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A Fitoterapia é uma terapêutica
caracterizada pela utilização de plantas medicinais em suas diferentes
formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda
que de origem vegetal, cuja abordagem incentiva o desenvolvimento
comunitário, a solidariedade e a participação social.
As plantas
medicinais têm sido a base dos principais produtos para a saúde desde a
Antigüidade, endossada pelos dados da Organização Mundial de Saúde, de que
80% da população mundial utiliza estas plantas ou preparações destas no que
se refere à atenção primária de saúde. O reconhecimento de seu valor como
recurso clínico, farmacêutico e econômico tem crescido progressivamente em
vários países, os quais vêm normatizando e legislando acerca dos diferentes
critérios de segurança, eficácia e qualidade que devem envolver esses
produtos.
A ampliação das opções terapêuticas ofertadas aos usuários do Sistema Único
de Saúde, com garantia de acesso a plantas medicinais, fitoterápicos e
serviços relacionados à fitoterapia, com segurança, eficácia e qualidade, na
perspectiva da integralidade da atenção à saúde, é importante estratégia
para melhoria da atenção à saúde da população e à inclusão social. Aliado a
isto, o Brasil possui vantagens e oportunidades para desenvolvimento da
terapêutica, aliadas ao crescente interesse popular e institucional no
fortalecimento da fitoterapia no Sistema Único de Saúde.
Neste sentido, o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de
Assistência Farmacêutica, vem desenvolvendo de forma participativa,
democrática e transversal com todos os níveis e instâncias do governo e da
sociedade, diversas ações voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva de
plantas medicinais e fitoterápicos, com vistas à ampliação do acesso a
produtos e serviços aos usuários do SUS, na perspectiva da integralidade da
atenção à saúde.
Portaria nº 971 de 03 de maio de 2006
Portaria nº 2.311 de 29 de setembro de 2006
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Os sete reinos da natureza
Segundo informações contidas nos mais antigos tratados de medicina, a
fototerapia sempre acompanhou as mais diversas técnicas médicas
de todos os tempos. Os livros hindus dedicados ao conhecimento da origem do
cosmos e do homem (cosmogênese e antropogênese,
respectivamente) apontam os vegetais como parte importante nos chamados
Sete Reinos da natureza.
De acordo com ciência ocidental, existem apenas três reinos ¾ o Mineral, o
Vegetal e o Animal ¾ e o homem pertence a esse ultimo.
Para os estudiosos das ciências mais profundas,
no entanto, o homem faz parte de um quarto reino, o Reino Hominal, uma vez que
se diferencia dos animais pôr ser portador de uma
mente capaz de raciocinar.
Essa posição coincide com o conceito da sabedoria védica, cujo textos sagrados
admitem a existência de sete reinos, e não apenas quatro: o Mineral, o Vegetal,
o Animal, o Hominal, o Angelical, o Arcangelical e o Deíficio.
Os reinos Angelical, Arcangelical e Deíficio são de difícil entendimento para a
razão humana comum, pois representam estágios ainda não alcançados na
evolução. De acordo com a sabedoria sagrada, esses reinos ainda estão em fase de
estruturação e são alimentados pelas vibrações de amor e devoção
do homem à Ordem do Universo. Tais dimensões serão devidamente atingidas um dia,
quando a consciência humana conseguir transcender
suas limitações e sua condicionamentos.
Os sete reinos, no entanto, constituem na verdade um só, cuja síntese resume o
próprio Universo material e imaterial. São interdependentes e evolutivos ¾ um
vegetal, por exemplo, apresenta elementos minerais em sua estrutura, e deles
depende para viver; o animal, por sua vez, tem elementos vegetais e minerais,
enquanto o homem possui elementos minerais, compostos vegetais (clorofila) e
elementos animais (corpo, músculos, sangue, etc.).
Tudo isso nos faz compreender melhor o papel dos minerais e dos vegetais na
correção de desarranjos ou desarmonias nos reinos mais superiores ¾ eles
são, enfim, a base de sustentação de todo o fenômeno cósmico da evolução. Os
vegetais são mais importantes que os minerais, pois já os contém em sua
estrutura. Apesar de existirem muitos remédios de origem mineral, animal e
homineral, eles são bem mais escassos que os provenientes das plantas. |