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Fotos: Cristiano Macor

CATIRA BRASIL

 A luzente cidade de Rio Claro, como exemplo de outras, possui inúmeras tradições. Quando se trata de dança folclórica, Rio Claro, ou “a Cidade Azul” como é denominada, faz-se representar também pelo Grupo: "CATIRA BRASIL", formado por seis componentes.

Este grupo folclórico existe aproximadamente há vinte e cinco anos e sua existência tem sido mantida graças à tradição familiar , responsável por despertar o dom em crianças com apenas dez anos de idade. A tradição tem sido mantida ao longo do tempo pela iniciativa dos mais velhos que, através do contato familiar, têm passado seus ensinamentos aos mais jovens.

Membros de duas famílias tradicionais formam o grupo”CATIRA BRASIL” da nossa cidade, um dos únicos no gênero da nossa região a nível profissional , tendo contribuído com suas apresentações para difundir cada vez mais, o nome de Rio Claro no cenário cultural de São Paulo e dos estados do centro-sul do Brasil.

O Catira Brasil, além de promover a cidade de Rio Claro no cenário artístico da cultura popular brasileira apresenta a peculiaridade de ser constituído por membros das famílias Honório e Pinhatti.

Em Rio Claro, a tradição da dança do catira tem sido mantida graças a atuação do Patriarca, Senhor Olavo Honório de Godoy, avô dos catireiros Marcos, Michel, Fernando e bisavô de Camila. Já na família Pinhatti, Nilson começou sua inclinação pela música caipira desde a infância ouvindo seu pai cantar e tocar viola nas festanças da região e também inspirado em grandes nomes da viola como Tião Carreiro. Jorge, primo de Nilson não foi diferente, criado num ambiente artístico demonstrou seu interesse logo cedo em aprender a cantar e tocar instrumentos. Assim como Nilson, Jorge também é fã de carteirinha de Tião Carreiro e Pardinho e também do violeiro João Mulato.

A partir de março de 2004, Nilson e Jorge Pinhatti passaram a integrar de forma definitiva o Grupo Catira Brasil, uma vez que os mesmos já vinham participando de apresentações em shows e programas de TV juntos dos catireiros desde o segundo semestre de 2003 como artistas convidados.

Foi muito importante esta união para o grupo uma vez que, com esta mudança foi criada uma nova roupagem no trabalho do Catira Brasil pois, além do tradicional Catira, nossos shows apresentarão outros estilos contidos na música sertaneja.Com a diversificação o grupo estará gravando outros estilos de músicas procurando assim satisfazer os mais variados gostos do público sertanejo.

Quando em 1997 o grupo foi reformulado passando a se apresentar de modo profissional com 10 integrantes (dois violeiros e oito catireiros) já existia o projeto de desenvolver um trabalho desse nível, ou seja, gravar outros ritmos.

Como conseqüência da correria do mundo moderno o grupo está agora com 06 elementos , 04 catireiros e dois músicos, entretanto, a presença constante dos músicos e o número menor de componentes tem facilitado a diversidade e o entrosamento enriquecendo o trabalho do “Catira Brasil”.
 Para conhecer mais acesse:
www.catirabrasil.com.br

Telefones:

19 - 3524 - 7360

19 - 9719 - 7781

19 - 9162 - 0214

CATIRA OU CATERETÊ
O Catira representa um segmento da arte popular brasileira em que seus componentes, quase sempre do sexo masculino, dançam ao som das modas de viola ou recortados, com passos simétricos ritmados pelas palmas e pelos sapateados de suas botas num sincronismo quase perfeito.

A dança do catira ou cateretê vem da colônia. Diz-se que os jesuítas procuravam adaptar as danças e os cantos aos interesses religiosos para atrair os indígenas e o cateretê era uma das mais amadas (procuradas) de modo que ela se mantém até hoje no interior brasileiro nos estados de Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Mas há outras opiniões que dão a esta dança uma origem africana, porém em geral ela é considerada indígena. De forma tradicional, a parte instrumental consta de duas violas caipiras e os cantores são os instrumentistas também, acompanhados pelos batimentos dos pés e das mãos.

A dança tanto é conhecida como Cateretê, Catira ou Bate-pé. (na verdade o Bate-pé vem a ser parte do cateretê em que os dançantes executam o sapateio) e é o divertimento que outrora mais animava as populações rurais. O caipira do interior paulista encontrava no "bate-pé" o melhor meio de fuga ou derivativa das canseiras e monotomia da vida roceira.

Certas danças como o Jongo e outras, com os seus improvisados versos de "demanda", às vezes degeneram em desavenças. O Cateretê, ao contrário, além de irrepreensívelmente respeitoso decorre num clima cordial de alegria comunicativa. O caráter amistoso do Catira é, sem dúvida, a principal razão pela qual, essa diversão persiste em nosso meio caboclo.