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O Ácido Cítrico do
Limão
:: Conceição Trucom :: Um agente Alcalinizante, Mineralizante e
Bactericida
O limão é uma fruta cítrica, porque ele contém cerca de 6% de ácido cítrico em
seu suco. Ou seja, em cada 100 gramas de suco fresco e puro de limão, temos
cerca de 6 gramas de ácido cítrico e citratos, que são os sais do ácido cítrico.
Tal concentração de ácido cítrico ocorre em qualquer uma das suas variedades. Ou
seja, não importa se ele é o limão verdadeiro que é o Siciliano, se ele é
rústico como é o caso dos limões Cravo, Rosa, Capeta ou Vinagre, se ele é um
limão enxertado como é o caso do Tahiti ou se é o limão Galego.
E este teor de 6%, considerado o mais elevado de todas as frutas, o diferencia
das demais frutas cítricas, porque as laranjas, tangerinas e pomelos, apesar de
serem frutas cítricas, apresentam na composição de seus sucos (fresco e puro) a
concentração média de 0,6% de ácido cítrico e citratos. Ou seja, cerca de 10
vezes menos que seu “especial” colega de classe, o limão.
Terapeuticamente falando, o ácido cítrico e um ácido orgânico e tricarboxílico
que, dentro da química e do organismo humano, é um agente tamponante e
alcalinizante, ou seja, ele tem o poder de estabilizar uma condição levemente
alcalina em todos os líquidos corporais, seja no sangue, na linfa, no líquido
crânio-sacral ou nos líquidos intra e extra-celulares.
E, o que é mais importante, essa estabilização levemente alcalina dos líquidos
corporais, que é um pH entre 7,36 a 7,42 é; metabolicamente falando, a condição
ideal para todos os processos orgânicos acontecerem da forma mais equilibrada e
harmônica. Ou seja, saúde, preservação e prevenção.
Em síntese, o limão tem o poder de realizar uma reengenharia da qualidade
hídrica de todo o organismo, beneficiando assim o cérebro, pulmões, rins,
sistema linfático, ou seja, imunológico; sistema nervoso, intestinos, fígado;
enfim, todos os sistemas e órgãos vitais.
Assim, a partir do momento em que ingerimos o suco do limão, seja ele puro ou na
composição com outros alimentos crus ou cozidos, inicia-se um processo de
facilitação de alcalinização de todos os processos metabólicos.
Portanto, desfazendo enganos já muito arraigados entre todos nós, inclusive
entre médicos e nutricionistas, o limão só pode ser reconhecido como um alimento
ácido até o momento de ser ingerido, pois após sua ingestão, puro ou idealmente
composto com outros alimentos, ele funcionará como um agente alcalinizante,
condição esta que será tão mais constante, quanto mais diário e metódico for o
consumo do limão via alimentação.
Pois, o ácido cítrico irá se combinar com sais minerais livres (biodisponíveis)
à base de cálcio, magnésio e ferro, formando os respectivos citratos salinos,
que conferirão o desejado pH ideal que é levemente alcalino.
Tal fenômeno explica uma outra importante propriedade terapêutica do limão, que
é a de ser um agente de fixação de sais minerais.
Ou seja, quando desejamos melhorar aspectos da nossa saúde como anemia,
osteoporose e vitalidade; portanto, aumentar a presença de ferro, cálcio e
magnésio em nosso organismo, nada como fazer uso de alimentos ricos nesses
elementos e associar o limão a eles.
Então, as folhas verdes são ricas em clorofila, magnésio e ferro, as raízes são
ricas em todos os sais minerais, e por isso vem a indicação dos sucos
desintoxicantes; sugiro sempre o introdução do limão junto com estes
ingredientes no seu preparo.
Mas, existe uma frase clássica sobre o limão que tem muito fundo de verdade: “O
limão é um antibiótico natural”.
Muitos podem pensar que este poder está na sua Vitamina C. Ledo engano. O suco
do limão é relativamente pobre em vitamina C quando comparado com laranjas,
tangerinas, acerola, goiaba e kiwi. Mas o mais curioso é que o limão tem 5 vezes
mais vitamina C na sua casca: 150 mg/100g do que no seu suco 20-50 mg/100g.
Saiba mais sobre a casca do limão e todas as suas qualidades terapêuticas no
texto “A Vitamina P do Limão” (link no final do artigo).
Mas, a explicação deste poder bactericida e antibiótico do limão está,
novamente, no seu elevado teor de ácido cítrico. Um fato bem real é que, na
indústria alimentícia, o ácido cítrico e seus citratos, são maciçamente usados
como conservantes naturais. Ou seja, são usados para evitar o crescimento de
bactérias, bacilos e fungos. Portanto, o ácido cítrico é um bactericida de
alimentos e produtos industrializados.
Assim, quando temos uma mucosa ferida, seja ela interna ou externa, um bom
procedimento é tratar com o suco fresco de limão.
Enganam-se aqueles que acreditam que o limão faz mal ao estômago. Na verdade,
ele é um alcalinizante de distúrbios ácidos do estômago, além de ser um
cicatrizante de mucosas lesadas e um excelente bactericida natural.
Como prova, a milenar Medicina Ayurvédica trata todos os problemas digestivos
com preparados a partir do limão. E, algumas das receitas destes preparados
vocês podem acessar no texto “Limão para tratar o Sistema Digestivo” (link no
final do artigo).
Fecho com uma dica importante: todas as pessoas que desejam ser saudáveis,
principalmente gestantes, crianças, adolescentes e os da terceira idade, devem
consumir diariamente sucos contendo folhas verdes (couves, hortelã, salsa, capim
cidreira, alfaces, etc.), sementes (linhaça, girassol, abóbora, gergelim, etc.)
e raízes cruas (cenoura, beterraba, bardana e inhame), mas sempre associadas com
o limão. Agora vocês já sabem vários dos motivos:
- Alcalinizar o organismo fortalecendo o sistema imunológico;
- Ajudar na fixação dos sais minerais como os de ferro, cálcio e magnésio;
- Cicatrizar mucosas e;
- Combater bactérias e demais microorganismos oportunistas. |