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Radiestesia
O radar das vibrações do
corpo
Na natureza não existem
forças isoladas, mas uma complexa rede de influências. Para conhecer a si
mesmo, o homem precisa saber como o meio ambiente atua seu organismo e sua
personalidade. A existência de raios e
radiações na natureza é um fato real. Podemos pensar nos raios do sol, em
raios de calor, raios X, raios infravermelhos e ultravioleta, radiação de
rádio e das televisões, raios de radares e raios cósmicos.
O corpo humano, pôr sua vez,
é capaz de reagir á presença de certas energias, muitas vezes
desconhecidas, emitida até mesmo pelo solo e subsolo. Esta capacidade,
milenarmente explorada pôr intermédio de dois instrumentos- a varinha e o
pêndulo- recebeu em 1919 a denominação de radiestesia. A palavra
vem do latim radium (radiação) e do grego aesthesis
(sensibilidade), ou seja, sensibilidade às radiações.
Desde os tempos mais remotos,
o pêndulo é instrumento preferido dos rediestesistas, embora outros
artefatos possam ser usados, como forquilhas (mais úteis na localização
de águas), varetas e fios. Acredita-se que esses artefatos, em especial os
tradicionais pêndulos, representam apenas extensões da própria
sensibilidade do indivíduo, ou seja, são apenas veículos captadores de
vibração.
A física moderna dispõe de
instrumentos muitos precisos, verdadeiros micropêndulos acoplados a
computadores sensíveis que hoje confirmam cientificamente a radiestasia dos
antigos alquimistas.
Radiestesia: de magia a
ciência
De certa forma, a história da
radiestesia se confunde com a história da magia e, exatamente pôr esse
motivo, torna-se difícil relacionar todas as utilizações da varinha com
finalidades divinatórias (rabdomancia). Embora o documento mais antigo
sobre a radiestesia refira-se ao século 23 a.C., é possível que essa arte
já fosse conhecida em tempos ainda mais remotos, ligada ao florescimento
das ciências em algumas civilizações desaparecidas.
Sabe-se que na Índia existiam
“achadores de água” que se utilizavam de pêndulos ou forquilhas para
encontrar mananciais subterrâneos. O antigo Egito e a Mesopotâmia
possuíam magos e médicos capazes de localizar tumores, inflamações e
até corpos estranhos em seus pacientes, tendo como recurso técnico apenas
um pêndulo.
Astrólogos famosos aplicaram
seus pêndulos sobre mapas militares e traçaram estratégias de guerra
juntamente com generais. Entre os conquistadores que tiveram o privilégio
de contar com esse tipo de ajuda estão Alexandre de Macedônia, Aníbal,
Júlio César, Gengis Khan, Átila, Carlos V, o pirata Jacques Laffite,
Napoleão Bonaparte, Luis XIV, Henrique VIII e Hitler.
A literatura esotérica aponta
diversos grandes nomes da radiestesia, entre eles o alquimista suíço
Paracelso (1493-1541), o médico austríaco Franz Mesmer (1734-1815), o
cônsul romano Agripa (séc.V a.C.), o cinde de Cagliostro (1743-1795) e o
famoso Abade Marmet. Alexis Marmet, já conhecido em sua época célebre
como o “príncipe dos rediestesistas”, em 1919 descobriu a técnica para
a localização de objetos a distância, a teleradistesia.
Radiações telúricas
Na área de medicina e de
alquimia, muitos são os relatos de fatos e descobertas ligados a
radiestesia e pêndulos. Conta-se que Paracelso utilizava um pêndulo
especial para a seleção de seus remédios. Antigos tratados de magia citam
alquimistas que eram chamados para o diagnóstico de doenças estranhas ou
para determinar a natureza do solo em locais onde se pretendia erguer uma
casa ou um hospital.
Antigamente dava grande
importância às vibrações do solo, já que veios de água, falhas do
terreno e as próprias emanações telúricas exercem muita influência
sobre a saúde das pessoas. É por esse motivo que os médicos mais
experientes sempre consigo um pêndulo, com o qual procuravam conhecer a
casa e o terreno onde o doente se encontrava.
Na França, na Alemanha e na
Escócia, desde tempos remotos existiam célebres praticantes dessa
matéria. Ainda hoje existem volumosos- e curiosos- tratados sobre a
natureza das vibrações favoráveis dos solos e maneira de conhecer e
diagnosticar as condições do terreno.
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