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Dançar faz bem e a Catira também!
Caroline Miranda e
Carmen Maria Aguiar
A dança como escultora corporal já é de
longa data conhecida e estudada. Suas tratativas vão de encontro aos
estudos de fisiologistas, ortopedistas, fisioterapeutas e médicos
vasculares que apóiam e indicam sua prática em qualquer idade. Os
benefícios que o movimento livre ou coordenado, disciplinado ou não,
traz ao praticante vem desde o condicionamento cardiovascular á um
trabalho anti-stress hoje muito procurado nos grandes centros para
amenizar os efeitos da vida moderna. (Silva, Adriana - tratamento da
osteoartrite de joelho – HC/FMUSP, 2005).
Nas grandes festas e festivais
realizados pelo Brasil afora encontramos atualmente um foco voltado
às danças tradicionais populares tais como a catira ou cateretê. Ao
observar sua prática de perto, pode-se ver a grande habilidade e
coordenação motora exigida dos seus praticantes. Conforme relato dos
próprios dançarinos, resulta em enorme prazer, aumento de massa
muscular, condicionamento físico e elevada auto-estima. Logo pode
concluir que a Catira como exercício físico é uma boa opção – como
diz o ditado “Dançar faz bem e Catira também”.

A dança da catira além de ser rica em
estilos e coreografias, é uma dança que ainda não existe uma técnica
desenvolvida para seu ensinamento, funciona como toda dança popular,
é passada de pai para filho nas festas religiosas da comunidade e
utiliza-se da técnica de observação, demonstração e repetição
seguindo o ritmo da viola – instrumento de origem portuguesa com 10
cordas e formato de um violão – os praticantes tentam repetir os
passos no comando de um mestre ou um praticante mais experiente,
tornando o aprendizado divertido, de fácil acesso e rotineiro já que
não exige local específico para os ensinamentos e ainda pode ser
praticado em qualquer idade por homens, mulheres e crianças.

Os índices de criminalidade e evasão
escolar nas escolas onde são desenvolvidos trabalhos com danças
populares tais como a catira, tendem a diminuir quando tratamos de
assuntos e atividades que os jovens interessam e sentem como parte
integrante do processo, por isso a dança em grupo onde cada
integrante tem sua função e importância maximiza esse resultado
melhorando a convivência social, integração e apurando a
sociabilidade.
Grupo Catira Raízes – Uberaba – MG - Brasil
A
catira como atividade física e sócio-cultural para crianças e jovens
foi empregada em um projeto denominado “Catira na Escola” da cidade
de Rio Claro – SP – Brasil, com bons resultados para as crianças
envolvidas, melhorando coordenação motora, postura, ritmo, cultura
geral brasileira, conhecimento musical e a auto-estima de todos
envolvidos, até dos professores que já não acreditavam na
possibilidade de ensinar cultura tradicional brasileira para
crianças que hoje conhecem e sentem interesse apenas por ritmos
estrangeiros e músicas cujas letras contém um teor não indicado para
menores em formação escolar.
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Formatura dos
alunos do Projeto Catira na Escola – Dezembro de 2008
Escola Municipal Monsenhor Martins Rio Claro – SP – Brasil |
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P ara
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carol_line.Miranda@yahoo.com.br
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