Neste mesmo ano, apresenta-se no Encontro Regional “A Cultura Popular no Imaginário Amazônico”, em  Porto Velho – RO, em julho de 2006; no I Encontro Sul – Americano das Culturas Populares e II Seminário Nacional de Políticas Públicas para as culturas Populares, em Brasília- DF, em setembro de 2006. Em junho de 2007, o Jabuti-Bumbá participa do XXXI Encontro Nacional de Folguedos do Piauí .

O Jabuti

Na tentativa de trazer à tona uma reflexão e uma crítica sobre ações concretas para a preservação da Amazônia, o Jabuti-Bumbá traz, como símbolo, o jabuti, porque é um dos bichos mais afetados nas queimadas, e também o mais resistente. Além disso, ele foi referenciado por contrapor as brincadeiras de bois e, principalmente, trazer uma resposta ao grande desastre ecológico ocorrido no estado do Acre, no ano de 2005. 

MÚSICAS DO JABUTI-BUMBÁ

A música é a base do enredo deste folguedo, através dela que o Jabuti-Bumbá expressa toda sua existência. Trazendo aspectos da história do Acre, reivindica a  manutenção da floresta e a valorização e do imaginário popular(as lendas e causos).  E expressa as influências musicais  de outros folguedos.

É a via de comunicação entre  os brincantes e o público. A Primeira música concebida para o Jabuti-Bumbá foi ‘Jabutis e Jabotas’ com autoria de Bab Franca, no mês de agosto de 2005,  apresentada num almoço com a família reunida na casa de Eleonora Farias.

A CONFECÇÃO DO BONECO

A imagem nasce na “ Miração” * , nos sonhos do idealizadores. Mas foi em Agosto de 2005, que começa o processo de elaboração física do boneco Marupiara, por Bab Franca, Silene Farias e Cleberson Monteiro. Processo que durou três meses .Sobre este processo a segue alguns depoimentos dos brincantes:

“O movimento foi grande
Tudo que a Silene pegava
Era investido no casco”
(Cícero Farias)

Segundo Silene Farias

“A participação dos irmãos, amigos e familiares de modo geral foi ficando mais intensa na medida que o boneco do jabuti desenhado por Bab, tomava forma em escultura feita por Cleberson Monteiro, aluno de Fernando Augusto, nosso mestre na arte fazer e animar bonecos gigantes, em um oficina realizada em Rio Branco no ano de 2002, na qual teve participação a maioria das pessoas que compõem o Jabuti-Bumbá. “


Cleberson Monteiro é o responsável pela preservação e manipulação dos bonecos do Bloco acreano, e o faz até a hoje. Sobre os detalhes do processo de construção do boneco Marupiara Jabuti –Bumbá,

A RELIGIOSIDADE

No Folguedo Marupiara Jabuti-Bumbá, existe elementos de duas religiões com forte presença no estado Acre, a católica trazendo uma santa como padroeira do Folguedo ( Nossa Senhora da Seringueira) e elementos nas letras de músicas(com o imaginário das mirações do Santo Daime) , no ritmo do instrumental( os maracás) e na primeira coreografia do cortejo ( O bailado movimento muito usado em alguns rituais do Santo daime.

Fizemos uma pergunta para os idealizadores (Bab Franca e Silene Farias). “Existe uma religiosidade dentro do folguedo?”

Este material teve como fonte, a pesquisadora de folguedos Ísis Farias que faz parte do Jabuti-Bumbá e da família Farias. que encontra-se em Lisboa, fazendo mestrado em artes visuais.

“Não existe religiosidade ,mas sim uma interpretação e valorização desta religiosidade através da ótica cultural e histórica;tanto do ponto de vista estético,rítmico e sonoro.”
Bab Franca

”Através da Homenagem à Nossa Senhora Seringueira e da referência ao Daime (influência de som, ritmos de maracás e mesmo coreografia do bailado) religião criada por mestre Irineu Serra, neto de escravos que veio para o Acre no período da extração da borracha.”
Silene Farias

*Marupiara: Substantivo de dois gêneros pessoa feliz na casa ou na pesca; pessoa feliz nos negócios e nos amores. Dic. Aurélio. Neste folguedo, o significado tem origem regional lendária, uma espécie de jabuti mitológico com 14 malhas (divisões no casco), diferente das outras espécies que só tem 13. Diz a lenda que ele vive até 200 anos e o caçador que encontrá-lo terá sorte na caça para o resto da vida.

* Chita: Tecido de algodão florido de origem indiana, muito usado nas vestimentas e como toalhas de mesa. Principalmente no nordeste brasileiro. Clique aqui para deixar seu comentário!