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O Cajú tem um sabor e aroma agradável, o caju é uma fruta perfeita para colorir, perfumar, enriquecer e diversificar pratos da culinária tropical. A referência sensorial e nutricional da amêndoa e da polpa suculenta faz desta uma das frutas nativas de maior potencial para a exploração sustentada no território brasileiro. O pedúnculo ou pseudofruto do cajueiro é consumido pelo sabor especial e pelo alto valor nutritivo, relacionado, principalmente, ao elevado teor de vitamina C.


O nome caju é oriundo da palavra indígena "acaiu", que, em tupi, quer dizer "noz que se produz".

O cajueiro é uma planta rústica, típica de regiões de clima tropical. Na amazônia tropical, as árvores apresentam porte bastante elevado; nos estados do Nordeste brasileiro, a principal espécie de ocorrência é o Anacardium occidentale L., cujas árvores apresentam pequeno e médio porte. Nas regiões de cerrado do Brasil Central as espécies nativas podem apresentar porte médio, como o cajueiro-arbóreo-do-cerrado (A. othonianum), porte arbustivo, como o cajueiro-do-campo (A. humile) ou até porte rasteiro (A. nanum e A. corymbosum). As espécies do cerrado produzem pseudofrutos aromáticos conhecidos como cajuí, caju-do-campo, cajuzinho-do-campo, caju-do-cerrado, caju-rasteiro, caju-de-árvore-do-cerrado, que possuem sabor muito agradável e tamanho bem menor do que o caju produzido no Nordeste.

Conforme os trabalhos de pesquisa desenvolvidos pela Embrapa e por outras instituições de pesquisa, o pedúnculo de caju é rico em vitamina C, fibras e compostos fenólicos. Além do potencial vitamínico, estes compostos conferem potencial antioxidante à polpa do caju. Esta propriedade biológica está associada à prevenção de doenças crônico-degenerativas, como problemas cardiovasculares, câncer e diabetes, que avançam a cada ano, superando estatísticas e preocupando as lideranças governamentais da área de saúde. O aumento das doenças crônico- degenerativas está associado ao aumento da expectativa de vida da população e às características da vida moderna, como mudanças de hábitos alimentares, sedentarismo e poluição. A necessidade de aumento do consumo de frutas tem sido uma recomendação crescente da Organização Mundial da Saúde, visando à prevenção do desenvolvimento das doenças crônico-degenerativas. De acordo com resultados de pesquisas realizadas no Brasil, pela Embrapa, e fora do Brasil, o caju é um forte candidato para acrescentar saúde, sabor e beleza na mesa tropical.
Assim como acontece no Nordeste do Brasil, na região Centro-Oeste a castanha de cajuí também é aproveitada para a produção da amêndoa, depois de descascada e torrada.

As amêndoas de caju são ricas em proteínas e lipídeos. Na fração oleosa, predominam os ácidos graxos oléico (60,3%) e linoléico (21,5%), que são gorduras insaturadas e apresentam boa estabilidade, o que é uma característica desejável, tanto para a saúde humana quanto para a tecnologia de alimentos. Segundo a Tabela de Composição de Alimentos apresentada por Franco (1992), as amêndoas ainda são ricas em vitamina B1 (1000 micrograma/100g); vitamina B2 (560 micrograma/100g); vitamina PP ou niacina (4,5 mg/100g); fósforo (575 mg/100g) e ferro (5,6 mg/100g).

O líquido da casca da castanha de caju (LCC) é muito empregado na indústria química para a produção de polímeros que são utilizados na produção de matérias plásticas, isolantes e vernizes. Este óleo é constituído principalmente por compostos fenólicos, como os ácidos anacárdicos. As propriedades biológicas dos ácidos anacárdicos têm merecido atenção especial nos últimos anos, por se apresentarem como inibidores de enzimas medicinalmente importantes, além de compreenderem propriedades antimicrobianas, anticoagulante e antitumor.

Estes compostos fenólicos, que estão presentes nos pedúnculos e nas amêndoas, em pequenas quantidades, representam até 25% do peso da casca da castanha de caju, de onde são extraídos para o aproveitamento industrial.
"Fonte Embrapa".