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Saúde divulga novo mapa de infestação pelo mosquito da dengue e lança campanha nacional de combate à doença

Resultado parcial mostra 15 municípios com risco de surto e 123 em situação de alerta. Campanha nacional enfoca a gravidade da dengue e a necessidade de envolvimento rotineiro de governos e da população no combate ao Aedes aegypti
Nova avaliação nacional das informações sobre infestação por larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, revela que 15 municípios estão em risco de surto da doença no Brasil, incluindo duas capitais. São 11 no Nordeste, três no Norte e um no Sudeste (veja abaixo). Isso significa que, nessas cidades, mais de 3,9% dos imóveis pesquisados apresentam larvas do Aedes aegypti. Outros 123 municípios, dos quais 11 capitais, estão em situação de alerta (veja abaixo). Neles, entre 1% e 3,9% dos imóveis analisados registram infestação. E 162 cidades apresentam índice satisfatório, abaixo de 1%.
Este é o resultado parcial do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) 2010, apresentado nesta quinta-feira (11) pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município. Neste ano, 425 cidades estavam programadas para participar do LIRAa. Ano passado, foram 169. Do total de municípios previstos para este ano, 300 já enviaram as informações ao Ministério da Saúde, até o momento. Em outras 118 cidades, o estudo está em andamento – e sete inicialmente previstas decidiram não realizar o levantamento.
A divulgação do LIRAa 2010 é simultânea ao lançamento da Campanha Nacional de Combate à Dengue para reforçar o alerta que vem sendo feito pelo do Ministério da Saúde desde setembro, quando foi lançada a ferramenta Risco Dengue (leia mais abaixo). Este ano, a campanha aumentará o tom de alerta, com o testemunho de pessoas que tiveram dengue e lembrando as que morreram em decorrência da doença.
“Embora o grau de conhecimento das pessoas sobre a doença e a prevenção seja alto, em torno de 96%, o brasileiro sabe que tem papel fundamental na eliminação dos focos do mosquito, o que ainda é um desafio no Brasil. Prova disso é o resultado do LIRAa deste ano”, alerta o ministro José Gomes Temporão. “Nessa lógica, ganham força duas mensagens fundamentais: que os governos e os cidadãos devem fazer, juntos, a sua parte e que a eliminação de criadouros deve ser algo rotineiro”.

15 MUNICÍPIOS EM RISCO DE SURTO

 
MUNICÍPIO
ESTADO
Índice LIRAa 2009
Índice LIRAa 2010
Afogados da Ingazeira
PE
-
11,7
Ceará-Mirim
RN
-
11,4
Bezerros
PE
-
10,2
São Miguel
RN
-
8,5
Serra Talhada
PE
-
8,2
Rio Branco
AC
3,9
6,5
Ilhéus
BA
4,7
6,3
Floresta
PE
-
5,7
Simões Filho
BA
3,2
5,3
Mossoró
RN
4,2
4,6
Porto Velho
RO
2,6
4,4
Caicó
RN
-
4,2
Camaragibe
PE
2,7
4,1
Caetanópolis
MG
-
4,0
Epitaciolândia
AC
3,4
4,0

CAPITAIS – Entre as capitais, 11 estão em situação de alerta – Salvador, Palmas, Rio de Janeiro, Maceió, Recife, Goiânia, Aracaju, Manaus, Boa Vista, Fortaleza e Vitória. Essas cidades (e todas as outras em situação de alerta) merecem total atenção, pois qualquer descontinuidade nas ações de controle pode alterar o quadro para situação de risco.
Outras dez capitais apresentam índice satisfatório – Macapá, São Luís, Teresina, João Pessoa, Brasília, Campo Grande, Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte e São Paulo. E quatro (Belém, Natal, Curitiba e Cuiabá) estão consolidando os dados.

11 CAPITAIS EM SITUAÇÃO DE ALERTA

MUNICÍPIO
Índice LIRAa 2009
Índice LIRAa 2010
Salvador
2,6
3,5
Palmas
4,3
2,7
Rio de Janeiro
2,9
2,4
Maceió
1,8
2,4
Recife
1,6
1,9
Goiânia
2,5
1,6
Aracaju
1,5
1,6
Manaus
1,4
1,5
Boa Vista
1,0
1,4
Fortaleza
1,0
1,2
Vitória
1,5
1,2

ANÁLISES REGIONAIS – O Nordeste concentra o maior número de municípios em risco de surto. São 11 no total – cinco em Pernambuco, quatro no Rio Grande do Norte e dois na Bahia. Outros 37 municípios estão em situação de alerta e 16 com índice satisfatório – incluindo as capitais São Luís, Teresina e João Pessoa. Na região, 20 municípios estão em fase de conclusão do levantamento (incluindo Natal).
O Norte tem três municípios em risco, entre os quais duas capitais – Rio Branco e Porto Velho. Mais 13 cidades da região estão em alerta e cinco em situação satisfatória. Cinco municípios apresentam índice satisfatório (incluindo Macapá) e 11 estão consolidando os dados (incluindo Belém).
No Sudeste, região com o maior número de municípios participantes do LIRAa 2010, Caetanópolis (MG) é o único em risco de surto. Em situação de alerta, estão 60 cidades, entre as quais Rio de Janeiro e Vitória. Belo Horizonte e São Paulo têm índices satisfatórios, de um total de 113 cidades nesta situação. Em fase de conclusão do levantamento, estão outros 80 municípios.
Duas capitais do Centro Oeste – Brasília e Campo Grande – estão com índice satisfatório, de um total de 13 municípios nesta situação. Em alerta, estão Goiânia e mais seis cidades. Na região, nenhum município apresenta risco de surto. Cuiabá está entre as 21 cidades em fase de conclusão do levantamento.
Com nenhum município em risco de surto, a região Sul tem seis cidades em alerta e 14 em situação satisfatória (incluindo Porto Alegre e Florianópolis). Curitiba está em fase de consolidação das informações do LIRAa 2010.

Fonte: Ministério da Saúde

Dengue

Dengue é uma doença febril causada por um vírus, que é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Principalmente com a chegada do verão e com o início da temporada de chuva, a dengue volta a ser uma ameaça à saúde pública do Brasil. Por que as altas temperaturas favorecem a reprodução mais rápida e, conseqüentemente, o aumento da quantidade de mosquitos.

Transmissão da dengue
O mosquito transmissor da dengue adaptou-se ás áreas urbanas a vive, preferencialmente, dentro das casas ou perto delas. A fêmea deposita seus ovos em recipientes com água parada, dando origem ás larvas que, após uma semana, transformam-se em mosquitos adultos.
De 10 a 14 dias depois da picada alguém infectado, o mosquito pode adquirir o vírus da dengue, que carregará durante o resto da vida.
O mosquito Aedes aegypti vive 45 dias em média.

Sintomas
Os sintomas geralmente aparece de 3 a 5 dias depois da picada, e varia de acordo com o tipo de dengue .
Dengue clássica: Febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, perda do paladar e do apetite, manchas e erupções na pela náusea, vômito, tontura, cansaço, moleza, e dores no corpo.
Dengue hemorrágica: Além dos sintomas da dengue clássica, há outros sintomas que agrava o quadro: dores abdominais fortes contínuas, vômito persistentes, pele pálida, fria e úmida, sede excessiva, sonolência, agitação, confusão mental, dificuldade para respirar, perda de consciência e manchas vermelhas na pele
Pode haver hemorragias pelo nariz, boca e gengivas.

Como evitar a dengue
1- Não acumule materiais descartáveis. Guarde sempre em local coberto e abrigado da chuva.
2- Guarde garrafas, baldes ou latas vazias de cabeça para baixo.
3- Não deixe acumular água debaixo da torneira de bebedouros e filtros de água.
4- Retire água da bandeja externa da geladeira pelo menos uma vez por semana. Lave a bandeja.
5- Verifique se todos os ralos da sua casa não estão entupidos. Limpe pelo menos uma vez por semana, e deixe os fechados.

Tratamento
O tratamento consiste em reposição dos líquidos perdidos, repouso e alívio da febre com dipirona ou paracetamol. Não use medicamentos com ácido acatildalicílico.

Como prevenir
Para tomar medidas preventivas e impedir que a dengue chegue até a sua cidade ou município, a melhor atitude é combater os focos de acúmulo de água. Esses locais são propícios para a criação e reprodução do mosquito transmissor da dengue.

Combata o mosquito da Dengue
Para prevenir a chegada da doença veja alguns cuidados importantes:

Mantenha bem tampados: caixas, tonéis e barris de água. Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira sempre bem fechada.
Lave com freqüência, com água e sabão, os recipientes utilizados para guardar água, pelo menos uma vez por semana. Lave por dentro com escova e sabão os utensilios usados para água em casa.
Limpe as calhas com freqüência, evitando que galhos e folhas possam impedir a passagem da água. Não deixe a água da chuva acumulada sobre a laje.
 
Encha os pratinhos ou vasos de planta com areia até a borda. Se você não colocar areia no pratinho dda planta, lave-o com escova, água e sabão uma vez por semana
Os vasos de plantas aquáticas devem ser lavados com água e sabão, toda semana. É importante trocar a água desses vasos com freqüência. Jogue no lixo todo objeto que possa acumular água, como potes, latas e garrafas vazias.
Coloque o lixo em sacos plasticos e mantenha a livxeira bem tampada. Feche bem o saco de lixo e deixe-o fora do alcance de animais.
fotoNão jogue lixo em terrenos baldios. fotoConheça o ciclo do mosquito e como ele se desenvolve.

Fique alerta aos sintomas da dengue:

Depois da picada do mosquito com o vírus, os sintomas se manifestam normalmente do 3º ao 15º dia. Esse período é chamado de incubação. O tempo médio de duração da doença é de cinco a seis dias. É só depois do período de incubação que os seguintes sintomas aparecem:

Dengue Clássica

• Febre alta com início súbito.
• Dor de cabeça.
• Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento deles.
• Perda do paladar e apetite.
• Náuseas e vômitos.
• Tonturas.

• Extremo cansaço.
• Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
• Moleza e dor no corpo.
• Muitas dores nos ossos e articulações.

Dengue Hemorrágica

Os sintomas da dengue hemorrágica no início da doença são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre, com maior freqüência, quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alarme:

• Dores abdominais fortes e contínuas.
• Vômitos persistentes.
• Pele pálida, fria e úmida.
• Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
• Sonolência, agitação e confusão mental.

• Sede excessiva e boca seca.
• Pulso rápido e fraco.
• Dificuldade respiratória.
• Perda de consciência.

Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas.

Se você apresenta esses sintomas,
vá imediatamente a uma unidade de saúde. Fonte Ministério da Saúde

 

DENGUE : FAÇA O REPELENTE DOS PESCADORES EM CASA!

1/2 litro de álcool;
1 pacote de cravo da Índia (10 gr);
1 vidro de óleo de nenê (100ml)

Deixe o cravo curtindo no álcool uns 4 dias agitando, cedo e de tarde;
Depois coloque o óleo corporal (pode ser de amêndoas, camomila, erva-doce, aloe vera).
Passe só uma gota no braço e pernas e o mosquito foge do cômodo.
O cravo espanta formigas da cozinha e dos eletrônicos, espanta as pulgas dos animais.
O repelente evita que o mosquito sugue o sangue, assim, ele não consegue maturar os ovos e atrapalha a postura, vai diminuindo a proliferação.

Nota: o surto de dengue ronda novamente o pais