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Roteiro do Espetáculo
Tribo de índio
Tambor de Crioula
Dança do Coco
Maracatu
Afoxé
Quadrilha
Bois de Orquestra e Zabumba
Blocos de Batucada
Tribos
de Índio
As tribos de índios saem com uma lancinha na mão direita e um
escudo na mão esquerda.
Não conduzem arco e flechada (preaca) como os caboclinhos
recifenses.
Vestem camisas de cetim, um tipo de camisa, um tipo de camisa de
jogador de futebol, com um "papo" (um pequeno escudo) no meio,
das cores da tribo. Algumas usam vistosos cocares de pena de
garça branca, em vez de penas de ema, como é o caso nos
caboclinhos.
Todas as tribos de índio se pintam de tinta vermelha (porque são
"peles vermelhas") e apresentam uma série de danças complexas e
interessantíssimas.
Tambor
de Crioula
O tambor de crioula é uma dança afro-brasileira encontrada no
aranhão e praticada sobretudo por descendentes de africanos.
A principal característica coreográfica da dança é a formação de
um círculo com solistas dançando alternadamente no centro. Um de
seus traços distintivos é a Punga ou Pungada, (a umbigada).
A música que acompanha a dança é tocada por três tambores de
madeira com couro preso por cravelhas em uma das extremidades e
fixados por fricção. Os tambores são afunilados e escavados.
Atualmente utilizam-se também tambores de cano plático PVC.
Dança
do Coco
É um ritmo originário do Nordeste brasileiro.
O nome refere-se também à dança ao som deste ritmo.
Com influência africana e indígena, é uma dança de roda
acompanhada de cantoria e executada
em pares, fileiras ou círculos durante festas populares do
litoral e do sertão nordestino.
Recebe várias nomenclaturas diferentes, como coco-de-roda,
coco-de-embolada, coco-de-praia,
coco-do-sertão, coco-de-umbigada, e ainda outros o nominam com o
instrumento mais característico da região em que é desenvolvido,
como coco-de-ganzá e coco de zambê. Cada grupo recria a dança e
a transforma ao gosto da população local.
Maracatu
Do Maracatu Nação participam entre 30 e 50 figuras. Entre elas
estão o Portaestandarte,
trajado à Luís XV (como nos clubes de frevo), que conduz o
estandarte.
Atrás, vêm as Damas do Paço, no máximo duas, e que carregam as
Calungas, que são bonecos de origem religiosa, que simbolizam
uma rainha morta.
A dança executada com as Calungas tem caráter religioso e é
obrigatória na porta das Igrejas, representando um "agrado" a
Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito. Quando o Maracatu
visita um terreiro,homenageia os Orixás.
Afoxê
É definido popularmente como um ritmo do Candomblé.
Mas, na realidade o rítmo africano utilizado no Candomblé e nos
blocos de Afoxés, tem o nome africano que é Igexá ou Ijexá.
A marcação do agogô é sua batida característica, tornando esse
ritmo facilmente identificável.
O Ijexá se tornou popular principalmente pela atuação do grupo
baiano Filhos de Gandhi.
Cantores renomados como Gilberto Gil, Virgínia Rodrigues, Maria
Bethânia e Caetano Veloso também interpretam músicas no rítmo
Ijexá.
Quadrilhas
Não há dúvida alguma que ela chegou ao Brasil através da França.
O pesquisador Mário de Andrade a define como "dança de salão,
aos pares, de origem francesa, e que no Brasil passou a ser
dançada também ao ar livre, nas festas do mês de junho, em
louvor a São João, Santo Antônio e São Pedro. Os participantes
obedecem às marcas ditadas Por um organizador de dança. O
acompanhante tradicional das quadrilhas é a sanfona."
Os estudiosos e pesquisadores musicais dizem que ela foi
introduzida no Brasil no início do século 19, com a vinda da
corte Real Portuguesa e com as várias missões culturais
francesas que estiveram no país na mesma época. A aceitação foi
instantânea, transformando-se quase numa dança oficial de todos
os saraus elegantes, e segundo relata Pereira da Costa em
trabalho sobre folclore, publicado em 1908, a quadrilha já havia
chegado ao povo e se vulgarizado em 1837.
Boi
de Orquestra
Música faceira, ritmo sacudido e brincalhão que contagia
facilmente. Assim é o sotaque do bumba-meu-boi de orquestra que
surgiu entre as décadas de 40 e 50 em Rosário (Ma), resultante
da necessidade do povo de recriar, de acrescentar elementos
novos no fazer cultural.
Os instrumentos básicos são o banjo, o saxofone, o clarinete, o
piston, o tarol, a zabumba e maracás.
Dançam em cordão de duas filas, uma em frente à outra; o chapéu
lembra os reisados; e o ritmo lembra o baião.
Boi
de Zabumba
O sotaque de Zabumba surgiu no município de Guimarães. Os
bumba-meu-boi deste sotaque são marcados pela batida forte da
zabumba como se fosse um rufar de tambor africano. Os
instrumentos usados são o maracá, o tambor-onça, o tamborinho e
a zabumba. O apito é usado pelo amo ou cantador do boi que
comanda o inicio e término da cantoria. O ritmo é feito pelas
batidas das zabumbas enquanto os tamborinhos e maracás preenchem
os espaços vazios.
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