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FERNANDO DE NORONHA - PERNAMBUCO
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rinhas escolheram como habitat as águas do arquipélago considerado o
mais bonito do Brasil. O arquipélago de Fernando de Noronha, formado
por 21 ilhas e ilhotas, ainda é um dos paraísos mais preservados do
país, constituindo um parque nacional marinho.
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PARQUE NACIONAL DE FERNANDO DE
NORONHA |
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Criação: |
Decreto Federal
nº. 96.693 de 14 de setembro de 1988 |
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Localização: |
Mar Territorial
Brasileiro |
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Coordenadas: |
Lat. S 03°45'-
03°56'
Long. W 32°20' - 32°20' |
Temperatura: |
Média anual 26°C
Máxima absoluta 32°C
mínima absoluta 28°C |
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Área: |
11.270ha |
Perímetro |
60km |
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Clima: |
Quente -
Tropical |
Plusiosivade: |
entre 1250 a
1500mm anuais |
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Solos: |
Pedregoso e
pouco profundo formados por derrames de lavas basálticas e rochas magmáticas |
Relevo: |
Suave Ondulado |
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Vegetação: |
Basicamente
Arbustiva |
Fauna: |
Província
Zoogeográfica Tropical |
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HISTÓRIA |
No mar, com até 50m de
visibilidade, os golfinhos, os peixes e os navios naufragados convidam a um mergulho
neste mundo colorido e fascinante. Em terra, na ilha de Fernando de Noronha,
dezesseis praias com areia branca e piscinas naturais dividem espaço com cerca
de 2.500 habitantes, com a agitada Vila dos Remédios, que concentra todo o
movimento turístico, além das interessantes formações rochosas como Dois Irmãos,
cartão postal da ilha.
Uma das naus da expedição de Gonçalo Coelho comandada por Américo Vespúcio,
ao desgarrar-se da frota, descobriu, em 1503, uma estratégica ilha na costa
brasileira. De acordo com o santo do dia, deram-lhe nome de São João Batista.
Mais tarde, recebeu o nome de seu primeiro proprietário, o aristocrata lusitano
Fernando de Noronha.
Quando da ocorrência das invasões em vários pontos da costa brasileira,
Fernando de Noronha caiu nas mãos de holandeses e franceses.
Entre 1629 e 1654, ocorreram duas invasões holandesas e a ilha passou a
chamar-se Pavônia. Na segunda invasão, os holandeses se instalaram por mais de
vinte anos, até serem expulsos do Recife, quando, então, o arquipélago passou
a fazer parte de Pernambuco.
Com a chegada dos franceses, em 1736, a ilha passou a chamar-se Isle Delphine.
No registro feito pelo padre francês Claude D´Abeville, consta uma exuberante
descrição das belezas naturais das ilhas.
Ao reassumir o controle da ilha, após a expulsão dos franceses, em 1737, os
portugueses construíram vários fortes distribuídos ao longo da ilha,
destacando-se os fortes dos Remédios, de Santo Antônio e de Conceição. As ruínas
dos fortes de Nossa Senhora dos Remédios e São Pedro do Boldró conservam-se
ainda, lembrando o maior conjunto defensivo do período colonial.
Alguns canhões, escondidos pela vegetação, remanescem no Forte de Nossa
Senhora dos Remédios, transformado em mais uma atração para os turistas.
Os 1.700 habitantes da ilha estão distribuídos entre a Vila de Nossa Senhora
dos Remédios e a Vila do Trinta, as testemunhas silenciosas da história
conturbada da ilha de Fernando de Noronha.
Como restos de lavas empurradas para cima, o Morro do Pico, com seu farol giratório
sempre aceso, parece uma grande sentinela de olhos para o mar.
Em meados do século XVIII, Fernando de Noronha tornou-se propriedade exclusiva
do Brasil e, uma vez transformado em Território Federal, foi administrado, até
1988, respectivamente, pelo Ministério da Guerra, pelo Ministério da Aeronáutica
e pelo Estado Maior das Forças Armadas.
Foi a Constituição Federal de 1988 que outorgou novamente ao Estado de
Pernambuco a administração do arquipélago.
Além da pendenga política amplamente noticiada na época, houve uma campanha
contra um projeto de desenvolvimento do arquipélago, com o objetivo de
implantar uma enorme infra-estrutura turística, arquitetado pelo Estado Maior
da Forças Armadas, responsável pela administração do Território Federal, em
conjunto com grandes empreiteiras.
Pressionado, o governo federal se propôs a manter o domínio sobre as ilhas.
Para tanto, antes que entrasse em vigor a nova Constituição, foi criado o
Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, abrangendo cerca de 112 quilômetros
quadrados entre terra e mar. A presença do Ibama na fiscalização do Parque é
garantia da preservação da natureza.
No atol, as ruínas de um farol ilustram um passado sinistro, pois a ilha se
constituía num verdadeiro inferno para seus habitantes. Camas geladas de pedra
eram utilizadas nas solitárias desumanas instaladas nos subterrâneos dos
fortes. Além das torturas especiais, havia castigos comuns que eram pagos com
chibatadas, um dos maiores divertimentos dos guardas do presídio.
Funcionou como presídio comum até que, a partir de 1930, se transformou em
presídio político, onde foram encarcerados principalmente os participantes da
intentona comunista de 1935 e opositores do regime militar, imposto ao país, em
1964.
Por uma dessas ironias dos destinos históricos, quando a ilha voltou ao domínio
de Pernambuco, em 1988, o governador eleito do Estado era Miguel Arrais, um dos
presos políticos encarcerados na ilha, durante o golpe militar de 1964.
Durante a Segunda Guerra, quando submarinos alemães e italianos começaram a
torpedear navios nas costas brasileiras, o exército norte-americano transformou
a ilha em base para aviões de combate. Fernando de Noronha, então, tornou-se
território federal, administrado pelo Ministério da Guerra. Nesse tempo, entre
outras tantas instalações concebidas pelos norte-americanos, foi reconstruída
a pista de pouso que era mantida pela Air France.
Hoje, o prédio do antigo presídio abriga um centro de convivência e os
alojamentos construídos para os soldados norte-americanos transformaram-se no
primeiro e único hotel existente. |
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TURISMO |
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Noronha possui dezesseis belas e
diferentes praias, trilhas, fortalezas antigas, vegetação exuberante, morros e
excelentes locais para mergulho. A ilha conta com algumas escolas de mergulho
que oferecem cursos e batismo.
Cacimba do
Padre
Nesta praia está o cartão postal da ilha, a formação rochosa Dois
Irmãos. A Cacimba do Padre guarda lendas e histórias interessantes, além de
ser uma das prais preferidas de surfistas com ondas de 4 metros de altura.
Baía do
Sancho
Esta praia é a última do Mar de Dentro, lado da ilha onde estão
doze das dezesseis praias. A caminhada até ela é grande, tanto pelas praias,
entre pedras e morros, quanto pelo interior, sendo preciso vencer a falésia que
a isola. O esforço é recopensado pela extrema beleza da Baía do Sancho: água
verde e transparente sobre a areia grossa e amarela, coqueiros e outras árvores.
O mar de águas calmas é um dos melhores lugares para o mergulho livre.
Baía dos
Porcos
A beleza aqui é o contraste entre pedras escuras, vestígios da
origem vulcânica da ilha, e o mar verde e transparente. Com a maré baixa
surgem diversas piscinas naturais ormadas por recifes e povoadas por uma fauna
marinha rica e colorida.
Praia do
Boldró
O nome diferente veio do Morro do Pico, o qual os soldados americanos
instalados em uma base durante a Segunda Guerra Mundial chamavam de Bold Rock.
Pedras espalhadas na areia e uma bela vista dos morros Dois Irmãos compõe a
paisagem dessa praia bastante procurada pelos surfistas.
Praia do
Americano
Os soldados só saiam so Boldró para a Praia do Americano, daí o
nome. Pequena e deserta, ela garante bastante privacidade.
Praia da
Conceição
Nesta praia, de águas azuis e cristalinas, estão as ruínas do
Forte de Conceição.
Praia do Leão
O nome vem do formato de uma pedra semelhante a um leão marinho
deitado. É o local de desova das tartarugas marinhas, e por isso as visitas são
proibidas.
Ponta das
Caracas
Local de extrema beleza, ideal para mergulho durante a maré baixa
nas piscinas naturais de pedra.
Baía
Sueste
Aqui se localiza o único mangue em ilha oceânica, além das ruínas
do Forte de São Joaquim do Sueste.
Enseada da
Caieira
Abriga o "Buraco da Raquel", uma pedra cavada pelo mar. Os
banhos de mar são proibidos, pois é um santuário marinho.
Baía dos
Golfinhos
Local escolhido pelos golfinhos para descanso, acasalamento e
amamentação. É possível observá-los de um mirante, já que o acesso ao
local é proibido.
Morro do
Pico (322m)
Visto de todos os pontos da ilha, possui degraus encravados na rocha
que permitem a subida, oficialmente proibida.
Forte de
Nosssa Senhora dos Remédios (1737)
Principal fortaleza da ilha, serviu para recolher prisioneiros e abrigar
soldados.
Existem outras importantes construções
como a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios e o Palácio São Miguel.
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