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Paulo Tovar

Das duas, uma: ou você clica este botão ou você clica este botão. Não dá para ficar impassível diante daquilo que o mundo lhe arreganha. Vamos lá: abra seus ouvidos, abra seu coração e mostre-nos que sua alma está disposta a correr o risco de não ser riscada do mapa e de acreditar que somos não uma ironia de fora para dentro e sim uma alegria de dentro para fora.
Juntamos os caquinhos, esquentamos os couros, esticamos as cordas, sopramos os metais e aqui estamos nós macumbando sua atenção e torcendo para que esta sonoridade faça qualquer possível mal-estar sair de fininho.
O cd H2OLHOS espera por você.
Grato.

Marco Zero

CD H2OLHOS
Ficha técnica
Gravado no OZ Estúdio entre outubro de 2001 e Dezembro de 2002.
Técnico de Gravação: Pauly de Castro.
Direção musical: Paulo Tovar / Daniel Baker / Paulo D’George.
Arranjos: Daniel Baker, Paulo D’George e Toronto.
Direção Geral e Produção: Paulo Tovar.
Guitarras: Toronto e Haroldinho Matos
Violões 12 cordas: Toronto Viramundo
Bateria: Leander Motta e Bahia
Bateria eletrônica (prog.): Daniel Baker e Paulo D’George
Contrabaixo: Pedro Martins
Contrabaixo eletrônico (prog.): Daniel Baker e Paulo D’George
Percussão: George Lacerda
Trombone: Alciomar Oliveira
Trompete: Flama
Sax-tenor: Ricardo Barrenachea
Teclados: Daniel Baker / Paulo D’George
Gaita Harmônica: Engels Espírito
Participação especial em “Rola a Bola”: Gérson de Véras
Participação especial em “Poeira das Estrelas”: Adriano Faquinni
Participação especial em “ As Vacas do Mané Ruço”: Pauly de Castro
Vocais: Andréa, Virgínia, Pauly de Castro e Maria Gomide

REPERTÓRIO
01 - Marco Zero (Haroldinho Mattos / Paulo Tovar)
02 – Rola a Bola (Paulo Tovar)
03 – As Vacas  (Paulo Tovar)
04 – Poeira das Estrelas  (Paulo Tovar)
05 – Nem aqui e nem ali ( Didi ) (Paulo Tovar)
06 –Tudo acaba (Paulo D’George / Paulo Tovar)
07 - Periquita Perfumada (Paulo Tovar)
08 – Semente (Renato Matos / Áurea Lu / Paulo Tovar)
09 - Vidas Erradas (Paulo Tovar)
10 - H2OLHOS (Toronto / Paulo Tovar)
11 - Rola a Bola Versão MIX (Paulo Tovar) Arranjo: Pauly de Castro 

Entrevista ao repórter Marcelo Nantes do Jornal Caderno Brasília  

                 Quando chegou em Brasília, o que mais chamou atenção do adolescente Paulo “Tovar” Hummel não foi o esoterismo do cerrado que, para alguém como ele, oriundo de Catalão (GO), não era o que se pode chamar “um museu de grandes novidades”. No seu caso ou no de qualquer outro recém-chegado em 1969 (ainda na primeira década da nova capital), e considerando que o pouso era a 312 Norte, “o choque foi muito grande”.

            “A quadra tinha poucos anos de vida, mas já era uma espécie de cidade dentro de uma cidade. Eu tinha uns 12 anos, mas logo percebi que estava num lugar de forte expressão artística. E minha motivação aumentava a medida em que ia sentindo aquele cheiro de tinta fresca espalhada por outros cantos, fosse da Asa Sul ou Asa Norte”, recorda o agora músico e compositor Paulo Tovar.

            Ele não sabia, mas em pouco tempo iria participar de dois dos principais movimentos culturais de Brasília. Um deles aconteceria ali mesmo, na 312 norte. O “Panelão da arte” reuniu todos os segmentos culturais existentes na cidade, no final dos anos 70. foi um inspirador natural do “Concerto Cabeças”, cujo apogeu se deu nos primeiros meses de 1979, do outro lado da cidade, na 311 sul. “Eu conheci aquela turma um pouco antes, quando passei a freqüentar o Beirute”, conta Tovar.

            “Aquela turma” era composta por Nicolas Behr, Renato Mattos (com quem gravou um LP), Néio Lúcio, Luis Turiba, Wagner Hermuche, João Antônio, TT Catalão e Guilherme Reis, entre tantos outros protagonistas do movimento cultural setentino. “Era gente ligada a todas as áreas. Perceba que nesse grupo de poeta, escritor, músico, artista plástico e ator”, complementa Tovar.

            “Nós nos conhecíamos, mas as coisas em Brasília eram dispersas. Até que um dia surgiu o Cabeças, que para nós todos ainda é o grande marco da nossa história na cidade. Foi uma reunião em torno da idéia “Brasília”. As pessoas tinham um vínculo com seus sonhos e utopias muito maior do que a sua própria subsistência.  Até porque, naquela época, qualquer coisa que se fizesse estava sendo feita pela primeira vez”, recorda.

            Seu envolvimento com a música começou em 1972, quando ganhou um violão e passou a ter aulas na Escola de Música, precariamente instalada na 605 Sul. Foi companheiro de Reco do Bandolim nos festiviais do Ceub e Elefante Branco, aluno da flautista Odette Ernest Dias (“nossa fada madrinha”) na UnB, e teve sua música “Juriti” (gravada pelo Liga Tripa) cantada por muitos brasilienses antes do início dos anos 80.

            Paulo Tovar está preparando seu novo disco, “H2Olhos”, a ser lançado ainda no primeiro semestre deste ano. “Mas será um lançamento bem diferente daqueles que fazíamos com as poesias de mimeógrafo. Não vais er preciso subir na Torre para lança-los”, brinca Tovar.

Contato:
e-mail: paulotovar@terra.com.br
Tel: (61) 8122-0320

Olhos D' água