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MONTE RORAIMA - RR |
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Mais na Venezuela e na Guiana do que
no Brasil, ainda assim o Monte Roraima é um dos pontos culminantes do país,
com 2.875m de altitude. Uma das regiões mais antigas e desconhecidas, o Monte
Roraima, em uma área de aproximadamente 500.000 km², está cercado por Floresta
Amazônica onde se encontra uma grande diversidade de fauna e de flora. A região
foi transformada em parque nacional em 1989.
O tempo parece ter parado no alto das incríveis montanhas erguidas naquela região.
Suas formas cilíndricas com incríveis paredões cor de terra sustentam imensos
platôs, como se fossem mesas, chamadas de tepuis pelos índios Pémon.
A Venezuela mantém a posse da maior parte da montanha e ainda tem a vantagem de
possuir a única rampa conhecida que permite o acesso ao topo, sem o uso de
equipamentos.
Para os montanhistas não há tempo para descansar após a longa caminhada.
Diante de magníficas cachoeiras e um batalhão de pedras escuras alinhadas no
meio da neblina, a emoção da chegada faz desaparecer qualquer sombra de cansaço.
Perenemente envolto em neblina, chuvoso e frio, o monte Roraima se apresenta
como um verdadeiro museu a céu aberto. A difração dos raios de luz dá às
paredes verticais uma tonalidade azulada. Talvez seja por isso que, na língua
dos índios Pémon, Roraima significa Montanha Azul. Como nela habitam os seus
deuses, os Pémon exigem silêncio no Roraima. Os gritos incomodam os deuses e
provocam tempestades e raios. |
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HISTÓRIA |
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Os primeiros exploradores, com
certeza, ficaram assustados diante do imenso paredão que isola o topo do
Roraima. Várias expedições que tentaram alcançá-lo foram mal sucedidas,
diante das íngremes subidas cheias de pedras e agruras, sem nenhuma alternativa
de caminho.
Nas suas andanças para explorar o território da Guiana Inglesa, Sir Walter
Raleigh, no final do ano de 1500, deparou-se com os tepuis.
Não chegou a escalar o Roraima, mas em seu relato de viagem registrou ter visto
uma montanha recoberta de diamantes. Por isso, o Monte Roraima ficou conhecido,
pelos exploradores daquele tempo, como a Montanha de Cristal.
Com certeza, o que o explorador inglês deve ter avistado de longe foi uma
grande quantidade de cristais de quartzo que, ainda hoje, podem ser vistos
soltos ou agrupados em flores enormes, espalhados por uma vasta área do Monte
Roraima.
Finalmente, em 1884, Everard Im Thurn, botânico inglês, após muitas
tentativas, conseguiu encontrar um caminho pelas encostas do monte. A rampa
encontrada por ele é uma espécie de degrau formado por um desmoronamento das
camadas de arenito.
No topo, numa encosta rochosa, chamada de "hotel", que projeta um teto
de 4 a 5m, há pequenas cavernas, protegidas do vento, do frio e da umidade.
Parece que o primeiro a usar esse lugar para descanso e pouso foi o marechal
Rondon, na pioneira expedição brasileira demarcadora de fronteiras, em 1927.
Em 1949, o letão Alexandre Laimes, ex-jornalista que se embrenhou nas florestas
venezuelanas em busca de diamantes, foi o primeiro homem a chegar ao alto do
Salto Angel, queda d'água com 979 m que despenca do Ayuan tepui.
Nos últimos anos, muitas expedições se aventuraram pelo Monte Roraima,
tentando desvendar seus mistérios, que ainda são muitos, já que a dificuldade
de acesso permitiu que alguns lugares permanecessem intocados. |
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TURISMO |
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Chegar ao topo do Monte Roraima é a
maior aventura por aqui, começando na Venezuela, onde está a única rampa
conhecida que permite o acesso ao topo, sem o uso de equipamentos. Na aldeia indígena
de Paraitepuy é possível contratar um guia para subir ao topo do Monte.
A presença das águas é constante na trilha para o Roraima. Inúmeras pequenas
lagoas, formadas por abundantes chuvas, garantem água para os aventureiros.
Da aldeia de Paraytepui, onde os índios Pemón moram em casas cobertas de
palha, feitas de pau-a-pique, espalhadas pelas savanas, após dura caminhada,
chega-se ao alto da rampa pela savana venezuelana. O Tec é o primeiro grande
rio do caminho.
A subida da rampa, apesar de curta, é íngreme e cheia de pedras, mas se torna
bastante segura, resguardada pelas matas das encostas. No final, a transposição
de uma cachoeira exige um pouco mais de cuidados.
A fome, a sede e o cansaço da chegada são compensados com a beleza que rodeia
toda a paisagem.
O que mais encanta é a vista de uma alva massa de nuvens que, empurrada pelo
vento, se choca com o Cuqueman, irmão do Roraima, e com os demais tepuis
enrolados na neblina. Além da vista maravilhosa existem outros atrativos. O
ponto culminante do Monte é a Pedra Maverick, que lembra o modelo de carro dos
anos 70. El Fosso é um buraco de 10m de profundidade na terra para onde a água
corre. Há ainda o Vale dos Cristais onde a abudância de cristais de quartzo é
enorme. Sem falar nas diversas cachoeiras, entre elas o Salto Angel, queda d'água
com 979m. |
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