A
FARSA
DO SETOR NOROESTE A última grande reserva do
Cerrado dentro da área tombada de Brasília já está sendo destruída e
a comunidade indígena que cuida daquele local está sendo expulsa.Veja mais!!
Estive com os
Guarani-Kaiowá, em Aty Guasu realizada de 13 a 17, na aldeia Yvy
Katu, município de Iguatemi, em Mato Grosso do Sul. A Aty Guasu
reuniu cerca de 350 lideranças Guarani-Kaiowá e convidados – entre
eles, lideranças Terena e pequena delegação Guarani da Bolívia;
antropólogos, representantes da Funai, do Ministério Público e da
Advocacia Geral da União, além da senadora Marina Silva e alguns
devotados aliados. Cheguei a Ivy Katu no dia 13 e saí à noite do dia
16, depois de anunciada a decisão das lideranças naquela assembléia
indígena.
É a construção dessa decisão que me sinto na obrigação de relatar,
com extrema preocupação, à sociedade brasileira do século 21.
Veja mais!!
PROJETO KRAHÔ
O Projeto de Etnodesenvolvimento Sustentado para a Sociedade Krahô,
mais conhecido como Projeto Krahô, teve início em 1995 e, em 1998,
recebeu o Prêmio de Gestão Pública e Cidadania, concedido pela
Fundação Getúlio Vargas. Veja
mais!
A índia Marleny Tzicap, da Guatemala,
acessa o Portal Global Indígena durante o 2º Seminário Regional
sobre Tecnologias da Informação e Comunicação
O coordenador do 2º Seminário Regional Indígena sobre Tecnologia da
Informação e Comunicação, Marcos Terena, disse que o Brasil ocupa
posição estratégica na condução do trabalho de integração das nações
indígenas, tanto pelo posicionamento geográfico quanto pela
existência aqui de 230 etnias, com população estimada em meio milhão
de índios.Veja mais!
Acampamento Terra Livre 2009
Brasília - Representantes de várias etnias montam acampamento na
Esplanada dos Ministérios para acompanhar a discussão sobre o novo
Estatuto do Índio e sobre a demarcação e proteção de territórios
indígenas. .Veja
mais!
À comunidade brasileira e
internacional,
Os povos indígenas do Brasil vêm sofrendo uma campanha de difamação
internacional em diversos sites da internet por parte de entidades
religiosas que atuam no país, que os acusam de praticar com
regularidade atos cruéis contra suas crianças. Reclamações
freqüentes das comunidades chegam até funcionários da Fundação
Nacional do Índio sobre o desvio de crianças indígenas das aldeias e
hospitais, ao nascer ou quando são levadas para receber tratamento
médico, para serem supostamente salvas e abrigadas em lares adotivos
ou em instituições administradas por essas entidades, que passam,
então, a solicitar doações para seu sustento através do site
http://apadrinhamento.atini.org/.
Como contrapartida da soma recebida, a entidade oferece uma carta
com fotografia e o histórico do "afilhado", transgredindo desta
forma as garantias de inviolabilidade moral e preservação da imagem,
da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças
proporcionadas às crianças brasileiras pelo Estatuto da Criança e do
Adolescente. A freqüência das queixas de familiares de crianças
indígenas retiradas do convívio dos pais e a presença em escolas do
Distrito Federal de crianças indígenas de diversas origens que não
falam português sugerem que são numerosas em todo o Brasil as
adoções não devidamente justificadas ou legalizadas de crianças
indígenas. Como parte dessa campanha difamatória, veicularam na
página do YouTube http://www.youtube.com/
watch?v=st48Tdd9Sz4 o filme Children buried alive in the Amazon –
HAKANI, que mostra o suposto enterramento de uma criança viva sem
tornar explícito nesse site que se trata de atores indígenas
remunerados para a encenação. A página web já foi acessada por
centenas de milhares de espectadores e é duramente criticada por
organizações de defesa dos Direitos Humanos, como Survival
International, na sua página http://www.survival-international.org/informação/hakani.
Tudo isso parece responder a um objetivo: passar uma lei no
Congresso brasileiro que, invocando o propósito de "salvar as
crianças", facilitará a intrusão no meio e no modo de vida indígena
e a intervenção na intimidade do cotidiano das aldeias. A Lei, se
aprovada, permitirá a vigilância direta e o acesso indiscriminado de
pessoas estranhas em localidades até hoje bem preservadas do contato
com os não índios, e abrirá caminho para a ação de destruição dos
mais diversos aspectos da vida própria destes povos, incluindo seu
reconhecido serviço de proteger o meio ambiente para o benefício de
toda a Humanidade.
Por isso pedimos a todos aqueles que prezam o valor de um mundo
plural, capaz de abrigar e proteger as mais diversas modalidades de
existência, que adiram à petição protocolada na Comissão de Direitos
Humanos da Câmara dos Deputados do Brasil por uma comitiva de
lideranças indígenas no dia 17 de abril. O documento entregue aos
parlamentares pode ser lido na página da PETITION ONLINE:
http://www.petitiononline.com/mod_perl/petition-sign.cgi?14GATOS
Distrito Federal firma acordo que introduz o
ensino da cultura indígena na educação básica
Fonte:Agência Brasil
Foto:Peninha/Sitecurupira
Brasília - As secretarias de Educação e Cultura do Distrito Federal
assinaram acordo de cooperação que prevê a introdução da cultura
indígena na educação básica. A cerimônia ocorreu no Memorial dos
Povos Indígenas (MPI), durante a abertura da programação da semana
dedicada ao Dia do Índio, 19 de abril.
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Memorial dos Povos Indígenas
Projetado por Oscar Niemeyer em homenagem aos primeiros habitantes
do pais, o Memorial dos povos Indígenas foi construído em 1987 em
terreno doado pela Terracap e com recursos da Fundação Banco do
Brasil. tem área construída de 2.984 m² , um espaço livre para
exposições, um pequeno auditório e um pátio central (parcialmente
coberto por uma laje concava acústica) para as apresentações
indígenas.
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No Brasil vivem mais
de 620 mil indígenas de diversas etnias. Eles ocupam cerca de 13% do
território brasileiro. A reportagem produzida pela TV NBR mostra os
avanços e desafios das políticas para os povos originários do Brasil
Abacaxi, arapuca, arara, capim, catapora. Essas palavras são
todas de origem indígena. Os índios tiveram e continuam tendo um
papel muito importante na cultura brasileira, não é mesmo? Mas
nas escolas do País, ainda estudamos pouco sobre a história dos
índios. Então, o deputado Henrique Afonso, do PT do Acre,
sugeriu a inclusão da matéria “História e Cultura dos Povos
Indígenas Brasileiros” no nosso ensino básico.
Onde muda?
O
Projeto de Lei (PL 2231/07), apresentado pelo deputado aqui na
Câmara, propõe uma mudança na Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional. Há pouco tempo atrás, já foi incluída no
ensino brasileiro a disciplina “História e Cultura
Afro-Brasileira”, que determina o estudo da história dos negros
brasileiros. O deputado quer fazer o mesmo com a história dos
índios. "Devemos dar o mesmo destaque à história e cultura dos
povos indígenas, e fazer com que cada cidadão conheça melhor as
raízes dos povos indígenas e as tradições e lutas que marcam sua
história", afirmou.
Andamento
Para que o projeto seja transformado em lei, ele
precisa passar pelas
comissões
de Educação e Cultura; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania da Câmara.
O nosso amigo e professor Edu Coruja
acha sempre legal esse tipo de iniciativa que possa fortalecer a
história tupiniquim. Opa! Olha outra
Cacique Raoni: os
kayapós vão ficar bravos se a mineração invadir nossas terras
O
cacique Raoni e outros líderes kayapó metyktire da Terra Indígena
Capoto-Jarina (MT) protestam contra a mineração
em Terras Indígenas, em carta endereçada ao presidente da
Fundação Nacional do índio (Funai), Marcio Meira e ao Presidente Lula, e
pedem respeito aos povos indígenas..
Saiba mais
O Guarani sempre teve um cântico. Geralmente um cântico que fala da
cultura, da religião, da travessia da Terra Sem Male. Também fala
dos pássaros. Esses cânticos representam para nós o cântico da paz.
No casamento, tinha esse cântico das crianças. E, quando as crianças
nascem, também tem o cântico.
Tudo tem significado para o Guarani. Por exemplo, o cântico da
criança. Amanhecendo o dia, todas as crianças cantavam estes
cânticos tradicionais que estão no CD. Os mais velhos ensinavam as
crianças a cantar e explicavam qual é a importância, qual o
significado daquele cântico.
Por exemplo, dos pássaros. Deus pôs cada um no seu lugar. Os
pássaros são aves, são seres animais. Os pássaros não falam, mas têm
o mesmo sentimento do ser humano. Eles têm chefe dos pássaros dentro
da mata. Eles são como nós. Nós temos o pajé que é chefe espiritual
dentro da nossa cultura. Os pássaros também têm.
Krenak
Os Borum, como se autodenominam os Krenak, vivem hoje em sua
reserva, próxima ao município de Resplendor, às margens do Rio Doce.
Ficaram conhecidos na história do Brasil como 'botocudos' ou
Aimorés, desafiaram todas as iniciativas de pacificação, levando D.
João VI a decretar contra eles, uma guerra de extermínio do sec.
XIX. Mas a força e a tradição desse povo venceu todas as tentativas
de fazê-los desaparecer e eles estão hoje cuidando de seu
território, recuperando as matas e córregos devastados, cantando e
dançando para seus ancestrais.
Etenhiritipá - Cantos da tradição Xavante.
O povo Xavante, como ficou conhecido pelos brancos, ou Auwe, como se
autodenominam, vive há muito e muito tempo na região centro-oeste do
Brasil, nos vastos e abertos campos do Cerrado. São parte desse
mundo, desde o tempo da criação, aprendendo com seus ancestrais a
arte de viver nesse lugar.
Tudo o que precisam para a vida está ali: a caça abundante,
variedades de frutos e raízes, peixes, as folhas de palmeira para
construir as casas e cestos, as árvores que dão bons arcos, flechas
e bordunas, as plumas e cores das tintas naturais para a beleza do
corpo e do espírito.
Todas as sementes
O provo Krahò habita no estado do Tocantins. Tem hoje uma população
aproximada de 2 mil pessoas, distribuídas em 16 aldeias. Preserva a
maior área contínua de "Cerrados" do Centro-Oeste brasileiro,
medindo 320.000 hectares. O canto é a essência da cultura Krahò.
Através dele, a natureza é reverenciada, a história do povo é
contada e os sentimentos de alegria, melancolia e tristeza são
externados. Canta-se só ou em grupos, durante as festas e rituais,
durante os trabalhos comunitários, durante o dia, à noite e às
madrugadas. O canto permeia a vida das pessoas e o cotidiano das
aldeias. São centenas, talvez milhares de cantos.
Cantigas de Witi
Estas são as chamadas cantigas de Witi, que são entoadas nas casas
de Witi, enquanto os Krahò esperam um determinado momento ritual,
quando se enfeitam, quando se preparam para a corrida de toras, ou
na preparação da comida da festa. Elas alegram esses momentos de
espera e preparações. São músicas que geralmente contam feitos
guerreiros do povo Krahò, a história do grupo, além de falar sobre
animais e sobre a natureza.
Homãpani Ashaninka
Nós, Ashaninka, vivemos na terra há milhares de anos, sempre
aprendendo com a natureza. É nela que estão nossos segredos; a
floresta é nossa escola, onde os jovens se preparam para a vida
adulta. Somos aproximadamente 60 mil na Amazônia peruana e mil na
Amazônia brasileira. Somos do tronco lingüístico ARAWAK. No Brasil,
estamos divididos em três terras: Rio Envira, Rio Breu e Rio Amônea,
onde gravamos este CD e onde temos uma população de 450 pessoas que
vieram de duas grandes famílias: Samuel Piyãco e Kamentsi, trazidos
há um século pelos seus pais do Peru. Chegando ao Brasil foram
usados como mão-de-obra pelos patrões brancos. Essa escravidão levou
nosso povo a conhecer e praticar alguns costumes de trabalho,
afetando um pouco a nossa cultura. Mas, com a nossa organização,
conseguimos segurar a nossa cultura e nossos costumes até hoje.