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Espaço para Manifestação

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Catira Pesquisa e Dança
Cacuriá
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Folia do Divino
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Jamile Dib Arte/Cabaças
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Power Dance
Rogério Brinquedos pop
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TERNO DE CONGO DE CATALÃO (GO)


O Terno de Congo Congregação do Rosário de Catalão faz parte da celebração da Festa de Nossa Senhora do Rosário. A festa acontece há 140 anos na cidade goiana e reúne todos os Ternos de Congo, Catupés, Vilões, Moçambiques e Penacho de Catalão.

Realizada há mais de 140 anos a Festa de Nossa Senhora do Rosário Catalão reúne todos os Ternos de Congo, Catupes Catunda, Vilões, Moçambiques e Penacho de Catalão. A festa já recebeu Congadeiros convidados de Goiânia e Minas Gerais e hoje é uma das maiores festas de Congado na região Centro Oeste, mas ultimamente devido à questões de custo tem sido difícil convidar grupos de outros estados. Isso é uma pena porque essa troca é muito importante para a continuidade do Congado - sem ela os grupos acabam ficando isolados. Esse intercâmbio faz uma costante renovação das festas, como no caso de Minas Gerais onde todos os grupos Congadeiros viajam muito. Esta festividade popular é a maior atração turística do estado de Goiás e é realizada no final de semana próximo ao 12 de Outubro e seus dias mais importantes são domingo e segunda. A maioria das Festas de Congado, tem Rei e Rainha Perpétua, mas esta última infelizmente faleceu no ano passado e foi substituída por sua filha. O Rei e Rainha Festeiros participam da comemoração por um ano e tem a função de ajudar a realizar a festa. Diferente das festas de outros grupos populares esta é uma festa oficial onde há um palanque, e isso muitas vezes transforma-se em um evento eleitoreiro, podendo esvaziar o seu sentido original: o Louvor à Nossa Senhora do Rosário, que antes de tudo é um louvor aos antepassados.

Existem algumas versões para a origem das congadas. A mais conhecida conta que as homenagens à Nossa Senhora do Rosário surgiram com o escravo Chico Rei, que misturou catolicismo com ritos afros para agradecer a sua alforria. “Não existe nada mais popular e brasileiro do que essa mistura de crenças, de cores e ritmos”, avalia Rita de Cássia Amorin, presidente da Fundação Cultural Maria das Dores Campos. Segundo ela. várias cidades goianas realizam esse tipo de festa, mas a principal é a de Catalão, que reúne vários grupos de cantadores, dançadores e tocadores, vestido a rigor e com roupas coloridas. Os blocos ou ternos recebem o nome de congo, moçambique e catupé. A diferença entre eles está na hierarquia. “O moçambique é formado por guardiões da coroa da festa, os congos e catupés compõem a guarda, marinheiro, marujeiros e vilões”, completa.