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O caminho aberto pelos bandeirantes
em suas andanças pelo sertão, tomou o nome de "Caminho do Ouro",
quando da descoberta de ouro e pedras preciosas nas Minas Gerais. Como sua
importância começou a crescer devido à necessidade de escoamento da produção,
foi preciso estabelecer uma ligação permanente e segura entre o porto do Rio
de Janeiro e as Minas Gerais, dando início à colonização da região.
Por estar localizada entre os rios Piabanha e Morto, por onde passavam as tropas
que demandavam as Minas Gerais, a fazenda do Padre Corrêa se tornou o lugar
propício para pouso e fonte de abastecimento, não só pelos produtos agrícolas,
como também por sua industria artesanal de ferraduras.
Seguindo o "Caminho do Ouro" em demanda às Minas Gerais, o imperador
D. Pedro I, tornou-se hospede frequente da fazenda, mesmo depois da morte do
Padre Corrêa, pois continuou sendo recebido pela irmã e herdeira do Padre.
Encantado com as belezas e amenidades da região, propõe a compra da fazenda.
Como os herdeiros do Padre Corrêa não estavam interessados em vendê-la,
indicaram a vizinha fazenda do Córrego Seco que foi comprada em 1830, passando
a chamar-se Fazenda da Concórdia. Foi D. Pedro II que, em 1843, ordenou a
construção de um palácio para veraneio. O projeto ficou nas mãos do
arquiteto alemão Koeler.
Quando, em 1844, começou a receber os primeiros imigrantes alemães, como
colonos livres, a povoação de Petrópolis, fundada em março de 1843, nasceu
com a mentalidade de substituir o trabalho escravo pelo trabalho livre. Com o rápido
plano urbanístico, reforçado por outras correntes migratórias de italianos,
franceses, belgas, ingleses, suiços e portugueses, em setembro de 1857, foi
elevada à categoria de cidade. O Hotel Suiço, o primeiro hotel da região, é
construído em 1848.
Por iniciativa do Visconde de Mauá, em 1854, começa a funcionar a primeira
estrada de ferro brasileira ligando Porto Mauá à Raiz da Serra. Para se chegar
a Petrópolis, atravessava-se a baía, de barco, até Porto Mauá; daí,
seguia-se de trem até à Raiz da Serra; em seguida, subia-se a serra em diligência
puxada a cavalos.
Mais tarde, a diligência puxada a cavalos é substituída pela estrada de ferro
Príncipe Grão-Pará (a Leopoldina Railway), o primeiro trem a subir uma serra
brasileira. A União e Indústria, a primeira estrada de rodagem brasileira,
ligando Petrópolis a Juíz de Fora é inaugurada em 1861.
A vinda da família imperial acabou atraindo toda a corte, que também construiu
seus palacetes. Assim Petrópolis se transformou em um local da elite. Por causa
de seu clima agradável e tranqüilo, mas principalmente pela permanência do
imperador na cidade, atraindo a nobreza e a intelectualidade da época, Petrópolis
logo se transformou em um grande centro turístico do Estado do Rio de Janeiro.
A animação, o fausto e o luxo de seus espetáculos, bailes e saraus competiam
com a vida social do Rio de Janeiro. Mesmo depois da queda do Império, muitos
políticos continuaram a freqüentar a região.
O palácio Rio Negro que servira como sede do governo (1894 - 1902) do Estado
converte-se na residência de verão dos Presidentes da República.Em 1903, ao
assistir à assinatura do tratado de anexação do Acre, Petrópolis se torna
capital do Estado do Rio de Janeiro.
A primeira auto-estrada asfaltada, a rodovia Washington Luiz ligando Petrópolis
ao Rio de Janeiro, foi construída em 1928.
O hotel Quitandinha, construído em 1944, com seu cassino e espetáculos
realizados com os mais famosos artistas brasileiros e astros internacionais,
atraiu milhares de turistas do mundo inteiro. Hoje, é possível visitar o 1º
andar, além de ser um espaço ideal para a realização de convenções e
congressos. Sua bela arquitetura, em estilo normando, chama a atenção.
Com a proíbição do jogo, a cidade não desanimou, compensando com o
desenvolvimento das indústrias téxteis e malharias, conhecidas em todos os
lugares, e revigorando-se com o surgimento de pousadas e hotéis localizados em
lugares paradisíacos que oferecem um tranqüilo aconchego e uma gastronomia
requintada. |
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Atrativos Históricos-Culturais
O clima saudável e ameno de Petrópolis oferece inesquecíveis passeios
por suas ruas arborizadas, onde se pode ver a riqueza arquitetônica das mansões
construídas no tempo do império. Alguns palácios transformaram-se em museus e
estão abertos à visitação.
Museu Imperial - em
estilo neoclássico, a casa era o antigo Palácio Imperial que D. Pedro II
mandou construir em 1848. Os jardins, desenhados por Jean Baptiste Binot sob a
orientação pessoal do imperador, merecem destaque.
Além de guardar os objetos e móveis do palácio, o Museu ainda reúne, de
maneira geral, tudo o que se refere ao Brasil Império, como por exemplo a coroa
de D. Pedro II. Há também no local uma pinacoteca e o Arquivo Histórico do
Museu Imperial.
Localiza-se na R. da Imperatriz, 220 - Centro.
Palácio de Cristal - com
estrutura metálica e vedação de vidro, foi fabricado na França. É o modelo
perfeito do novo estilo arquitetônico surgido com a Revolução Industrial. Foi
palco de vários bailes, começando pelo de sua inauguração em 2 de fevereiro
de 1884. Aí também a Princesa Isabel assinou a libertação de 103 escravos
pouco antes da abolição da escravatura.
Localiza-se na R. Alfredo Pachá, s/nº - Centro.
Palácio Quitandinha - o
nome Quitandinha vem do fato do local ser parada de viajantes do início do século
para comer e repousar. Ergue-se aqui um palácio impressionante em estilo
normando, com 50.000m² de área construída e 6 andares. A decoração é de
Dorothy Drape, a decoradora que marcou época em Hollywood. O Quitandinha conta
a história da época de ouro do rádio, dos cassinos e das chanchadas. Ele próprio
surgiu, em 1944, como um luxuoso hotel-cassino.
Localiza-se na Av. Estados Unidos, 2.
Catedral São Pedro de
Alcântara - construída em 1884, em estilo gótico francês do século
XVIII. Destacam-se obras esculpidas em mármore Carrara em seu interior. A
Capela Imperial guarda estátuas da família imperial, além dos restos mortais
de D.Pedro II, D. Teresa Cristina, Princesa Isabel e Conde d'Eu.
Localiza-se na R. S. Pedro de Alcântera, 60 - Centro.
Museu Casa do Colono -
com suas paredes originais de pau-a-pique e barro misturado com capim, lembra as
várias famílias imigrantes que colonizaram Petrópolis.
Localiza-se na R. Cristóvão Colombo, 1034 - Castelânea.
Casa do Barão de Mauá
- sede da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo de Petrópolis
foi mandada construir, em 1852, pelo mesmo Mauá que utilizou nos gradis, ferros
produzidos pela sua própria fábrica. Ergue-se em estilo neo-clássico, rodeado
de jardins onde há algumas palmeiras raras e jasmineiros perfumados.
Localiza-se na Praça Mariano Procópio, esquina da Av. Piabanha com a Barão do
Rio Branco.
Palácio Rio Negro -
construído em 1889 pelo Barão do Rio Negro para sua residência, foi sede do
governo entre 1894 e 1902, quando Petrópolis foi capital do Estado do Rio de
Janeiro. A partir de 1903, tornou-se a residência de verão dos Presidentes da
República, até a construção de Brasília. As núpcias do presidente Hermes
da Fonseca e Nair de Teffé, um dos casamentos mais badalados da época, foram
realizadas nos salões do Palácio Rio Negro.
Localiza-se na Av. Koeler - Centro.
Existem ainda inúmeras
construções para serem visitadas:
O Palácio Itaboraí, antiga residência de verão dos governadores do Estado do
Rio; o Palácio Amarelo, construído em 1850, onde funciona a sede da Câmara
Municipal de Petrópolis; a Casa da Princesa Isabel, adquirida pelo Conde D´Eu
e a Princesa Isabel em 1876, atualmente sede da Cia. Imobiliária de Petrópolis,
pertencente a membros da família imperial; o Palácio Koeler, construído em
1872, hoje de propriedade da Prefeitura Municipal; o Palácio Grão Pará,
construído em 1859, atualmente residência de descendentes da família
imperial; a Casa do Barão do Rio Branco, onde foi assinado o "Tratado de
Petrópolis" que anexou o Estado do Acre ao Brasil, hoje Secretaria de
Habitação; o Hospital Santa Teresa, inaugurado em 1876, hoje sob a administração
das irmãs da Congregação de Santa Catarina; o Castelo de Itaipava, situado na
Estrada União e Indústrias - Itaipava; e finalmente, o Solar D. Afonso,
construído em 1875 pelo comendador Joaquim Antonio dos Pássaros, hoje
propriedade do Sr. Ronaldo do Vale Simões. No entanto, a beleza arquitetônica
destas construções só é observada exteriormente, pois estão fechados à
visitação.
Atrativos Naturais
Rafting pelo rio Paraíbuna, descida de rapel na cachoeira Véu da Noiva,
cavalgada ecológica Haras Analu, cavalgadas pela região que liga o vale do
Cuiabá a Teresópolis, caminhadas ecológicas pela serra dos Órgãos e
trekking na reserva biológica do Tinguá, último reduto da Mata Atlântica
primária do Estado, são algumas das muitas escolhas que se pode fazer para
aproveitar a estada em Petrópolis.
Uma boa pedida é percorrer o antigo "Caminho do Imperador" ou
"Estrada Imperial" que liga Petrópolis a Pati do Alferes, pelo alto
da serra do Couto, num percurso de 36km.
O Parque Municipal oferece
área de lazer com quadras de esporte, ciclovia, local para caminhadas,
picadeiro de areia e local para shows e festas populares.
Caminhadas
Meu Castelo (Castelinho), com a visão de toda baía da Guanabara e Petrópolis;
Cortiço; Cobiçado, com visão da Baixada Fluminense, Retiro; Seio de Vênus;
Carneiro, com vista de Teresópolis e Petrópolis; Pedra do Boi. Para todos
estes morros, com altitudes de até 1.500m, as caminhadas, com duração que
varia entre 1 e 2 horas, são consideradas caminhadas leves.
Mãe-d'água; Pico
Alcobaça, o símbolo do montanhismo de Petrópolis; Véu de Noiva;
João Grande; Cantagalo. Para todos estes morros, com altitude até 1.800m, as
caminhadas, com duração de 3 e 4 horas, são consideradas caminhadas
semi-pesadas.
Morro do Açu,
com vistas da serra dos Órgãos e cidades; Maria Comprida, com visão de
Capoeirão e Araras;Taquaril; Congonhas. Para todos estes morros, com altitude
de mais de 2.000m, as caminhadas, com até 5 horas de duração, além de
Congonhas, com 2 dias de duração, são consideradas caminhadas pesadas.
Os passeios de bicicleta nas rotas entre Corrêas e o Morro do Açu e entre
Itaipava e Teresópolis, passando pelo vale do Cuiabá, Itaipava e Miguel
Pereira, em percursos de 20km a 30km, podem durar de 2 a 6 horas. A cada sábado,
as trilhas variam entre leves, médias e pesadas, conforme o grau de
dificuldades do passeio.
Parque Nacional da Serra
dos Órgãos
Bem próximo a Petrópolis está este parque nacional na região da Serra dos Órgãos.
Curiosas formações rochosas como o Dedo de Deus, com 1.692m de altitude, e a
Pedra do Sino, com 2.263m de altitude desafiam a habilidade de montanhistas.
Criado em 1939, seus 11.800 hectares abrigam orquídeas, samambaias, paineiras,
ipês e cedros, além de quatis, cutias e éspecies ameaçadas de extinção
como o papagaio-de-peito-roxo.
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