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ANGRA DOS REIS
Angra dos Reis continua encantado inúmeros visitantes com suas 365
ilhas e duas mil praias repletas de belezas naturais, lendas e
badalações.
Para conhecer bem este pedaço da Costa Verde Fluminense, só mesmo
com um passeio de barco, em que se pode observar desde o mar de
águas cristalinas, até as mansões erguidas nas ilhas particulares
pelos ricos e famosos.
Dentre todas as suas ilhas, a notável Ilha Grande se sobressai.
Considerada um paraíso dos aventureiros com suas muitas trilhas,
cachoeiras e praias desertas, a Ilha teve importante papel no
cenário histórico-cultural do Brasil, por abrigar durante quase 60
anos um presídio.
No passado, Angra dos Reis foi um dos portos mais importantes do
litoral fluminense. Ali aportaram navios carregados de materiais
vindos do outro lado do mundo e também de escravos para suprir a mão
de obra nas lavouras cafeeiras de São Paulo e Rio de Janeiro.
Hoje, além de ser um ponto de referência do turismo brasileiro,
Angra é palco de discussões políticas e ecológicas, pois ali estão
construídas as únicas usinas nucleares brasileiras, Angra I e Angra
II.
HISTÓRIA
O nome Angra dos Reis está relacionado com a data da descoberta
do local. Foi em 1502, que o navegador português André Gonçalves
encontrou a bela Baía, justamente no dia 6 de janeiro, o Dia de
Reis. Naquela época, a região era habitada pelos índios goianases
chefiados pelo cacique Cunhambebe.
O lugar em que se ergueu o primeiro povoado é hoje a Vila Velha. A
mudança para o local da atual cidade se deve ao fato de o antigo
povoado ter sido excomungado pela Igreja, em 1617, por causa do
assassinato de um páraco por um fazendeiro.
No século XVII, Angra dos Reis, ainda vila, sofria constantes
invasões de piratas e corsários, com a finalidade de abastecer seus
navios de água, lenha e provisões. Em meados do século XIX, seu
porto permitiu grande desenvolvimento com a exportação do café do
Vale do Paraíba. Mas com a chegada da estrada de ferro, Angra caiu
em dacadência.
O século XX trouxe nova esperança de prosperidade para o município,
com a instalação do arsenal da Marinha, no início do século. Mas a
explosão do encouraçado Aquidabá, no dia da festa de comemoração,
matou cerca de 300 pessoas, fazendo a cidade regredir novamente.
Na década de 50, a cidade voltou a prosperar com a instalação do
estaleiro Verolme. A construção pela Petrobrás do maior terminal de
desembarque da América Latina consolidou o progresso. Mais tarde, na
década de 70, as usinas atômicas Angra I e Angra II deveriam ser o
marco de uma nova potência nuclear chamada Brasil. Mas o alto custo
da instalação e manutenção e a tecnologia precária atrasaram a
produção, provocando, além do desastre econômico, o perigo de
acidentes. Até hoje, essa é uma questão polêmica em lugar de tantas
belezas naturais como Angra dos Reis.
TURISMO
O ponto de partida para os passeios náuticos é a cidade de Angra dos
Reis, no continente. Existem ilhas particulares, que ostentam
luxuosas mansões, e outras abertas à visitação. Nestas, há praias de
areia fina e águas claras e calmas, boas para o mergulho.
Estrada do Contorno: passeio no continente que leva a diversas
praias, desde as mais badaladas como a Praia Grande, até as mais
vazias como a Praia do Retiro. Destaque para a bonita Praia do
Tanguazinho e para construções históricas como a Ermida do Bonfim
(1780) e o Colégio Naval.
Ilha da Gipóia:o nome da ilha vem de Gibóia, pois seu formato se
assemelha ao de uma cobra. Ali encontram-se as badaladíssimas praias
de Jurubaíba e das Flechas. Há também boas opções para os surfistas,
como as praias Grande e de Feras. A praia da Piedade é ótima para
famílias, e a praia do Amaral não possui infra-estrutura, estando
sempre mais deserta.
Ponta Leste: a praia do Coqueiro é vazia e nela há vestígios do
início da construção de uma ferrovia abandonada. A praia do Maciel
possui boa infra-estrutura, sendo bem movimentada. Na ponta Leste
aconteceram alguns naufrágios que podem ser uma atração para os
mergulhadores.
Ilhas: Angra possui 365 ilhas. Algumas delas se destacam, como a
Ilha dos Porcos, as Ilhas Botinas, que são o cartão postal da
região, a Ilha de Itanhangá, que possui opções de trilhas,
escaladas, canoagem e mergulho e a Ilha Grande, a mais famosa de
todas, repleta de aventuras e praias paradisíacas.
Cachoeiras: na Serra do Mar existem diversas cachoeiras e
corredeiras, entre elas, a Bracuhy, a Ariró, a Branqueta e a
Capureta.
No continente, próximo às usinas, está a praia Brava, procuradíssima
pelos surfistas, e a Praia Secreta, totalmente deserta. Ainda ali
perto, está Mambucaba, uma vila histórica que preserva antigos
casarões.
Atrações Culturais:
Igrejas e casarões tombados pelo patrimônio cultural, cujas
construções datam do século XVIII.
Edifício do Paço Municipal: abandonado na década de 1920 chegou a
ruir. Restaurado em 1930, é até hoje a sede do governo municipal.
Chafariz da chácara da carioca: construído em 1842, ainda em
funcionamento tem cinco bicas. Diz a lenda que as pessoas que
tomarem água da bica do meio, não conseguem mais deixar Angra.
Antiga Casa da Câmara e Cadeia: construção da primeira década de
século XVIII, é atualmente a sede de Câmara Municipal.
Mansão do Morcego: construção que pertenceu ao pirata Juan de
Lorenzo. Ela e o antigo aqueduto datam do séc. XIX (na Ilha Grande).
Estas são algumas referências do que se pode ver em Angra dos Reis.
Alguns dias na cidade, um pouco de conversa com seus moradores e o
visitante encontrará um leque de opções com inúmeros pontos
turísticos neste relicário histórico cultural. |