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PETRÓPOLIS

Céu azul e limpo, ar puro, clima agradável e o visual das montanhas criam um ambiente perfeito de tranqüilidade. Foi esse clima que trouxe para Petrópolis, cidade da Serra Fluminense, diversos escritores e pintores. E muito antes deles, o imperador D. Pedro II, que mandou construir um palácio para o veraneio da família imperial. Bastou que ele viesse para que toda a corte fizesse o mesmo, enchendo a região de palacetes, ricos mobiliários e jardins projetados.
Hoje todas essas construções de época são um grande atrativo, pois além de sua beleza, contam um pouco de nossa história. O Museu Imperial, a Catedral São Pedro de Alcântara, a Casa de Santos Dumont, o Palácio Quitandinha, o Palácio Rio Negro, são alguns exemplos. Petrópolis pode ter perdido a importância política, mas continua tendo uma forte tradição traduzida no requinte dos restaurantes e pousadas.
Não só as marcas do Império encantam e chamam atenção por aqui. A natureza também deixou suas imponentes marcas. Na região localiza-se o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, onde está a impressionante formação rochosa chamada de "Dedo de Deus". Trilhas e passeios a cavalo nos levam a descobrir uma abundante vegetação, orquidários, cachoeiras, vales e montanhas que oferecem vistas deslumbrantes.

HISTÓRIA

O caminho aberto pelos bandeirantes em suas andanças pelo sertão, tomou o nome de "Caminho do Ouro", quando da descoberta de ouro e pedras preciosas nas Minas Gerais. Como sua importância começou a crescer devido à necessidade de escoamento da produção, foi preciso estabelecer uma ligação permanente e segura entre o porto do Rio de Janeiro e as Minas Gerais, dando início à colonização da região.
Por estar localizada entre os rios Piabanha e Morto, por onde passavam as tropas que demandavam as Minas Gerais, a fazenda do Padre Corrêa se tornou o lugar propício para pouso e fonte de abastecimento, não só pelos produtos agrícolas, como também por sua industria artesanal de ferraduras.
Seguindo o "Caminho do Ouro" em demanda às Minas Gerais, o imperador D. Pedro I, tornou-se hospede frequente da fazenda, mesmo depois da morte do Padre Corrêa, pois continuou sendo recebido pela irmã e herdeira do Padre.
Encantado com as belezas e amenidades da região, propõe a compra da fazenda. Como os herdeiros do Padre Corrêa não estavam interessados em vendê-la, indicaram a vizinha fazenda do Córrego Seco que foi comprada em 1830, passando a chamar-se Fazenda da Concórdia. Foi D. Pedro II que, em 1843, ordenou a construção de um palácio para veraneio. O projeto ficou nas mãos do arquiteto alemão Koeler.
Quando, em 1844, começou a receber os primeiros imigrantes alemães, como colonos livres, a povoação de Petrópolis, fundada em março de 1843, nasceu com a mentalidade de substituir o trabalho escravo pelo trabalho livre. Com o rápido plano urbanístico, reforçado por outras correntes migratórias de italianos, franceses, belgas, ingleses, suiços e portugueses, em setembro de 1857, foi elevada à categoria de cidade. O Hotel Suiço, o primeiro hotel da região, é construído em 1848.
Por iniciativa do Visconde de Mauá, em 1854, começa a funcionar a primeira estrada de ferro brasileira ligando Porto Mauá à Raiz da Serra. Para se chegar a Petrópolis, atravessava-se a baía, de barco, até Porto Mauá; daí, seguia-se de trem até à Raiz da Serra; em seguida, subia-se a serra em diligência puxada a cavalos.
Mais tarde, a diligência puxada a cavalos é substituída pela estrada de ferro Príncipe Grão-Pará (a Leopoldina Railway), o primeiro trem a subir uma serra brasileira. A União e Indústria, a primeira estrada de rodagem brasileira, ligando Petrópolis a Juíz de Fora é inaugurada em 1861.
A vinda da família imperial acabou atraindo toda a corte, que também construiu seus palacetes. Assim Petrópolis se transformou em um local da elite. Por causa de seu clima agradável e tranqüilo, mas principalmente pela permanência do imperador na cidade, atraindo a nobreza e a intelectualidade da época, Petrópolis logo se transformou em um grande centro turístico do Estado do Rio de Janeiro. A animação, o fausto e o luxo de seus espetáculos, bailes e saraus competiam com a vida social do Rio de Janeiro. Mesmo depois da queda do Império, muitos políticos continuaram a freqüentar a região.
O palácio Rio Negro que servira como sede do governo (1894 - 1902) do Estado converte-se na residência de verão dos Presidentes da República.Em 1903, ao assistir à assinatura do tratado de anexação do Acre, Petrópolis se torna capital do Estado do Rio de Janeiro.
A primeira auto-estrada asfaltada, a rodovia Washington Luiz ligando Petrópolis ao Rio de Janeiro, foi construída em 1928.
O hotel Quitandinha, construído em 1944, com seu cassino e espetáculos realizados com os mais famosos artistas brasileiros e astros internacionais, atraiu milhares de turistas do mundo inteiro. Hoje, é possível visitar o 1º andar, além de ser um espaço ideal para a realização de convenções e congressos. Sua bela arquitetura, em estilo normando, chama a atenção.
Com a proíbição do jogo, a cidade não desanimou, compensando com o desenvolvimento das indústrias téxteis e malharias, conhecidas em todos os lugares, e revigorando-se com o surgimento de pousadas e hotéis localizados em lugares paradisíacos que oferecem um tranqüilo aconchego e uma gastronomia requintada.

TURISMO

Atrativos Históricos-Culturais
O clima saudável e ameno de Petrópolis oferece inesquecíveis passeios por suas ruas arborizadas, onde se pode ver a riqueza arquitetônica das mansões construídas no tempo do império. Alguns palácios transformaram-se em museus e estão abertos à visitação.

Museu Imperial - em estilo neoclássico, a casa era o antigo Palácio Imperial que D. Pedro II mandou construir em 1848. Os jardins, desenhados por Jean Baptiste Binot sob a orientação pessoal do imperador, merecem destaque.
Além de guardar os objetos e móveis do palácio, o Museu ainda reúne, de maneira geral, tudo o que se refere ao Brasil Império, como por exemplo a coroa de D. Pedro II. Há também no local uma pinacoteca e o Arquivo Histórico do Museu Imperial.
Localiza-se na R. da Imperatriz, 220 - Centro.

Palácio de Cristal - com estrutura metálica e vedação de vidro, foi fabricado na França. É o modelo perfeito do novo estilo arquitetônico surgido com a Revolução Industrial. Foi palco de vários bailes, começando pelo de sua inauguração em 2 de fevereiro de 1884. Aí também a Princesa Isabel assinou a libertação de 103 escravos pouco antes da abolição da escravatura.
Localiza-se na R. Alfredo Pachá, s/nº - Centro.

Palácio Quitandinha - o nome Quitandinha vem do fato do local ser parada de viajantes do início do século para comer e repousar. Ergue-se aqui um palácio impressionante em estilo normando, com 50.000m² de área construída e 6 andares. A decoração é de Dorothy Drape, a decoradora que marcou época em Hollywood. O Quitandinha conta a história da época de ouro do rádio, dos cassinos e das chanchadas. Ele próprio surgiu, em 1944, como um luxuoso hotel-cassino.
Localiza-se na Av. Estados Unidos, 2.

Catedral São Pedro de Alcântara - construída em 1884, em estilo gótico francês do século XVIII. Destacam-se obras esculpidas em mármore Carrara em seu interior. A Capela Imperial guarda estátuas da família imperial, além dos restos mortais de D.Pedro II, D. Teresa Cristina, Princesa Isabel e Conde d'Eu.
Localiza-se na R. S. Pedro de Alcântera, 60 - Centro.

Museu Casa do Colono - com suas paredes originais de pau-a-pique e barro misturado com capim, lembra as várias famílias imigrantes que colonizaram Petrópolis.
Localiza-se na R. Cristóvão Colombo, 1034 - Castelânea.

Casa do Barão de Mauá - sede da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo de Petrópolis foi mandada construir, em 1852, pelo mesmo Mauá que utilizou nos gradis, ferros produzidos pela sua própria fábrica. Ergue-se em estilo neo-clássico, rodeado de jardins onde há algumas palmeiras raras e jasmineiros perfumados.
Localiza-se na Praça Mariano Procópio, esquina da Av. Piabanha com a Barão do Rio Branco.

Palácio Rio Negro - construído em 1889 pelo Barão do Rio Negro para sua residência, foi sede do governo entre 1894 e 1902, quando Petrópolis foi capital do Estado do Rio de Janeiro. A partir de 1903, tornou-se a residência de verão dos Presidentes da República, até a construção de Brasília. As núpcias do presidente Hermes da Fonseca e Nair de Teffé, um dos casamentos mais badalados da época, foram realizadas nos salões do Palácio Rio Negro.
Localiza-se na Av. Koeler - Centro.

Existem ainda inúmeras construções para serem visitadas:
O Palácio Itaboraí, antiga residência de verão dos governadores do Estado do Rio; o Palácio Amarelo, construído em 1850, onde funciona a sede da Câmara Municipal de Petrópolis; a Casa da Princesa Isabel, adquirida pelo Conde D´Eu e a Princesa Isabel em 1876, atualmente sede da Cia. Imobiliária de Petrópolis, pertencente a membros da família imperial; o Palácio Koeler, construído em 1872, hoje de propriedade da Prefeitura Municipal; o Palácio Grão Pará, construído em 1859, atualmente residência de descendentes da família imperial; a Casa do Barão do Rio Branco, onde foi assinado o "Tratado de Petrópolis" que anexou o Estado do Acre ao Brasil, hoje Secretaria de Habitação; o Hospital Santa Teresa, inaugurado em 1876, hoje sob a administração das irmãs da Congregação de Santa Catarina; o Castelo de Itaipava, situado na Estrada União e Indústrias - Itaipava; e finalmente, o Solar D. Afonso, construído em 1875 pelo comendador Joaquim Antonio dos Pássaros, hoje propriedade do Sr. Ronaldo do Vale Simões. No entanto, a beleza arquitetônica destas construções só é observada exteriormente, pois estão fechados à visitação.

Atrativos Naturais
Rafting pelo rio Paraíbuna, descida de rapel na cachoeira Véu da Noiva, cavalgada ecológica Haras Analu, cavalgadas pela região que liga o vale do Cuiabá a Teresópolis, caminhadas ecológicas pela serra dos Órgãos e trekking na reserva biológica do Tinguá, último reduto da Mata Atlântica primária do Estado, são algumas das muitas escolhas que se pode fazer para aproveitar a estada em Petrópolis.
Uma boa pedida é percorrer o antigo "Caminho do Imperador" ou "Estrada Imperial" que liga Petrópolis a Pati do Alferes, pelo alto da serra do Couto, num percurso de 36km.

O Parque Municipal oferece área de lazer com quadras de esporte, ciclovia, local para caminhadas, picadeiro de areia e local para shows e festas populares.

Caminhadas
Meu Castelo (Castelinho), com a visão de toda baía da Guanabara e Petrópolis; Cortiço; Cobiçado, com visão da Baixada Fluminense, Retiro; Seio de Vênus; Carneiro, com vista de Teresópolis e Petrópolis; Pedra do Boi. Para todos estes morros, com altitudes de até 1.500m, as caminhadas, com duração que varia entre 1 e 2 horas, são consideradas caminhadas leves.

Mãe-d'água; Pico Alcobaça, o símbolo do montanhismo de Petrópolis; Véu de Noiva; João Grande; Cantagalo. Para todos estes morros, com altitude até 1.800m, as caminhadas, com duração de 3 e 4 horas, são consideradas caminhadas semi-pesadas.

Morro do Açu, com vistas da serra dos Órgãos e cidades; Maria Comprida, com visão de Capoeirão e Araras;Taquaril; Congonhas. Para todos estes morros, com altitude de mais de 2.000m, as caminhadas, com até 5 horas de duração, além de Congonhas, com 2 dias de duração, são consideradas caminhadas pesadas.


Os passeios de bicicleta nas rotas entre Corrêas e o Morro do Açu e entre Itaipava e Teresópolis, passando pelo vale do Cuiabá, Itaipava e Miguel Pereira, em percursos de 20km a 30km, podem durar de 2 a 6 horas. A cada sábado, as trilhas variam entre leves, médias e pesadas, conforme o grau de dificuldades do passeio.

Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Bem próximo a Petrópolis está este parque nacional na região da Serra dos Órgãos. Curiosas formações rochosas como o Dedo de Deus, com 1.692m de altitude, e a Pedra do Sino, com 2.263m de altitude desafiam a habilidade de montanhistas.
Criado em 1939, seus 11.800 hectares abrigam orquídeas, samambaias, paineiras, ipês e cedros, além de quatis, cutias e éspecies ameaçadas de extinção como o papagaio-de-peito-roxo.