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Inclusão  para todos

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INCLUSÃO PARA TODOS

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Patrícia Silva de Jesus
Professora Especialista em Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva com ênfase em educação de cegos pela Universidade do Estado da Bahia.

 

INCLUSÃO PARA TODOS

A Inclusão é uma proposta de acolhimento social participado, onde pessoas com deficiência e sociedade como um todo buscam a eliminação das barreiras da exclusão que mantinham indivíduos que possuem algum comprometimento sensorial ou motor separados dos que se enquadravam no modelo utópico de perfeição. O ato de incluir requer uma postura revolucionária de uma sociedade que se identifica pela marca da heterogeneidade e se permite enriquecer com a diversidade.

O acesso a educação inclusiva é um direito irrevogável de pessoas com ou sem deficiência. A escola, como reprodutora de um sistema social maior, historicamente se orientou por uma “lógica paradoxal”, que ao arriscar incluir um indivíduo, acabava por excluí-lo, pois tentava padronizar, homogeneizar as pessoas, negando-lhes o direito vital de serem únicas.

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva apresenta propostas de uma educação escolar que traz em sua essência a idéia da valorização da diferença e conjuga igualdade e diferença em um só conceito. Essa nova postura diante da heterogeneidade põe em confronto as atitudes discriminatórias e os meios de superação dessas atitudes, e a inclusão assume o centro do debate, conforme diz a Nova política de educação especial.

O objetivo da inclusão escolar, dentro da nova política, é a transformação das ambiências de ensino, de maneira que se tornem lugares de formação e informação de qualidade para todos, irrestritamente. Sua proposta parte do indivíduo e suas peculiaridades, suas diferenças, sem perder de vista a possibilidade de sermos iguais. A inclusão implica em mudança de práticas e conceitos; sob sua égide, igualdade quer dizer “equivalência” e não “padrão de normalidade”, este último responsável pela exclusão cruel que, infelizmente, ainda atinge pessoas que não se adequam às regras.

Uma escola de fato inclusiva e aberta à diversidade, é aquela que faz revisão constante de seu modo de pensar e de fazer educação. Dar sentido ao conhecimento, fazer um planejamento e avaliação do ensino, oportunizar o aperfeiçoamento e a formação continuada de professores, são atitudes que se tornam imperativas na construção de um espaço inclusivo de educação. Além disso, reconhecer a diferença como uma oportunidade de crescimento para pessoas com ou sem deficiência, é uma estrada a ser construída passo a passo, oferecendo voz para todas as pessoas se manifestarem, abrindo caminhos para as idéias transitarem com liberdade de expressão e abrindo os olhos do entendimento para perceber que a nós resta aprender a belíssima arte de conviver.


Patrícia Silva de Jesus