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SERRA DO CIPÓ
A Serra do Cipó é um dos conjuntos naturais
mais exuberantes do mundo. Sua história geológica é complexa e data do período
pré-cambriano, com suas rochas arenosas que foram formadas por depósitos
marinhos há mais de 1.7 bilhões de anos. A diversidade da sua vegetação é
altíssima, e muitas espécies só são encontradas lá. Sua fauna é
representativa e abriga espécies ameaçadas de extinção. Para preservar este
patrimônio natural, foi criado o Parque Nacional da Serra do Cipó a APA (Área
de Proteção Ambiental). São ao todo 100.000 hectares de cerrados, campos
rupestres e matas, além de rios, cachoeiras, canyons, cavernas, sítios arqueológicos
preservados e muitos esportes de aventura. Na Serra do Cipó a natureza
recompensa todo o nosso empenho em preservá-la. Ajude a preservar a natureza!
Ajude a preservar a Serra do Cipó!
HISTÓRIA
Períodos marcantes da História do
Brasil tiveram como cenário os belos contornos da Serra do Cipó. O
lugar serviu como via de acesso aos Bandeirantes que partiam de São
Paulo em busca de ouro e pedras preciosas após o descobrimento do
Brasil. Era através dos acidentados caminhos da Serra do Espinhaço que
aqueles aventureiros buscavam acesso à Vila do Serro Frio (hoje município
do Serro) até atingir o cobiçado Arraial do Tejuco, mais tarde
batizado com o nome de Diamantina.
Inicialmente
conhecida como Serra da Vacaria, teve no século XVIII seu nome
mudado para Serra da Lapa. Com o estabelecimento da Fazenda Cipó
pela família Moraes, aparece pela primeira vez o nome,
inspirado nas curvas do rio.
Com a mudança de proprietário em 1823, Major Antônio dos
Santos Ferreira, a região conhece um período de riqueza e
desenvolvimento. As marcas deste período ainda hoje atraem
turistas e estudiosos à Serra do Cipó.
Há vestígios de uma
antiga estrada de pedras construída pelos escravos, no local chamado Mãe
D`Água, que dá origem a uma das mais belas cachoeiras da região, a Véu
da Noiva. Por essa trilha subiam e desciam os tropeiros e suas mulas,
transportando sonhos de riquezas.
No século XIX, foi a vez de outros viajantes se aventurarem pelas
serras de Minas. Mas, dessa vez, as riquezas perseguidas eram as suas
belezas naturais, a flora e a fauna exuberantes. Peter Wilhelm Lund,
Eugene Warming, J. B. Spix, C. F. P. Von Martius, Saint Hilaire e Álvaro
da Silveira fizeram alguns relatos sobre a natureza e a importância
científica dessa região.
Desde o início
da década de 50, algumas reportagens já vinham apontando a
região da Serra do Cipó como indicada ao turismo pelas belezas
naturais. O movimento para a transformação dessa região em
uma Unidade de Conservação foi encabeçado pelos próprios
moradores.
Em 1975, finalmente, eles viram concretizados seus anseios através
da criação do Parque Estadual da Serra do Cipó, com uma área
de 27.600 hectares.
A partir de então, mais
e mais pesquisadores passaram a se interessar pela área e, em outubro
de 1981, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal – IBDF
instituiu uma comissão para estudar a viabilidade de transformar o
Parque Estadual em Parque Nacional, devido a sua importância biológica.
Em 25 de setembro de 1984, foi publicado no Diário Oficial da União a
criação do Parque Nacional da Serra do Cipó. As justificativas para a
criação do PARNA da Serra do Cipó foram:
a) A proteção da fauna e da flora, devido ao alto grau de endemismo de
suas espécies (há muitas espécies que só existem na Serra do Cipó);
b) A proteção da bacia de captação do rio Cipó, importante pelas
suas cachoeiras e águas límpidas (as nascentes do rio estão dentro do
parque);
c) A preservação das belezas cênicas da região (o Parque é
procurado pelas inúmeras cachoeiras, rios, canyons, vegetações
exuberantes, paredões para a prática de escalada, cavernas e trilhas
para caminhadas).
A Serra do
Espinhaço, que corta de norte a sul os estados da Bahia e de
Minas Gerais, surgiu do encontro de placas tectônicas ocorrido
há milhões de anos, é formada basicamente por quartzitos
inclinados por força dos deslocamentos das placas.
Os quartzitos se formaram por acumulação sedimentar em uma época
em que toda a região estava submersa em uma faixa de mar da
largura do Mar Vermelho.
Serra do Espinhaço
nasce próximo a Ouro Preto (MG) e segue até a Chapada Diamantina na
Bahia, sendo o divisor de águas entre as bacias dos rios São
Francisco, Doce, Jequitinhonha e Mucuri. A erosão causou o aparecimento
de vales profundos, saltos e cachoeiras.
Habitada pelos homens primitivos há mais de 12 mil anos, estes deixaram
suas marcas em pinturas rupestres nas diversas grutas e paredões da
região.
TURISMO
Atrativos históricos
Igreja Matriz de São Sebastião - construída
em taipa no final do século XVII, com a fachada de inspiração jesuítica. Foi
reconstituída em 1819 e até hoje conserva o msmo aspecto.
Casa da Câmara e Cadeia
- possui caraterísticas da arquitetura do século XVIII: fachada simétrica
com a porta central e janelas iguais de cada lado. A escada do lado externo é
comum nos prédios públicos da época. A Câmara funcionava no andar de cima,
onde "os homens bons" exerciam o poder. No andar térreo ficava a
Cadeia.
Casa Esperança -
construída em pedra e argamassa de cal e areia, com fachada típica da época,
disposição simétrica e ornamentação em peças de pedra, possuindo aspectos
característicos da arquitetura urbana do século XVIII, a Casa Esperança é
testemunho da prosperidade de São Sebastião. O "teto de gamela ou de armação"
que cobre as salas principais possui pinturas originais nas três salas nobres
da frente. As peças em pedra, algumas vindas de Portugal, simbolizam sinais
exteriores de riqueza.
Convento de Nossa
Senhora do Amparo - enorme construção com cruzeiro à frente,
interior com entalhes de madeira e ouro, estilo típico das Igrejas
Franciscanas. O Convento de Nossa Senhora do Amparo está situado no atual
bairro de São Francisco, onde se instalaram os frades franciscanos, por volta
de 1650.
Fazenda Santana - sobrado
de pedra e taipa, construído em 1743. Conjunto de residência, capela
ornamentada com pinturas trabalhadas em ouro e um engenho, complementado por um
aqueduto de pedra, senzalas para a escravaria, canavial, zonas de mata para
lenha, pastos, tudo isso forma a Fazenda Santana, exemplo típico do engenho de
açúcar, sob a proteção de Santana, a padroeira da fazenda. É propriedade
particular, porém, com a permissão dos donos pode-se visitar as dependências
da fazenda, inclusive a Casa da Farinha, com o tombo d’água, roda de fábrica
e pilões.
Capela de São Gonçalo
- Museu de Arte Sacra - a Capela de São Gonçalo foi tombada pelo
CONDEPHAAT, em 1969. A partir de 1978 instalou-se na Capela o Museu de Arte
Sacra, numa tentativa de salvar a construção, em estado precário de conservação.
Entretanto, dez anos depois, novamente por falta de manutenção adequada, foram
necessárias novas obras.
Atrativos Naturais
Praias
Enseada - a 12km do centro. Praia rasa, maré
sempre baixa, boa para pesca de camarões e mariscos, faz parte do conjunto que
inclui ainda a Prainha das Gaivotas, da Figueira e do Ventura.
Lá localiza-se a Capela do Bom Jesus.
Cigarras - a
9,5km do centro. Belas casas de temporada movimentadas em época de férias
exaltam a elegância da praia das Cigarras. Ocasionalmente pode estar imprópria
para banho. A Capela da Imaculada Conceição está preservada.
São Francisco da Praia
- reduto calmo e tranqüilo de pescadores e de artesãos que
trabalham com modelagem em barro, panelas e potes d’água. Aí pode-se ver o
antigo convento de Nossa Senhora do Amparo, construção do século XVII, que
ainda guarda suas antigas imagens. Além das ruínas da Casa de Beneficiamento
de Ouro das Minas de Itararé, avistam-se as ruínas da fazenda do Padre
Faustino, atrás da serra.
Arrastão -
bastante freqüentada por jovens, possui restaurantes à beira-mar. É onde
acontece o CARNAMAR, todo domingo de carnaval.
Pontal da Cruz - a
1,5km do centro. Comércio, colônia de férias do banco Itaú, além de hotéis
e pousadas, formam um belo núcleo residencial. Localizada na parte sul, a pedra
"Lenda dos Amores" transforma a praia do Pontal da Cruz num permanente
cenário de encontros amorosos.
Porto Grande -
bem na entrada da cidade. A "Praça da Vela", recém-construída, onde
se concentram velejadores que participam de campeonatos, oferece condições
para a prática de esportes náuticos. Como atrações, um rancho de pescadores
no canto da praia e as instalações da Petrobrás com seus escritórios,
parques e tanques.
Grande - a
6km do centro. Uma extensão de mais de 400m de mar calmo, piso firme, areia
branca e fofa, tem a sua frente o Farol dos Moleques. A famosa "Toca do
Mero" se esconde entre seus costões. Aí se localiza o Balneário dos
Trabalhadores.
Guaecá - a
9km do centro. Praia bastante extensa, ideal para surf em dias de mar agitado,
onde estão situadas a famosa Gruta do Bicho e a Fazenda dos Carmelitas, hoje
propriedade particular.
Maresias - a
25km do centro. A mais badalada praia da região. Devido as fortes ondas e
repuxos do mar aberto convém fazer consultas aos caiçaras que poderão indicar
os melhores locais para banho. A Capela de Maresias e a Capela do Cemitério são
preservadas. Possui danceterias e bares agitando a noite dos jovens, além de ótimos
restaurantes.
Boiçucanga -
a 31,5km do centro. Com mais de 2km de areia amarelada e solta, encravada entre
o Oceano Atlântico e a Serra do Mar, é um permanente convite, pois propicia
magníficas paisagens do mar e das montanhas. As mais incríveis histórias
passam de boca em boca nas noites quentes da praça da Mentira. Na ilha dos
Gatos permanecem as ruínas de uma curiosa construção dos anos 50. Ainda podem
ser vistas a Capela da Imaculada Conceição e a Capela do Sagrado Coração de
Jesus.
Camburi - famosa
pela freqüência de gente bonita, é cortada pelo Rio Camburi. Restaurantes,
bares e danceterias fazem de Camburi uma praia bastante badalada.
Barra do Sahy -
a 39km do centro. Possui exuberante paisagem formada pelo Rio Sahy que desemboca
na praia e uma vila caiçara convivendo com as casas de veraneio. Da praia há
uma bela vista das ilhas Montão de Trigo, das Couves e do pequeno arquipélago
As Ilhas.
Barra do Una - a
47,5km do centro. Na orla da praia, caiçaras e índios Guaranis, que vivem no
sertão, apresentam seu artesanato. A atividade náutica concentra-se no Iate
Clube Ribeirinho, às margens do rio. Todos os anos, pelo rio e pelo mar, os
moradores realizam a Regata de Canoas.
Boracéia - a
53,5km do centro. Com uma grande extensão, é a última praia dentro do município
de São Sebastião cujo Rio Prateus é a divisa com o município de Bertioga. A
pesca da tainha com redes puxadas da praia é sua maior atração, por isso,
todo ano no mês de julho realiza-se a famosa Festa da Tainha. Há ainda exposição
de artesanato numa aldeia de índios Guaranis.
Existem ainda praias menores, algumas mais
desertas: Juréia, Engenho, Juquehy, Conchas, Preta, Baleia, Brava, Paúba,
Santiago, Calhetas, Toque-Toque Pequeno, Toque-Toque Grande, Baraqueçaba,
Cabelo Gordo, Pitangueiras, Centro, Deserta e Olaria.
Trilhas
Há três roteiros de trilhas exploradas pela FUNDAMAR (Fundação Museu de Históia,
Pesquisa e Arquelogia do Mar):
Ribeirão do Itu - uma
caminhada de 8.200m com duração de mais ou menos 8 horas exige bom
condicionamento físico e idade acima de 12 anos. Estende-se entre Caraguatatuba
e São Sebastião. Por São Sebastião o acesso é pela Rua Maria Chulia de
Jesus, no bairro de Boiçucanga. As atrações são a Mata Atlântica e as
Cachoeiras do Ribeirão de Itu.
Condições: menores de idade necessitam de autorização. Há um monitor para
cada 10 pessoas. Deve-se marcar com pelos menos 5 dias de antecedência.
Mangue, praia, costeira
- Barra do Sahy - Numa extensão de 2.000m e cerca de 4 horas de duração
é uma trilha leve permitida até para crianças acima de 7 anos.
Condições: menores de idade necessitam de autorização. Há um monitor para
cada 15 pessoas. Marcar com pelos menos 5 dias de antecedência.
Mangue, praia, costeira,
trilha e cachoeira - Com duração de 8 horas aproximadamente e uma
caminhada de 4.000m, é um roteiro leve permitido até para crianças acima de 7
anos.
Condições: menores de idade necessitam de autorização. Há um monitor para
cada 15 pessoas. Marcar com pelos menos 5 dias de antecedência.
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