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Dizem que o melhor de Olhos D'Água é o seu silencio agrário, seu
espírito de fazenda e seu denso grau de brasilidade.
Universalmente falando.
Em 1974, Laís Aderne, estudante do curso de pós-graduação em
Pedagogia da UnB, conheceu, numa viagem pelos arredores de
Brasília, um lugarejo autenticamente goiano, de características
bastante singulares. Diante da autenticidade e da simplicidade
daquele lugar, Laís sentiu-se arrebatada.
Daí, juntou o povo, criou a Feira do Troca e esta veio a se
tornar a tese final de seu curso de mestrado e mais uma tradição
popular do povo brasileiro.
Para Brasília, aquele pequeno e curioso contato com uma
realidade distante culturalmente e geograficamente próxima,
representou meio que a descoberta de vida além das fronteiras do
Distrito Federal para Olhos D'Água, representou o contato direto
com os novos seres que habitavam a recém-inaugurada Nova Capital
do país, que durante várias gerações, foi lenda que povoou o
imaginário das pessoas do lugar.
E foi assim que tudo começou. |