Tribu das Artes
“Contra a arte domingueira que defeca em nossa sala e nos hipnotiza no colo da poltrona” Veja mais!

Associação Cultural Tribo das Artes

A Tribo das Artes é um movimento cultural que nasceu da paixão e do desejo de artistas, criadores, militantes culturais e sindicalistas com o intuito de lutar contra as injustiças sociais, preconceitos e toda forma de opressão. Nossa arma principal é a arte em todas as suas faces! Buscamos valorizar a cultura popular, mostrando a importância da diversidade e liberdade individual e coletiva para a construção de uma sociedade justa e igualitária.

Somos uma “mestiçagem” de poetas, atores, músicos, cantadores, artistas plásticos, brancos, negros, índios, todos organizados com o objetivo de divulgar a arte que estimula a percepção crítica, a solidariedade entre trabalhadores e a disposição para lutar contra a exploração.
Realizamos Saraus mensais em que são apresentadas diversas linguagens como Artes Plásticas, Artesanato, Teatro, Mamulengo, dança, poesia, música, fotografia, cinema, vídeo e o que mais pintar. Todos os organizadores e artistas abrem mão de receber cachê para que a arrecadação dos saraus seja destinada à publicação de nossa revista “Tribo das Artes”.

Manifesto

Não basta fazer arte. Ela tem de incomodar

Queremos reunir grupos que criem, discutam e estimulem o surgimento de outros criadores. Traduzir em arte nossa vontade de conquistar justiça social, nosso desejo de que todos tenham condições de expressar seus sentimentos de forma elaborada.
Pretendemos levar nossa arte ao grande público. Então, devemos compreender a lógica do mercado cultural e utilizá-la. Mas isso não pode ser pretexto para nos reduzirmos à condição de mercadoria. Os meios de comunicação são meios. O fim é o homem.
Estamos cercados de paixões, tragédias, romances e dramas. Se procurarmos conhecer suas origens e identificar quem os reproduz, se vasculharmos nosso universo subjetivo em busca de nossa própria identidade, iremos nos deparar com as contradições entre o indivíduo e seu grupo social. Um dependendo do outro e, mesmo assim, tendo que enfrentá-lo. Se nos compreendermos, seremos impelidos à luta. Se não procurarmos nada disso, seremos presas fáceis da selvageria.
O artista pode enfrentar a barbárie no plano das idéias e emoções. A essência da arte é a visão de mundo que expressa. Nossa função é compreender o homem e representá-lo para que ele se reconheça, se estranhe e se transforme.
Então, precisamos estudar: como a arte interfere na construção do imaginário coletivo? que relação existe entre o imaginário e a disposição de enfrentar as injustiças? entre a injustiça e o modelo de organização social? que grupos lutam por justiça e como eles se organizam?
Temos de ser ousados. Não podemos abraçar o mundo com as pernas, mas não vamos abrir mão de abraçar o mundo. Então, temos que seduzir os braços, pernas, cabeças e corações de quem, como nós, se indigna com o crescimento da riqueza e da pobreza ao mesmo tempo. Uma como conseqüência da outra.
Ser ousado é acreditar que podemos vencer a barbárie. Podemos até perder também, mas, se não ousarmos, aí é que não há esperança mesmo. Eis nossa cantada para um namoro cultural. Nosso torpedo. Nosso Sarau quer virar tribo.              
Tribo das Artes
Taguatinga, dezembro de 2000.

A revista tem tiragem de dez mil exemplares, que são distribuídos. gratuitamente nos lugares em que nos apresentamos e nos pontos culturais ao nosso alcance. A periodicidade depende das arrecadações dos saraus e do apoio financeiro recebido de sindicatos e outros parceiros.
 

Realizamos o sarau na 2ª terça-feira
de cada mês e nos reunimos na 3ª terça-feira para avaliar
o sarau e trocar idéias com todos que se interessem pela
Tribo.

www.tribodasartes.org.br