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Ana Camelo Arte Naïf

Comecei a pintar muito jovem, mas descobri-me naïf anos mais tarde. A certeza veio após a avaliação de profissionais do Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil (Mian) onde tenho dez obras em acervo. Como artista naïf, trabalho com a emoção. Sou uma contadora de histórias, que podem partir de algo ocorrido comigo ou ao meu redor. Busco em minha memória, numa espécie de arquivo imagético, as imagens que desejo representar. A observação faz parte da minha vida, não sendo necessário um fato específico. Se quero falar sobre um encontro entre pessoas alegres procuro onde está isso escondido em minha memória. Então crio o lugar, as pessoas e o contexto. As cores são o meu estímulo. Sem saber ao certo qual a cor, mas sim como tal harmonia de cores me toca. Minha percepção está vinculada permanentemente a um olhar exterior que se relaciona diretamente ao interior. Representar o claro ou escuro é ser remetido à brincadeira das crianças, sensação do tudo ou nada. O claro de todas as cores ou o escuro da ausência delas.


Minha vida como artista plástica ganhou um novo enfoque a partir de 27/09/02, onde expus minhas obras no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) .Novos projetos e exposições estão em andamento.
O adjetivo naïf é o mais empregado para o gênero de pintura cuja criação artística é instintiva e espontânea. Em geral, os naïfs são autodidatas e sua pintura não é ligada a nenhuma escola ou tendência. A denominação Arte Naïf surgiu no fim do século XIX com a aparição do francês Henri Rousseau, no Salão dos Independentes em Paris. Artista incompreendido na sua época, recebeu de Picasso o que pode ser considerado um elogio: "Há uma força gigante escondida em sua simplicidade".


Durante o documentário Don't look back, Bob Dylan pergunta ao diretor Pennebaker se ele já havia presenciado o momento exato de um artista criando.

- Não - diz ele.

- Então, muito bem, você acaba de fazê-lo - avisa Dylan.

Se Dylan me fizesse a mesma indagação, eu responderia: "Sim, já, minha mãe."

Pois é, Ana Camelo, a quem conheço há 23 anos, tem por hábito sentar-se à varanda e pintar, pintar, pintar. Histórias que surgem em qualquer conversa de almoço, histórias de outros tempos de uma família antiga que mal conheci. Tudo traçado por um pincel naïf, estilo que a paisagem acima explica melhor do que qualquer tentativa de definição.

E eis que minha mãe, agora já um pouco mais conhecida entre aqueles que admiram as "pinturas ingênuas", começa uma exposição própria no Mian, o maior museu de arte naïf no mundo. "Ora direis, contar histórias" é a chance de conhecer a artista Ana, a mãe Camelo e, ainda, aproveitar para visitar um dos museus mais bacanas em que já estive. "Thiago Camelo"

Técnica: Óleo s/ tela

Exposições
•Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro - individual - 2002
•Espaço Cultural do Clube Militar do Rio de Janeiro - individual - 2003
•Parque Natural Municipal da Prainha - Rio de Janeiro - individual - 2004
•Museu Internacional Naïf do Rio de Janeiro - coletiva - 2004
•Espaço Cultural Suassuna - Rio de Janeiro - coletiva - 2004
•4º Caminho das Artes - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - 2004
•Fundação Mokiti Okada - Guarapiranga - São Paulo - coletiva – 2004
•Bienal Naïf 2004 – SESC Piracicaba – São Paulo – coletiva – 2004
•Exposição Amigos da Arte – Espaço Cultural Via Parque – Rio de Janeiro – coletiva – 2005
•Brasil Meu Brasil Brasileiro - Museu Internacional Naif do Rio de Janeiro – coletiva – 2005
•Exposição Amigos da Arte – Barra Square – coletiva – 2005
•1º Salão de Arte Plástica no Espaço Arte Livre da Administração Estadual do Flamengo – Rio de Janeiro - coletiva – 2005
•XIII Unifor Plástica – Fortaleza – coletiva – 2005
•Brasil Bom de Bola – Museu Internacional Naif do Rio de Janeiro – coletiva – 2006
•Bienal Naif 2006 – Sesc Piracicaba – coletiva - Piracicaba – SP
•2º Salão de Arte Plástica no Espaço Livre Da Administração Estadual do Flamengo – Rio de Janeiro – coletiva – 2006
•5 x Naif – Centro Cultural Suassuna – RJ – coletiva – 2006
•Ora direis contar histórias – Museu Internacional Naif – RJ – individual –2006
•6 x Naif – Universidade Estácio de Sá – RJ – coletiva - 2007
•Naifs do Brasil – Colégio Pedro II – RJ - coletiva – 2007
•33 quadros encomendados pelo Comitê Olímpico para o Pan do Rio e Parapan – 2007
•Cow Parade 2007
•XIV Unifor Plástica – Fortaleza – coletiva – 2007
•2 quadros para encarte do cd Sou de Marcelo Camelo - 2008
Mulheres- Hotel Sheraton Barra da Tijuca- Rio de Janeiro- coletiva- 2009

Premiação

•Bienal Naïf 2004 – SESC Piracicaba – São Paulo – Prêmio Aquisição
•1º Salão de Arte Plástica no Espaço de Arte Livre da Administração do Flamengo - Rio de Janeiro – Menção Honrosa
•2º Salão de Artes Plásticas no Espaço Livre da Administração do Flamengo – Rio de Janeiro – mençã

Contato: ana.camelo@uol.com.br