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CHAPADA DOS GUIMARÃES

Bem no centro geodésico da América do Sul, está a Chapada dos Guimarães, palco de uma paisagem fantástica e muito misticismo.Os fósseis de conchas marinhas encontrados no alto das escarpas de arenito parecem provar que a Chapada, há  500 milhões de anos, era fundo de oceano. Ao longo da existência da Terra, o local também já foi coberto por florestas tropicais e habitat de dinossauros, até adquirir a paisagem atual.
Para proteger essa importante amostra de fauna e flora do cerrado brasileiro foi criado, em 1989, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Ali estão cachoeiras, grutas, cavernas, morros e formações rochosas em meio a cânions de arenito com até 350m de altura. Seu cartão postal é a Cachoeira do Véu da Noiva, com 86m de queda.
Mirantes naturais proporcionam vistas incríveis das planícies do Centro Oeste brasileiro e até do Pantanal. Esse cenário exuberante tem sido um dos lugares preferidos de místicos em busca de energias positivas.

PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DOS GUIMARÃES- MT

Criação:

Decreto Federal nº. 97.656 de 12 de abril de 1989

Localização:

MT - Chapada dos Guimarães

Coordenadas:

Lat. S 15°10'- 15o30°
Long. W 55°40° - 56°00°

Temperatura:

Média anual 24°C
Máxima absoluta 42°C
mínima absoluta 0°C

Área:

33.000ha

Perímetro

110km

Clima

Quente semi-úmido com 4 a 5 meses secos - Tropical

Plusiosivade:

entre 1250 e 1500mm anuais

Solos:

Areias Quartzosas Distróficas -Latossolos Vermelho-Amarelo Distróficos

Relevo:

Plano com ocorrência de escarpas abruptas

Vegetação:

Savana Cerrado Arbórea Aberta

Fauna:

Província Zoogeográfica Amazônica

HISTÓRIA

Um imenso degrau dividindo a planície pantaneira e o planalto central guarda vestígios de milhões de anos, quando a região era fundo de mar. Lembranças mais recentes, como pinturas rupestres, se fazem presentes em seus paredões de arenito vermelho. Estranhas formações de pedra à beira do abismo. Some a esses fatos a localização da Chapada, bem no coração da América do Sul, para entender porque lendas, seres imaginários e um grande misticismo habitam os pensamentos dos moradores e visitantes da região.

Dentro dos 33 mil hectares do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães existem verdadeiras preciosidades. Além do importante ecossistema que é o Cerrado, ali foram catalogados 46 sítios arqueológicos contendo ossos de dinossauros, fósseis de animais e conchas e pinturas rupestres. A criação do parque em 1989 está ligada ao esforço de cientistas, pesquisadores e ambientalistas preocupados com queimadas e turismo predatório, uma constante ameaça à natureza.

Localização
O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães localiza-se na região central do Mato Grosso, pertencendo ao município de Chapada dos Guimarães.
Para chegar até lá, pegue a Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251) por 67 km a partir de Cuiabá até a sede do parque.
Endereço para contato: Avenida Rubens de Mendonça, s/n, Cuiabá - MT
CEP 78055-500 tel: (65) 644-1511

Clima
O clima da região é tropical quente e semi-úmido, com estações bem definidas e temperatura média anual de 24°C. O parque pode ser visitado o ano todo, mas a melhor época vai de agosto a novembro, quando diminuem as chuvas.

Aspectos naturais
Situada sobre uma das placas tectónicas mais antigas do planeta, a região já foi fundo de mar, deserto e floresta, antes de ser o Cerrado chapadense. Com uma média de 350m de altura, os paredões de arenito vermelho, guardam cânions, cavernas e formações rochosas muito interessantes. Dentro do parque estão as nascentes e cabeceiras de vários rios que, devido à topografia acidentada do local, formam inúmeras quedas d'água.
O ecossistema predominante na Chapada dos Guimarães é o Cerrado. Representando a flora, há o murici, o pequi, a peroba, gramíneas, orquídeas e bromélias.
Entre os mamíferos, encontramos o lobo-guará, o veado-campeiro e o gato-palheiro. Águia-real, socó-boi e gavião-uiraçus são algumas espécies de aves encontradas no parque, onde há ainda répteis vivendo nos riachos pedregosos.

Atrações
Além dos diversos sítios arqueológicos com pinturas rupestres e fósseis, é possível observar curiosas formações rochosas: Cidade de Pedra, Pedra Furada, Jacaré de Pedra, Cogumelo de Pedra, entre outras. Os mirantes naturais, como o do Portão do Inferno (850m) proporcionam uma bela vista da planície pantaneira.
Existem várias cachoeiras, das quais a mais famosa é a do Véu de Noiva com 86m de queda. A Caverna Aroe Jari e o Lago Azul são algumas das preciosidades protegidas pelo parque.
Além dos atrativos naturais, na cidade de Chapada dos Guimarães localiza-se a Igreja Sant'Ana do Sacramento, construída em 1779 em estilo barroco.

Infra-estrutura
Possui Centro de Visitante e uma sede do Ibama. A cidade de Chapada dos Guimarães, a 9km do parque, conta com uma boa infra-estrutura de hotéis, pousadas e restaurantes. Na Cachoeira da Salgadeira há um complexo turístico com área para camping. Outra opção é ficar hospedado em Cuiabá a 74km do parque.

TURISMO

Cachoeira do Véu da Noiva
Cartão postal da Chapada, a Cachoeira do Véu da Noiva, formada pelo Rio Coxipó, possui 86m de queda em um imenso vale aberto no arenito todo cercado por vegetação. Existe no local um restaurante de comida típica da região. Acesso pela MT-251 para Cuiabá (13km).

O Morro de São Jerônimo
No meio das serras, destaca-se o Morro de São Jerônimo. Ponto mais alto do parque, ele oferece uma vista fantástica da região.
Lendas e crenças giram em torno dele. Muitos dizem que ali é ponto de aterrissagem de discos voadores. Outros afirmam ser o Morro povoado de duendes e gnomos.
Até a origem de seu nome, ligada às orações feitas pelos bandeirantes a Santa Bárbara e a São Jerônimo, para amainar as tempestades que, através daquele morro, disparavam raios e trovões, vem acompanhada de mistérios, sustos e medos. Para chegar ao topo dos seus 850m há uma trilha íngreme e muito bonita.

Caverna Aroe Jari e Lagoa Azul
Considerada uma das maiores cavernas de arenito do Brasil, com aproximadamente 1.400m de comprimento, a caverna Aroe Jari tem suas visitas controladas pelo IPECA, uma ONG da Chapada, que desenvolve um projeto de educação ambiental.
Em seu interior existem diversas cachoeiras além da Lagoa Azul, uma piscina natural de água azul cristalina que se reflete nas paredes.
O homem pré-histórico deixou muitos vestígios de sua passagem pela caverna, preservados nos locais abrigados de erosão. Com certeza, os Bororós e Caiapós, habitantes da Chapada, utilizaram-na como pernoite durante suas caçadas ou quando saíam à procura de ervas medicinais, abundantes na área. Quando a caminho de Cuiabá, os tropeiros utilizaram-na como pouso e garimpeiros, parece que se instalaram nela quando andaram por lá a procura de ouro e diamantes.
Acesso pela estrada para Campo Verde (41km de estrada de terra) mais trilha de 1h a pé.

Cidade de Pedra
Formações rochosas esculpidas pelo vento e pela chuva, lembrando ruínas de uma cidade, em um cânion formado por paredões de 350m de altura. Acesso pela estrada para Água Fria (14km de estrada de terra e areia).

Caminho das Pedras
Altar de Pedra, Pedra Furada, Chapéu de Sol, Totem, Mesa dos Sacrifícios e a Pedra do Jacaré, com pequenos fósseis marinhos, são intrigantes e curiosas formações rochosas naturais de arenito que parecem se equilibrar misteriosamente durante o percurso de 5km que formam o Caminho das Pedras. Aí também se encontra o Mirante do Morro de São Jerônimo com linda vista para a Planície Pantaneira, além do Cogumelo de Pedra, sitio arqueológico com pinturas pré-históricas. Acesso por trilha (12km).

A Casa de Pedra e o Caminho das Águas
O rio Sete de Setembro forma uma caverna de arenito chamada Casa de Pedra que já serviu como cenário de abertura para uma novela da TV Globo e compõe uma seqüência de cachoeiras chamada de Caminho das Águas. Entre as cachoeiras, estão as do Sonrisal, da Andorinha e do Pulo. Acesso por trilha (12km).

A Salgadeira
O córrego da Salgadeira, um dos antigos caminhos de tropeiros, fica na parte baixa dos contrafortes da Chapada. Nesse trecho, pouso das tropas que demandavam do sul, os viajantes charqueavam a carne do gado abatido, abastecendo as mulas de carga, para retomar a caminhada. Como para fazer o charque, a carne é exposta ao sol para secar, depois de bem salgada, o lugar ficou com o nome de Salgadeira.
No local há um complexo turístico com camping, restaurantes e a Cachoeira Salgadeira. Acesso pela MT-251 para Cuiabá (21km).

Portão do Inferno
Mirante na beira da rodovia proporcionando a vista da Cidade de Pedra. Conta-se que se você parar o carro em ponto morto na subida da serra, antes da curva do Portão, ele sobe em vez de descer. Acesso pela MT-251 para Cuiabá (18km).
Existem diversas outras atrações: cachoeiras da Martinha e do Pingador, Paredão do Eco, Mirante da Geodésia e Fazenda Xaraés.

A cidade e suas casas
O estilo barroco colonial é presente em todas as construções que ainda resistem ao tempo, datadas dos séculos XVII e XVIII, espalhadas pela cidade de Chapada dos Guimarães.
As cumeeiras saem do centro, deslocadas para a frente. As paredes são de adobe, tijolos feitos de barro amassado, muitas vezes, misturado com estrume e cascalho. Pedras encaixadas dão forma aos alicerces. Os pisos são de chão batido com terra de cupinzeiro ou feitos com "mesanelas", espécie de tijolo quadrado. As janelas e portas, com beirais de troncos grossos, lisas por dentro, são fechadas com trancas de travessão. As telhas de barro amassado eram moldadas nas coxas dos escravos.

Igreja Nossa Senhora de Santana do Sacramento
Construída por escravos em 1779, em estilo barroco, possui o altar pintado a ouro ainda conservado. Localizada na Praça Wunibaldo, na cidade de Chapada dos Guimarães.