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Por que
as pessoas fumam?
Vários são os fatores que levam as pessoas
a experimentar o cigarro ou outros derivados do tabaco. A maioria
delas é influenciada principalmente pela publicidade maciça do cigarro
nos meios de comunicação de massa que, apesar da
lei de restrição à propaganda de
produtos derivados do tabaco sancionada em dezembro de 2000, ainda tem
forte influência no comportamento tanto dos jovens como dos adultos.
Além disso, pais, professores, ídolos e amigos também exercem uma
grande influência.
Pesquisas entre adolescentes no Brasil mostram que os principais
fatores que favorecem o tabagismo entre os jovens são a curiosidade
pelo produto, a imitação do comportamento do adulto, a necessidade de
auto-afirmação e o encorajamento proporcionado pela propaganda.
Noventa por cento dos fumantes iniciaram seu consumo antes dos 19 anos
de idade, faixa em que o indivíduo ainda se encontra na fase de
construção de sua personalidade. |
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Abandono
do tabagismo
No Brasil, cerca de 30% da população adulta
é fumante. Embora haja predomínio do sexo masculino, as mulheres nas
últimas décadas estão se aproximando dos homens nesta prática. Estima-se
que nos países desenvolvidos o tabaco cause aproximadamente 30% de todas
as mortes entre 35 e 69 anos, sendo a maior causa de morte prematura no
primeiro mundo.
No Brasil, estima-se que ocorram 125.000 mortes a cada ano por doenças
associadas ao fumo. Portanto, a cada 5 minutos morre um brasileiro como
conseqüência do tabagismo! Em todo o mundo, a cada 8 segundos, morre um
ser humano devido ao fumo!
Há várias décadas sabe-se que o tabagismo é a causa mais importante de
muitas doenças pulmonares, como a bronquite crônica, o enfisema pulmonar
e o câncer de pulmão, estando ainda associado a doenças cardiovasculares
e tumores de vários locais.
Também se sabe que os fumantes têm uma perda da função pulmonar superior
a dos não fumantes. Atualmente, ninguém mais duvida de que fumar seja
prejudicial à saúde. Desde médicos até leigos dos mais variados níveis
culturais, todos recebem informações sobre os males do tabagismo. Os
próprios fabricantes reconhecem ou são obrigados a reconhecer o problema
e a acatar as normas governamentais que obrigam a inscrever nas
embalagens dos produtos mensagens sobre riscos potenciais de seu uso. As
restrições à prática do tabagismo em ambientes coletivos visam a
proteger os não fumantes do “tabagismo passivo”, que comprovadamente
também é danoso à saúde. Os médicos, em geral, cansam de tanto
aconselhar seus pacientes a não fumar.
No entanto, apesar das informações recebidas e de todos esforços
desenvolvidos pelos profissionais da saúde, a maioria dos fumantes não
abandona o vício e muitos jovens ainda estão se iniciando nesta nefasta
prática.
A Saúde Pública terá enormes benefícios com a erradicação do tabagismo.
Por isso, governo, pesquisadores e alguns setores da comunidade leiga
estão se envolvendo significativamente neste sentido.
Métodos disponíveis para o abandono do tabagismo
Orientação realizada pelo médico:
os profissionais da saúde orientam seus pacientes para que deixem de
fumar, o que pode ser feito de uma forma breve ou de uma forma mais
intensiva.
As formas mais intensivas apresentam melhores resultados. Se o fumante
já apresentar sintomas de anormalidades nas provas de função pulmonar,
este poderá ser um forte argumento para convencê-lo da necessidade de
abandonar o tabagismo, mas é preciso deixar bem claro que o fumante é
quem deve decidir parar de fumar e o modo a ser utilizado para isso
embora, como regra, é preferível aconselhar que a parada seja abrupta,
ou tudo ou nada, devendo ser marcado o dia “D” desta parada. É
importante avaliar o suporte familiar – se o cônjuge ou outro
co-habitante é tabagista, deve ser incentivado a entrar no programa
também, ou pelo menos não fumar na presença de quem está parando de
fumar.
Aconselhamento comportamental individual e em grupo:
ajuda os fumantes a deixar o cigarro, não havendo diferenças entre o
aconselhamento individual e em grupo.
Material de auto ajuda:
muitos fumantes deixam de fumar sozinhos, sendo que material com
instruções e informações sobre os efeitos do fumo, e de como deixar de
fumar são importantes, mas não apresentam melhor resultado do que a
intervenção de um profissional da saúde.
Reposição de nicotina:
o objetivo das terapias de reposição é repor a nicotina do cigarro, o
que reduz os sintomas de abstinência associados a cessação do fumo.
Todas as formas disponíveis no mercado (adesivos, goma de mascar, e em
alguns países, os inaladores de nicotina, spray nasal e tabletes
sublinguais de nicotina) são efetivas como parte de uma estratégia para
cessação do fumo. A reposição de nicotina aumenta em 2 vezes a
probabilidade de abandono do fumo. Exceto por motivos de ordem médica,
todos os fumantes podem usar a reposição de nicotina. A gravidez e a
doença cardiovascular são contra indicações para o seu uso, e o seu
emprego nestas situações deve ser avaliado pelo médico.
Ansiolíticos e anti-depressores:
o hábito de fumar parece em parte se dever a um déficit de dopamina,
serotonina e norepinefrina, e que são aumentadas com o uso de
ansiolíticos e anti-depressores. Ansiedade e depressão são sintomas de
abstinência a nicotina, e algumas vezes, parar de fumar pode desencadear
um quadro depressivo. Há pouco na literatura sobre o emprego dos
ansiolíticos. Os anti-depressores, bupropiona e nortriptilina podem
ajudar a cessar o fumo. Há evidencias promissoras de que a bupropiona
seja mais eficaz do que a reposição simples da nicotina.
IMPORTANTE
Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e
receitar remédios. As
informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter
educativo.
Fonte:
- Associação Médica do Rio Grande do Sul
- Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia
- Hospital do Câncer A.C. Camargo
Sugira um tema: grupofocal@saude.gov.br
Créditos: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde |