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Governo e rede de supermercado vão incentivar
substituição de sacolas plásticas
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Rio
de Janeiro - A preservação do meio ambiente é a tônica da campanha
nacional que o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, lançará
terça-feira (23), em São Paulo, com o apoio da rede de supermercados
Wal-Mart Brasil. Um dos objetivos é incentivar a substituição de
sacolas plásticas, utilizando outros meios para o transporte de
compras e o acondicionamento de lixo.
Veja mais! |

Saco é um
Saco. Pra cidade, pro planeta, profuro,
pra você.
A
campanha Saco é um saco é uma iniciativa
do Ministério do Meio Ambiente, com
apoio da rede de supermercados Wal-Mart,
que quer chamar a atenção do cidadão
brasileiro para o enorme impacto
ambiental de um hábito aparentemente
inofensivo: pegar sacos e sacolas
plásticas.
Os sacos
e sacolas plásticas são produzidos a
partir do petróleo ou gás natural, dois
tipos de recursos não-renováveis. O
impacto das sacolinhas começa aí: como
consumimos sacolinhas aos bilhões em
todo o mundo, e sendo elas descartáveis,
a pressão por esses recursos naturais
não para de aumentar. Depois de
extraído, o petróleo passa pelo refino,
que emite gases de efeito estufa e
efluentes.
O consumo
consciente é a resposta na qual o
Ministério do Meio Ambiente aposta para
diminuir o impacto ambiental coletivo
dos sacos e sacolinhas plásticas, e sua
participação é fundamental para isso.
A
campanha Saco é um saco quer a adesão de
todos os brasileiros neste desafio!!!
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Com
que sacola eu vou??
A campanha
“Saco é um saco” tem como objetivo
reduzir o consumo das sacolas plásticas
no Brasil, que hoje chega aos 12 bilhões
de unidades por ano. Muitas pessoas
estão repensando seus hábitos de consumo
e buscando alternativas. Para os
consumidores que decidiram mudar de
atitude, fica a pergunta: qual a melhor
maneira de substituir as sacolas
plásticas para carregar as compras?
“Na hora de
adotar novos hábitos, é importante que
cada pessoa encontre as soluções mais
práticas no seu dia-a-dia. Assim, poderá
manter as novas atitudes por muito
tempo, sem precisar fazer sacrifícios”,
afirma Helio Mattar, diretor-presidente
do Instituto Akatu. Veja abaixo como os
consumidores estão descobrindo novas
maneiras de carregar suas compras,
aproveitando as vantagens de cada uma
delas.
Ecobags
e sacolas de lona
A professora Selma Teixeira, de 56 anos,
deixou de pegar sacolinhas extras para
utilizar como saco de lixo em casa. “Eu
sempre juntava sacolas para reaproveitar
em casa. Depois, percebi que era bobagem
fazer isso. Eu não estava economizando,
mas poluindo ainda mais”, afirma.
Atualmente,
Selma prefere utilizar as sacolas
retornáveis, feitas de plástico
resistente ou algodão, também conhecidas
como ecobags, que são vendidas em
supermercados, livrarias, farmácias e
feiras. Em São Paulo, os preços costumam
variar entre R$ 3 e R$ 10, de acordo com
o tamanho e o material de que são
feitas. As tradicionais sacolas de lona
custam em torno de R$ 2.
Embora a
ecobag seja mais resistente que as
sacolinhas plásticas, Selma afirma que o
produto também tem as suas desvantagens.
“Como as sacolas são maiores do que as
oferecidas nos mercados, a gente acaba
comprando mais coisas do que devia e só
na hora em que vamos levar para casa é
que percebemos, por causa do peso”.
Assim como a professora, quem deixa de
utilizar as sacolinhas dos supermercados
busca alternativas para colocar o lixo
em casa. Segundo especialistas do setor,
os materiais recicláveis separados para
a coleta seletiva podem ser
acondicionados em caixas de papelão.
Quanto ao lixo orgânico, é melhor usar
os sacos plásticos próprios para lixo,
pois muitas vezes são produzidos a
partir de material reciclado. Os sacos
do supermercado, pelo fato de entrarem
em contato com alimentos, têm de ser
produzidos a partir de matéria-prima
virgem.
Carrinho de feira
A opção da educadora Regiane Souza, de
28 anos, é o velho e bom carrinho de
feira. Os carrinhos atuais são
fabricados com materiais leves, como,
por exemplo, o alumínio, e possuem
diversas cores e tamanhos. Os modelos
mais simples podem ser encontrados em
hipermercados e feiras por cerca de R$
40. Outros modelos são vedados e mais
parecem uma mochila escolar com
rodinhas, e custam em torno de R$ 90.
“Com o carrinho, eu distribuo melhor o
peso dos alimentos. Levo as compras sem
prejudicar a minha saúde carregando peso
e sem prejudicar o meio ambiente”,
afirma Regiane.
Quando não é
possível levar seu carrinho de feira
para fazer as compras no supermercado,
ela prefere utilizar o carrinho do
próprio estabelecimento que costuma
freqüentar. “Pego emprestado o carrinho
deles, deixo as compras em casa e depois
devolvo o carrinho”, conta. “Pode
parecer estranho, mas isso é uma boa
opção quando o meu carrinho está
emprestado, quebrado ou quando eu saio
para fazer as compras direto do
trabalho”. Ela lembra também que alguns
estabelecimentos comerciais
disponibilizam um funcionário para
acompanhar o cliente até em casa e levar
o carrinho de volta ao supermercado.
Mas, neste caso, é preciso pagar uma
pequena quantia ao ajudante, que varia
de R$ 5 a R$10.
Ecobags
X carrinhos
Mesmo com os carrinhos mais modernos, há
quem prefira as sacolas ecologicamente
corretas, como a estudante de moda
Cássia Tanaka, de 24 anos. “As ecobags
são mais bonitas que as tradicionais
sacolas e não são caras. Além disso, com
elas você não corre o risco de a roda do
carrinho travar nos buracos ou quebrar.
Mas, a ecobag também não é perfeita”,
afirma.
Segundo
Cássia, a vantagem do carrinho é poder
organizar melhor as compras. “Na sacola,
por causa do peso, você não pode
exagerar nas compras e tem de fazer uma
‘gestão’ do que está comprando. Não dá
para comprar por impulso, porque você
tem que colocar os alimentos mais
pesados e que não amassam no fundo, e os
menores e mais frágeis em cima. Caso a
compra seja composta por alimentos
úmidos, o melhor mesmo é levar uma
ecobag mais antiga para colocar esses
produtos”, explica Cássia.
Caixas
de papelão
Para as pessoas que moram perto do
supermercado ou vão às compras de carro,
a dica é pedir ao supermercado uma caixa
de papelão que embala os produtos
enviados pelos fabricantes aos
supermercados. Quem já aderiu a essa
idéia foi a jornalista Roberta Lotti, de
28 anos. “As caixas são ótimas quando
são colocadas no carro. Além de
acomodarem melhor os alimentos, elas não
têm custo, porque são doadas pelos
supermercados. Mas, para levar a pé, não
recomendo”, avisa Roberta. Quando faz
compras menores em farmácias ou
livrarias, Roberta opta por guardar os
produtos dentro da bolsa, evitando assim
o uso da sacola plástica.
A
própria mochila
Uma boa alternativa para levar as
compras sem recorrer a sacolas é fazer
como o administrador de empresas
Fernando Esteves, de 25 anos, que opta
pela própria mochila. Ele conta que
adquiriu o hábito quando morou em
Londres, em 2008. “Eu aproveitava a
mochila que levava para o trabalho para
colocar as compras. Isso facilitava na
volta para casa, pois podia me locomover
melhor e me segurar dentro do ônibus sem
tomar sustos durante o trajeto até em
casa. Sem contar que eu não precisava
juntar um monte de sacolas plásticas”,
lembra.
Assim como
qualquer outra opção, entretanto, sempre
há algumas desvantagens. “Por caber mais
coisas, eu acabava me empolgando e
comprando além do que deveria. E os
produtos mais frágeis, como pão e bolo,
chegavam um pouco amassados”, explica.
Diante de
tantas alternativas, adequadas aos
diferentes estilos de vida, com que
sacola — ou carrinho — você vai às
próximas compras? Fonte:
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separação e correta destinação do lixo
doméstico.
O lixo doméstico pode ser dividido
basicamente em 3 categorias: resíduos orgânicos (restos de comida,
cabelo, podas de jardim, etc); resíduos secos (composto, em sua
maioria, de materiais recicláveis); e lixo de banheiro. Isso
significa que devemos ter três recipientes diferentes, um para cada
tipo de lixo (ou resíduo). Em uma situação ideal, onde podemos
contar com a coleta seletiva, cada um deles deverá ter uma
destinação diferente: resíduos orgânicos seguem para compostagem;
materiais recicláveis para a reciclagem; e o lixo de banheiro
diretamente para os aterros sanitários.
Só 10% das cidades brasileiras contam com a coleta seletiva e menos
que isso conta com sistemas de compostagem. Então, resta ao
consumidor consciente separar seus materiais recicláveis e levá-los
para pontos de entrega voluntária (PEVs) disponíveis em muitas redes
de supermercados, ou destiná-los diretamente à cooperativas de
catadores - estas, existentes em praticamente todas as cidades
brasileiras.
E é na hora da separação dos materiais recicláveis que entra a
grande dica para redução do uso de sacolas plásticas como saquinhos
de lixo!
Os materiais recicláveis são também conhecidos como “lixo seco” - ou
seja, não é preciso colocá-los em sacos plásticos para impedir que
escorram ou deem mau cheiro e chamem baratas e ratos, como ocorre
com o lixo úmido. Separe seus materiais recicláveis - papéis,
plásticos, vidro, metais - em caixas ou sacos de lixo maiores, e os
depositem diretamente nos contêiners corretos, trazendo de volta a
caixa ou saco para serem utilizados novamente. Quanto melhor
separados os recicláveis, mais fácil seguirão para a reciclagem.
“Mas muitos recicláveis são embalagens sujas de restos de alimentos…
o que fazer?” Dar uma lavadinha! Muitos podem chiar, dizendo que
resolvemos um problema ambiental aqui e aumentamos outro lá (consumo
de água), mas aí entra novamente o discurso da mudança de hábitos:
como você lava sua louça? A água usada para enxaguar os copos pode
ser reaproveitada para dar uma enxaguada também nos recicláveis -
jogue a água do enxague dentro da embalagem longa-vida do creme de
leite, por exemplo, chacoalhe retirando o excesso e pronto. Não
precisa lavar de verdade! Não precisa gastar água e sabão lavando os
recicláveis, mas é sempre bom passar uma águinha para tirar o grosso
e impedir justamente que aqueles resíduos orgânicos contidos ali
atraiam vetores de doenças. Esse procedimento é importante também se
pensarmos que aqueles recicláveis serão manuseados por outras
pessoas - catadores, triadores: uma questão de respeito com os
trabalhadores. |
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Instituto sugere transformação de
sacola plástica em energia
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O presidente do Instituto Socioambiental dos
Plásticos (Plastivida), Francisco de Assis Esmeraldo, defendeu a
reciclagem energética do saco plástico como forma de dar uma
destinação eficaz ao produto, considerado por ambientalistas
agressivo ao meio ambiente. A entidade representa a cadeia produtiva
do setor para promover sua utilização ambientalmente correta.
Segundo Esmeraldo, o Brasil recicla hoje 600 mil toneladas de
plásticos descartáveis de todos os tipos por ano, o que corresponde
a reciclar 21,5% de todo o plástico que é descartado. Isso é mais do
que a média da União Européia, que é de 18,5%.
O problema gerado pelo plástico, segundo ele, não é acirrado na
Europa porque lá é feita a reciclagem energética. “Plástico é
petróleo, petróleo é energia. Logo, plástico é energia". O
presidente do instituto argumentou que 1 quilo de plástico produz a
mesma energia que 1 quilo de óleo diesel, “que é petróleo. E ninguém
joga fora óleo diesel”.
O Plastivida quer trazer esse conceito para o Brasil. Esmeraldo
assegurou que se as sacolas plásticas distribuídas pelos
supermercados forem fabricadas dentro das normas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com espessura de 27 micra (um
milésimo de milímetro), elas agüentam até 6 quilos de compras e não
é necessário substituí-las por outro material. Atualmente,
acrescentou, a espessura das sacolas plásticas caiu para até 14
micra, suportando somente 2 a 3 quilos de peso.
O Instituto Plastivida defende a redução do desperdício de sacolas
plásticas no comércio, com um produto de melhor qualidade, e sua
reutilização para outros fins, como o acondicionamento de lixo.
Sacolas de pano têm, segundo Esmeraldo, várias desvantagens, entre
elas o fato de que sujam, se contaminam e têm que ser lavadas,
gastando água, sabão e energia. No caso do plástico, basta passar um
pano e está limpo, lembrou. |
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A triste história dos sacos plásticos
descartáveis que “ganhamos” com tanta cordialidade das lojas…
Um convite para uma pequena mudança
de hábito, mas que pode gerar grandes e positivos efeitos em
nossa vida.
Informações fornecidas pela Agência de
Proteção Ambiental dos Estados Unidos revelam que são consumidos
anualmente entre 500 bilhões e um trilhão de sacos plásticos ao
redor do mundo.
(National Geographic 02/09/2003)
Menos
de 1% dos sacos é reciclado. É mais caro reciclar um saco do que
produzir um novo.
“Existe una economia áspera por trás da reciclagem dos sacos
plásticos. Processar e reciclar uma tonelada de sacos custa U$
4000. A mesma quantidade de sacos é vendida no mercado de
matérias-primas a U$ 32”.
Jared Blumenfeld, Diretor do Departamento de Meio Ambiente em
São Francisco.
Então…
O que acontece com os saquinhos?
Um
estudo de 1975 demonstrou que as embarcações transoceânicas
lançam aproximadamente 4 milhões de kilogramas de plástico ao
mar por ano. As lixeiras do mundo não estão inundadas de
plástico porque a maior parte do plástico acaba no oceano.
Academia Nacional de Ciências dos EUA.
Os
sacos são arrastados…
… até diferentes lugares do planeta
… até os mares, lagos e rios.
Os sacos encontram o caminho para o mar nos bueiros e
encanamentos.
CNN.com/tecnhology 16/11/2007
Já foram encontrados sacos plásticos flutuando ao norte do
Círculo Ártico, e também muito mais ao sul, nas Ilhas Malvinas.
Os sacos plásticos representam mais de 10% dos dejetos que
chagam às costas dos EUA.
Programa de Monitoramento de Dejetos da Marinha americana.
Os saquinhos plásticos se fotodegradan: com o passar do tempo se
decompõe em petro-polímeros menores e mais tóxicos
CNN.com/tecnhology 16/11/2007
que finalmente contaminarão os solos e as vias fluviais.
CNN.com/tecnhology 16/11/2007
Como conseqüência, partículas microscópicas podem entrar para a
cadeia alimentar.
CNN.com/tecnhology 16/11/2007
O efeito sobre a vida silvestre pode ser catastrófico.
WWF 2005
As aves ficam presas sem esperança.
WWF 2005
Cerca de 200 diferentes espécies de vida marinha, incluindo
baleias, golfinhos, focas e tartarugas morrem por causa dos
sacos plásticos.
- Reporte WWF 2005
Morrem depois de ingerir os sacos plásticos, que confundem com
comida.
Então…
O que podemos fazer?
Se usamos uma bolsa de tecido, podemos economizar 6 saquinhos
plásticos por semana.
Ou seja, 24 sacos por mês.
Ou, 288 sacos por ano.
Ou, 22.176 sacos ao longo da vida.
Se apenas 1 de cada 5 pessoas neste país fizesse isso,
economizaríamos 1.330.560.000.000 sacos plásticos durante nossas
vidas.
Bangladesh proibiu os sacos plásticos.
MSNBC.com, 08/03/2007
A China proibiu os sacos plásticos gratuitos.
CNN.com/Ásia 09/01/2008
Irlanda foi o primeiro país da Europa a cobrar impostos sobre os
sacos plásticos em 2002. Desta forma, reduziu o consumo em 90%.
BBC Notícias 20/08/2002
Ruanda proibiu os sacos plásticos em 2005.
Associated Press
Israel, Canadá, Índia, Botswana, Quênia, Tanzânia, África do
Sul, Taiwan e Singapura também proibiram ou estão em vias de
proibir os sacos plásticos.
PlanetSave.com, 16/02/2008
Em 27 de março de 2007, São Francisco tornou-se a primeira
cidade dos EUA a proibir os sacos plásticos.
NPR.org (National Public Radio)
Oakland e Boston estão considerando essa possibilidade.
The Boston Globe 20/05/2007
Os sacos plásticos são feitos de polietileno: um termoplástico
que se obtém a partir do petróleo.
CNN.com/tecnhology 16/11/2007
Reduzindo o uso dos sacos plásticos diminuirá o consumo de
petróleo, recurso não renovável que gera tantos conflitos...
A China economizará 37 milhões de barris de petróleo por ano
graças à proibição dos sacos plásticos gratuitos.
CNN.com/Ásia 09/01/2008
É possível!
Tem gente que ignora tudo isto…
mas
VOCÊ JÁ SABE!!!
É questão de fazer um pequeno esforço e logo a gente se acostuma
a levar a sacola de pano às compras como era antigamente...
Topa?
É apenas um convite. Se você não topar, não vai acontecer nada
com você. Se você começar, vai se sentir melhor.
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