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ILHA BELA

lha bela na verdade é um arquipélago formado por pequenas ilhas, sendo a maior e principal, a Ilha de São Sebastião. Contam as lendas que os piratas europeus ficavam hipnotizados por essa ilha do litoral paulista. A apenas 230km de São Paulo, Iha bela continua encantando quem passa por lá e se aventura a descobrir as inúmeras belezas além das diversas praias. Em meio à Mata Atlântica, protegidas pelo Parque Estadual de Iha bela, estão trilhas e cachoeiras ainda pouco exploradas.
Os ventos fortes que sopram do canal de São Sebastião fizeram da Ilha a "capital da vela e dos esporte náuticos". Em julho acontece um dos mais importantes campeonatos, a Semana da Vela. Mas não somente os velejadores se realizam aqui. Para quem gosta de mergulhar, Iha bela oferece águas calmas e cristalinas, além dos 21 navios naufragados.
Muito do charme de Iha bela vem dos casarões das antigas fazendas de cana-de-açúcar e café, do rico folclore e da rotina dos pescadores. Na Vila, os antigos casarões e a simplicidade do artesanato local dão lugar, durante a noite, ao agito dos jovens que dançam ao ar livre em frente aos diversos bares e restaurantes.

HISTÓRIA

Muito antes da colonização, a ilha tinha o nome de Maembipe, nome dado pelos indígenas que habitavam a região. Já por esse tempo, Maembipe possuía uma importância incomum graças a sua posição geográfica estratégica, intermediária entre a região sul, habitada pelos índios Tupiniquins e a região norte, habitada pelos índios Tupinambás.
No início do ano de 1502, o genovês Américo Vespúcio, navegando pelas águas do arquipélago, a serviço da Coroa Portuguesa, escolheu o santo do dia, como era de praxe na época, e batizou a ilha com o nome de São Sebastião. A partir desta data e por mais de 200 anos, Iha bela foi visitada por ingleses e portugueses que ali aportavam para reabastecer seus navios. Muitas das lendas da ilha foram deixadas por piratas que por ali passaram. Conta-se como real, a existência de um bordel na ilha que se constituía numa atração irresistível para piratas e viajantes.
Com o desenvolvimento do Porto de Santos, Iha bela ficou mais isolada, tendo sua economia abalada na primeira década do século XIX. Nesta época o tráfico negreiro da África para o Brasil era intenso. Vila Bela, como era intitulada, foi um importante porto para o tráfico e comercialização de escravos. Com a abolição da escravidão, a atividade que passou a predominar na região foi a pesca.
A ilha só voltou a prosperar em 1959, com a inauguração do serviço de Ferry Boats ligando-a ao continente. Hoje, a principal atividade econômica de Ilha bela é o turismo.

TURISMO

Cachoeiras

Iha bela tem aproximadamente 360 cachoeiras. As mais conhecidas são:

Cachoeira do Gato – com piscina natural, está dentro do Parque Estadual de Iha bela. A trilha de 40 minutos começa no canto esquerdo da Praia de Castelhanos. É recomendável fazer a trilha com guia.

Cachoeira da Laje – com piscina natural e trilha de 40 minutos para acessá-la.Cachoeira da Toca – com piscina natural e tobogã. Acesso pela estrada para Castelhanos, km 8.

Cachoeira da Água Branca – formada por 5 quedas. Para chegar até a última queda, há uma trilha de 25 minutos.

Cachoeira do Tibeirão – com acesso pelo caminho da praia do Curral, fica no lado sul da ilha.

Cachoeira do Zabumba - localizada no bairro Tesouro da Colina.

Cachoeira dos Três Tombos - fica no bairro da Feiticeira, no lado sul da ilha.

Ilhas

Ilha das Cabras - caracteriza-se pela riqueza da flora e da fauna.

Ilha dos Búzios - reúne o artesanato de palha.

Ilha da Vitória - concentrando o artesanato de madeira e é residência da maior parte dos artesãos.

Praias

Possui 39 praias.

Para quem quer tomar sol e curtir uma badalação, as praias mais agitadas são a do Curral e da Feiticeira, voltadas para o continente. Já para quem quer mais contato com a natureza, a Praia do Jabaquara só é acessada por trilha ou barco, além de ser boa para mergulho. Outra opção é a Praia do Bonete.
A Baía de Castelhanos é um antigo refúgio de piratas e local de desembarque de escravos. Voltada para o oceano, ainda conserva vestígios de antigos engenhos e um cemitério indígena. Fica a cerca de 26km do centro, com acesso pela estrada interna.

Praias para mergulho: Jabaquara, Pacuiba, Pedras Miúdas, Portinho, Feiticeira, Prainha, Remanso, Indaiauba, Enchovas, Bonete, Serraria, Fome e Poço.

Praias para vela: Ponta das Canas, Armação, Pinto, Ponta Azeda, Engenho D’água e Perequê.

Praias para o surf: Castelhanos e Bonete.

Na praia de Garapocaia, imprópria para banho, fica a Pedra do Sino, onde há grandes pedras que vibram como sinos quando batemos nelas.

Parques e reservas

Parque Estadual de Iha bela - criado em 1977 e abrangendo cerca de 86% da área da ilha de São Sebastião, com o tombamento de todas as ilhas do arquipélago, visa conservar e proteger bens culturais e ambientais do município de Iha bela.

A trilha da Água Branca, de dificuldade média, implantada no Parque, tem mais de 2.000m de extensão. Tem como referência a estrada dos Catelhanos. Pelo caminho observam-se a riqueza da vegetação, inúmeras espécies de pássaros, além de pequenos animais como o caxinguelê.

Parque Jardim Tropical - uma área de plantas tropicais, reserva florestal, quedas d’água e lagos com tobogã. Dispõe de boa infra-estrutura para os visitantes.

Reserva Marinha da ilha das Cabras – local com navios naufragados, como o Aymoré (1920), o Darth (1884) e o Velasquez (1908). É possível fazer cursos rápidos de mergulho. Tel: (12) 472.9459 / 472.2143.

Picos

São inúmeras as trilhas que conduzem aos picos de escalada como o Baepi, com 1.025m de altitude, o Pico de São Sebastião, localizado no bairro da Barra Velha, com mais de 1.300m, de onde se avista toda a ilha, e o Pico do Papagaio, com quase 1.400m.

Construções históricas

Igreja Nossa Senhora D´Ajuda e Bom Sucesso (1803) - a Capela foi construída em estilo colonial anterior ao barroco, no final do século XVII e começo do século XVIII, em pedra, conchas e óleo de baleia. As pinturas na nave central e as figuras esculpidas na parte externa são obras do artista Alfredo Oliani. Passou pela última reforma em 1950.

Fazenda Engenho D’água (1785) - tombada como patrimônio histórico pelo Condephaat, localiza-se no bairro de Itaquanduba, a mais ou menos 2,5km do centro. Ao fundo avista-se o morro Baepi. As visitas dependem de autorização prévia.

Na Vila, o centro da cidade, pode-se observar a arquitetura de prédios antigos como a Cadeia, onde funciona a Câmara Municipal, a igreja Matriz e o antigo Casarão onde funcionava a Prefeitura, que se transformou em esplêndido Espaço Cultural. Além disso, nos shopings e ao longo da rua do Meio, as lojas sofisticadas se misturam à simplicidade do artesanato caiçara, materializada nas canoas coloridas esculpidas em grandes troncos de madeira, nos remos, barcos e gamelas ou ainda as cestarias feitas de taquaras. Para quem prefere esticar o programa, a noite na Vila é ponto de encontro e a rua do Meio se transforma em pista de dança ao ar livre.

ATENÇÃO - Embora tenha diminuído sensivelmente pela ação controladora da Prefeitura de Iha bela sob a supervisão da SUCEN, a presença do borrachudo ainda se constitui num sério problema. Por isso, torna-se indispensável o uso de produtos repelentes.