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FOZ DO IGUAÇU

Foz do Iguaçu guarda a oitava maravilha do mundo, as majestosas Cataratas do Iguaçu. Formadas pelo Rio Iguaçu, o maior do Paraná, as Cataratas se constituem de 272 quedas com até 83m de altura. O ponto de maior vazão é a Garganta do Diabo, que se encontra do lado argentino. O volume de água é tão grande que, ao cair, forma um vapor constante envolvendo a vegetação.
Em cerca de 225 mil hectares de florestas, o Parque Nacional do Iguaçu encerra uma das reservas ecológicas mais belas do planeta, sendo reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade. Além das Cataratas e da vegetação exuberante, o Parque protege mais de 340 espécies de aves, 40 de mamíferos, 700 de borboletas e o Rio Floriano, totalmente sem poluição.
Foz do Iguaçu ainda oferece outras atrações como Furnas, a Ponte da Amizade e Itaipu. Há a possibilidade de uma visita ao Parque Nacional del Iguazu, na Argentina, país com a noite agitada pelos diversos cassinos.

HISTÓRIA

Em 1542, o navegador espanhol Alvar Nuñes "Cabeza de Vaca", desceu pelo Rio Iguaçu a procura de uma rota para o Paraguai. Precisou utilizar-se de toda sua habilidade de navegador para conseguir escapar da morte depois que uma correnteza cada vez mais forte e um enorme ruído de água desabando de grande altura se transformaram no prenúncio de alguma armadilha fatal. Foi assim que, ao se aproximar da foz do rio, sentiu um enorme espanto diante do que viu. Ao deslumbrante espetáculo das cataratas ele deu o nome de Cachoeira de Santa Maria.
Os caiguangues, indígenas que dominavam aquele território antes do descobrimento, foram não somente dizimados como todos seus semelhantes, mas também completamente ignorados pela história da região. Nas informações colhidas em publicações oficiais e revistas especializadas, estes índios são lembrados quando se dá o significado da palavra "iguaçu" e através da divulgação de uma bela e interessante lenda, multiplicada por meio de versões nem sempre verdadeiras, que explica a origem das Cataratas.
A partir de 1600 as bandeiras, em busca de ouro e de índio para escravizar, asseguraram o domínio português, povoando toda a região. Com a fixação dos primeiros moradores, a partir de 1880, deu-se início à colonização. A principal providência foi a criação de uma Comissão Estratégica, localizada na cidade de Guarapuava, com a finalidade de assegurar o domínio da Foz do Iguaçu, mediante a construção de estradas estratégicas e o estabelecimento de uma colônia militar. Após vários meses de trabalho de exploração da mata, os integrantes da Comissão Estratégica chegaram à foz do Iguaçu, iniciando os trabalhos de fundação da colônia, com a distribuição de lotes aos colonos interessados.
No decorrer do ano de 1900, foi criada a Vila de Iguaçu como distrito do município de Guarapuava e a Colônia Militar transformou-se num povoamento civil sob a jurisdição do Estado do Paraná. Logo após a instalação do município de Vila Iguaçu, foi inaugurado o Hotel Brasil, onde hospedou-se Santos Dumont, cujas instalações não existem mais. É declarada de utilidade pública, pelo Estado do Paraná, a área localizada ao lado dos Saltos de Santa Maria, na margem direita do Rio Iguaçu, para instalação de uma povoação e de um parque. É inaugurada a estrada ligando Foz do Iguaçu a Guarapuava. Em 1903, foram inaugurados os marcos brasileiro e argentino, na confluência dos rios Paraná e Iguaçu. Em 1918, o município passa a chamar-se Foz do Iguaçu.
Construído na década de 1930, o Hotel Cassino, localizado no centro da cidade, funcionou até 1946, quando foi proibido o jogo no Brasil. Dessa data em diante, suas instalações foram utilizadas somente para atender a demanda hoteleira, tendo hospedado ilustres personalidades, como os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitscheck. A partir de 1986, parte do Hotel foi cedido ao SENAC, para instalação de um Centro Profissionalizante.
Santos Dumont conheceu a região das cataratas em 1916. Conta-se que, chocado por ser ela propriedade privada, colocou toda sua autoridade de cientista e inventor a fim de transformá-la em patrimônio nacional. A vontade do "pai da aviação" concretizou-se, pois em 1939 foi criado o Parque Nacional do Iguaçu e, em 1986, a ONU, através da UNESCO, declarou o ecossistema como Patrimônio Natural da Humanidade. Em homenagem a ele, há uma estátua na entrada do Parque.

TURISMO

As Cataratas do Iguaçu
A maior atração do Parque, para onde convergem todos os olhares, são as Cataratas do Iguaçu, a maior queda do mundo, em volume d'água.
Antes de juntar-se ao Rio Paraná, o Rio Iguaçu, ao vencer um grande desnível de terreno, se precipita de uma altura de mais de 60m, dividindo-se em aproximadamente 275 quedas, que formam as Cataratas do Iguaçu. Em forma de ferradura, a Garganta do Diabo, com seus 90m de altura, é o mais belo e majestoso entre todos os saltos.
Das passarelas, caminhos construídos contornando as escarpas de basalto, pode-se admirar toda a grandiosidade e imponência das Cataratas do Iguaçu.

Macuco Safári
O passeio inicia-se a cerca de 3km das Cataratas, na rodovia que corta o Parque, em carretas abertas puxadas por jipes, acompanhadas por guias que vão explicando as principais características da fauna e da flora da região.
Depois, parte do percurso é feito a pé, descendo à garganta do rio, onde imponentes penhascos permitem ver de perto o salto do Macuco, cujas águas cristalinas e límpidas caem de uma altura de mais de 20m sobre rochas, formando um pequeno lago, possibilitando uma vista panorâmica da paisagem. Logo abaixo, escadarias dão acesso ao porto do Rio Iguaçu, de onde o passeio continua em barcos infláveis, que nos levam até bem perto da base das quedas.

Poço Preto
Por uma trilha rústica, com extensão de mais ou menos 12km, passando por vários córregos, numa área recoberta por floresta subtropical, com variada fauna, chega-se ao Poço Preto, designação do local onde faziam-se passeios de canoa a partir do rio Iguaçu até a Garganta do Diabo. Localiza-se no km 18, da BR-469, no interior do Parque Nacional do Iguaçu.

Museu
Em um casarão da década de 40 está o Museu do Parque, contendo uma exposição com amostras da fauna e da flora regionais, peças etnográficas e artesanato tupi-guarani.

Fora do Parque

Usina de Itaipu
A Usina de Itaipu, uma das maiores atrações da região, propriedade do Brasil e Paraguai, capaz de gerar mais de 10 milhões de quilowatts, mantém refúgios ecológicos e um Ecomuseu.
A barragem foi construída no Rio Paraná, a cerca de 16km de Foz do Iguaçu. Uma visão impressionante é a "escada de migração de peixes" cuja construção foi necessária para que os peixes pudessem se reproduzir, subindo o rio durante a piracema.
Embora tenha provocado o desaparecimento das Sete Quedas de Guaíra, no Rio Paraná, além de desalojar centenas de colonos que tiveram de deixar as terras que deram lugar ao grande lago formado pela barragem, a construção da Usina de Itaipu acelerou o progresso na região.
Para os visitantes, a Usina oferece permanente centro de recepção com auditório e projeção de filmes explicativos em três línguas, além de acompanhamento de visitas técnicas.
O Lago de Itaipu que, além de movimentar as unidades geradoras de eletricidade, apresenta variadas opções de exploração turística, sobretudo a implantação de praias artificiais ao longo de suas margens. Numa orla verde de mais de 200m de largura contornando o lago, além de milhares de mudas de árvores plantadas para manutenção da mata nativa, evitando processos de degradação do meio ambiente, ainda foram criados refúgios biológicos que abrigam parte da fauna e flora que existia na região alagada pelo reservatório.

Ecomuseu de Itaipu
Com espaços específicos abrigando coleções de interesse arqueológico, etnográfico e antropológico, o Ecomuseu, localizado em Foz do Iguaçu e inaugurado em 1987, tem como objetivo básico interpretar as ligações existentes entre as ações do homem e o meio ambiente natural, científico, cultural e tecnológico da área de abrangência do reservatório de Itaipu.

Refúgio Biológico Bela Vista
A caminho da Usina pode-se visitar esse lugar onde se abrigam as espécies da fauna e flora capturadas na região inundada pelo lago de Itaipu. São animais raros ou ameaçados de extinção, como o urubu-rei, o cachorro-vinagre e o veado bororó. O refúgio organizado como habitat natural propiciou até a procriação de algumas espécies silvestres.

Museu Bertoni
A partir de porto Meira, transformado em local de ofertas de passeios aquáticos e pescarias após a construção da ponte ligando Brasil e Argentina, chega-se ao porto Bertoni, à margem paraguaia do rio Paraná.
Em dois casarões de madeira construídos no século passado, o Museu Bertoni conserva inúmeros livros, impressos no próprio local, com temas pesquisados na região; preserva riquíssimo acervo cultural que inclui objetos científicos, biblioteca com obras escritas e publicadas pelo suíço Moisés Santiago Bertoni; além de organizar exposições de répteis, insetos e ossadas de animais encontradas na região.
Um magnífico bosque, formado por plantas exóticas centenárias originárias de outros países é uma das suas mais interessantes atrações.
Atualmente, o Museu Bertoni é mantido pelo Museu de Genebra.

Ponte da Amizade
Localizada sobre o Rio Paraná, ela liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este, no Paraguai. O Paraguai atrai milhares de turistas brasileiros em busca dos produtos vendidos em suas milhares de lojas, os chamados "sacoleiros".

Salto Monday
A mais ou menos 20km da Ponte da Amizade, na parte mais exuberante e natural do cânion da Bacia do Prata, está o Salto Monday. Na foz do rio Monday, em território paraguaio, pouco abaixo do Marco das Três Fronteiras, o impacto das quedas do salto Monday forma um espetáculo de rara beleza. Na reserva que abriga animais e pássaros nativos vive uma comunidade indígena. A quase 35m de altura, as paredes de pedras gigantes são propícias para a prática de esportes de aventura.

Marco das Três Fronteiras
O espetáculo impressionante do por-do-sol na foz o Rio Iguaçu onde suas águas se juntam às do Rio Paraná, onde Brasil, Argentina e Paraguai se encontram, espalha suas sombras sobre três grandes monumentos de pedra, um em cada lado da fronteira, pintados com as cores das bandeiras de cada país.
O marco brasileiro, localizado no Porto Meira, foi inaugurado em 1903. O marco argentino situa-se à margem do rio Iguaçu e o marco paraguaio fica à margem direita do rio Paraná. Os três formam um triângulo equilátero que fixa o limite territorial e a soberania dos três países.

Ruínas da Missões
Em território brasileiro, paraguaio e argentino, pode-se ver o que restou das missões jesuíticas, erguidas durante os séculos XVII e XVIII. As ruínas de Jesus e Trinidade, no Paraguai, San Ignácio Mini, Loreto e Santa Ana, na Argentina.

Parque das Aves Foz Tropicana
Com acesso por uma trilha pavimentada de mais ou menos 800m, o Parque das Aves Foz Tropicana, com aproximadamente 600 aves de 170 espécies diferentes, ocupa cerca de 17 hectares de mata nativa, próximo ao Parque Nacional do Iguaçu.
Em grandes viveiros perfeitamente integrados à floresta, onde é permitido entrar, alojam-se ricas espécies de aves. Num ambiente agradável cercado por cascatas e florestas, periquitos, tucanos, araras e outras podem ser fotografadas bem de perto, propiciando o conhecimento das aves brasileiras, bem como de espécies vindas da África, Ásia e Austrália .
A novidade é um borboletário com espécies encontradas na região.

Zoológico Bosque Guarani
Exemplo de recuperação de áreas degradadas, o Zoológico Municipal, inaugurado em 1996, foi transformado em espaço de lazer e educação ambiental.
Com intensa vegetação formada por cerca de 1.000 árvores nativas e o aproveitamento das nascentes que alimentam 3 lagos, numa área de aproximadamente 40.000 m² , percorridos por trilhas ecológicas, espalham-se recintos onde são expostos macacos, papagaios, onças, emas, tucanos, sabiás, araras, garças, gralhas, cisnes e outros animais nativos da floresta regional.