Página Inicial

Fotografia

Rui Faquini
José Filho
André Dusek
Leopoldo Silva

Criticas e Sugestões 

Adicionar ao Favoritos

Sitecurupira Página Inicial

No ar desde 25/03/2003

Copyright © Pénamídia
All rights reserved
Webmaster:

Pénamidia

 

 

 

 

 

 

 

Saiba onde tem o melhor preço antes de comprar

 Educação a Distância

 
 

 

A parte de cada um
Por: Luiz Cavalcanti


Certo dia fui convidado a participar de uma reunião que agregaria grandes nomes da fotografia publicitária e do fotojornalismo nacional. Por ser amante da fotografia, achei oportuno estar presente. Um tema interessante, grandes nomes da fotografia e, certamente, uma oportunidade para aprender um pouco mais sobre essa minha paixão.
No início da reunião, um dos participantes discorreu sobre os motivos daquele encontro. Um, em especial, chamou minha atenção: além do tema principal, que acho oportuno não citar, declarou sua preocupação sobre o pouco que os fotógrafos profissionais têm feito para amenizar o “aquecimento global” e a preservação do meio ambiente.
Aquele tema veio como uma “cutucada” dura no meu cérebro e me levou a fazer uma rápida reflexão. Como Meteorologista com formação superior, tomei a palavra e os acalmei no que se refere à sua suposta responsabilidade pelo aquecimento da temperatura da terra. Esse tema, além de polêmico, é  questionável. O contributo antropogênico para o aquecimento global costuma ser divulgada com afirmações precipitadas,  às vezes exageradas, portanto, passiveis de questionamentos e de um aprofundamento maior.
Quanto ao tema da preservação do meio ambiente, vejo um aspecto em que os fotógrafos poderiam contribuir para amenizar a degradação do meio em que vivemos: o destino não adequado das películas dos filmes; das pilhas ou baterias usadas nos flashes e demais equipamentos; e de algumas substâncias químicas usadas nas revelações de laboratórios. Enfatizo bem, o destino “não adequado”, o que imagino, não seja a ação ou comportamento de qualquer dos presentes na reunião.
Como sabemos, nas películas dos filmes está presente o Nitrato de Prata; em algumas pilhas e baterias encontram-se o zinco e o sulfato de cobre, bem como o chumbo no revestimento, substâncias nocivas aos seres vivos e que precisam ter um destino adequado para não poluir o meio ambiente.
Algumas campanhas e os compromissos assumidos pelos fabricantes e revendedores desses produtos colocam sistemas de coletas adequados nas lojas e cinefotos, o que nos permitem dar um destino adequado, sem problemas.
Recordo-me de que relutei muito para mudar de equipamento fotográfico, do tipo analógico para o digital, o que deve ter sido o dilema de todos que lidam com a fotografia. Mas, o fato de usarmos tecnologia digital, já elimina dois dos três fatores citados, o que permite aos fotógrafos “não” contribuírem com a degradação do meio ambiente, dando um destino correto às pilhas e baterias.
Ainda devemos ressaltar que os fotógrafos, hoje em dia, usam pilhas e baterias recarregáveis que utilizam níquel-cádmio, com grande durabilidade e que já estão migrando para as de níquel-metal.hidreto, que não sofrem o efeito de memória (memory effect) e também as de Lithium Íon, muito mais duráveis do que as primeiras, portanto reduzindo o efeito “poluição”.
-Isso é pouco?
Talvez, mas me recordo de uma fábula que li na minha infância que descrevia um incêndio numa floresta. As chamas consumiam a vegetação e uma pequena andorinha mergulhava num lago próximo, sobrevoava a floresta, sacudindo-se para que as gotas apagassem o incêndio, repetindo o gesto inúmeras vezes.
Num determinado momento um outro animal perguntou para a pequena ave: - Você acha que vai apagar o fogo com essas minúsculas gotas de água que lança sobre as chamas?
A andorinha respondeu: -Eu sei que não vou apagar o fogo sozinha, mas estou fazendo a minha parte, e Vocês?
Observando o outro lado, vejo a enorme contribuição desse profissional para a preservação do meio ambiente. Se ele retrata e divulga pelo mundo a devastação das florestas, os rios poluídos, a degradação dos solos, a exploração desordenada de áreas preserváveis, o crescimento irresponsável das cidades está, sem palavras, mas com o uso de imagens, que falam por si, denunciando o que se faz de errado com a natureza, de forma nua e crua!
Se o fotógrafo capturar imagens das belezas que a natureza lhes apresenta, estará, da mesma forma, contribuindo para a sua preservação. Quem não gosta de cultivar, admirar e preservar o belo? O agradável? O que nos faz sentir bem?
Devo lembrar que imagens são, em si, silenciosas, no entanto provocam e conduzem a uma infinidade de pensamentos e reflexões em torno delas. Fotografar é uma necessidade de registrar um ato, uma ação, um contexto, com o desejo de que aquilo sirva para um estudo, uma análise, uma admiração.
Diante do que expus, acho oportuno que os fotógrafos profissionais se preocupem com “aquele outro tema” que fiz questão de não citar e que foi discutido na reunião.
Luiz Cavalcanti
Meteorologista e fotógrafo por paixão
Brasília, 29 de junho de 2009.

Abreolhos encontro de fotógrafos Olhos D'Água - GO
de uma sugestão de minha companheira dinda e debatida a algum tempo atrás na cidade de goiás entre o fotógrafo goianiense Antônio Pugás, eu e alguns amigos, posteriormente enriquecida por contribuições e idéias dos fotógrafos Maylena Gonçalves, Ademir Silva e Kim-ir-sem, surgiram as bases de um encontro de fotógrafos em olhos D'Água - go, com o propósito de promover debates sobre os novos rumos da fotografia e suas relações com a vida, diante de uma transição traumática e, para alguns, ainda tão confusa. encontro que aconteceu no último dia 07/06/09, na pousada “passando bem”, com o apoio do professor Armando e da Jamile, proprietários do local. Veja mais!