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INCLUSÃO PARA TODOS
A Inclusão é uma proposta de acolhimento social participado, onde
pessoas com deficiência e sociedade como um todo buscam a eliminação
das barreiras da exclusão que mantinham indivíduos que possuem algum
comprometimento sensorial ou motor separados dos que se enquadravam
no modelo utópico de perfeição. O ato de incluir requer uma postura
revolucionária de uma sociedade que se identifica pela marca da
heterogeneidade e se permite enriquecer com a diversidade.
O acesso a educação inclusiva é um direito irrevogável de pessoas
com ou sem deficiência. A escola, como reprodutora de um sistema
social maior, historicamente se orientou por uma “lógica paradoxal”,
que ao arriscar incluir um indivíduo, acabava por excluí-lo, pois
tentava padronizar, homogeneizar as pessoas, negando-lhes o direito
vital de serem únicas.
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação
Inclusiva apresenta propostas de uma educação escolar que traz em
sua essência a idéia da valorização da diferença e conjuga igualdade
e diferença em um só conceito. Essa nova postura diante da
heterogeneidade põe em confronto as atitudes discriminatórias e os
meios de superação dessas atitudes, e a inclusão assume o centro do
debate, conforme diz a Nova política de educação especial.
O objetivo da inclusão escolar, dentro da nova política, é a
transformação das ambiências de ensino, de maneira que se tornem
lugares de formação e informação de qualidade para todos,
irrestritamente. Sua proposta parte do indivíduo e suas
peculiaridades, suas diferenças, sem perder de vista a possibilidade
de sermos iguais. A inclusão implica em mudança de práticas e
conceitos; sob sua égide, igualdade quer dizer “equivalência” e não
“padrão de normalidade”, este último responsável pela exclusão cruel
que, infelizmente, ainda atinge pessoas que não se adequam às
regras.
Uma escola de fato inclusiva e aberta à diversidade, é aquela que
faz revisão constante de seu modo de pensar e de fazer educação. Dar
sentido ao conhecimento, fazer um planejamento e avaliação do
ensino, oportunizar o aperfeiçoamento e a formação continuada de
professores, são atitudes que se tornam imperativas na construção de
um espaço inclusivo de educação. Além disso, reconhecer a diferença
como uma oportunidade de crescimento para pessoas com ou sem
deficiência, é uma estrada a ser construída passo a passo,
oferecendo voz para todas as pessoas se manifestarem, abrindo
caminhos para as idéias transitarem com liberdade de expressão e
abrindo os olhos do entendimento para perceber que a nós resta
aprender a belíssima arte de conviver.
Patrícia Silva de Jesus |