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Medicina Chinesa
Filosofia e ciência
Segundo uma filosofia das máximas
do Tao-te-Ching, aquele que conhece os outros é sábio; aquele que a si mesmo
é iluminado. Depois da Índia, a china parece
ser mais antiga civilização do planeta. Da mesma forma que os Vedas constituem
o conjunto das escritas sagradas de várias regiões da Índia, a milenar
cultura chinesa fundamenta-se em cinco livros ou cânones chamados ching
(literalmente, “livro”): o I-Ching, o Che-Ching, o Chou-Ching, o Tch ‘Ouen-Ts’
Icou e o Li-Chi. O I-Ching, ou livro das mutações, surgiu na China há cerca
de 3000 anos, mas teve sua origem em formas oraculares ainda mais antigas, de
uma época conhecida como “era mítica do Imperador Fu Hsi” (aproximadamente
3000 a.C.). Esse herói mítico, considerado o fundador da civilização
chinesa, parece ter sido o inventor dos oito trigramas básicos do I-Ching e
suas combinações em 64 hexagramas.
Inicialmente um livro de oráculos
utilizados pelos advinhos para ver o futuro ou indicar uma conduta em
determinadas circunstâncias, o I-Ching serviu de fonte de inspiração para
confúcio nos últimos anos de sua vida. todas as versões conhecidas hoje foram
comentadas pôr ele e, sob essa forma, chegaram até nós.
O Che-Ching, entre outras coisas,
dedica-se ao estudo da ética e da estética segundo eram ensinadas ao povo
pelos nobres em épocas antigas. Nele constam orientações de conduta, temas
ligados às ciências naturais, à moral, à música etc.
O Chou-Ching é uma compilação
de mensagens imperiais antigas sobre códigos e regulamentos.
O Tch ‘Ouen-Ts’ Icou, escrito
por confúcio, é uma escrita bastante severa embora muito simples sobre a
prática da moral e dos costumes saudáveis, das regras sociais e dos códigos
de honra.
Li-Chi tem como tema os
sistemas de administração dos vários governos e as leis sociais.
Os fundamentos da medicina chinesa
Esses cinco livros chineses datam
de mais de 3000 anos e não se sabe exatamente qual deles surgiu primeiro.
Tratam de temas bastante variados, e os assuntos ligados à saúde e à medicina
são abordados com muita freqüência.
O Li-Chi, por exemplo, aponta
quatro ordens de médicos segundo o entendimento das autoridades da época. O
médico de primeira ordem, o nutricionista, era responsável pela manutenção
da saúde de toda a população pôr meio da alimentação e das orientações
dietéticas. Essa categoria de médico era muito respeitada, e ele recebia o
nome de kokusyu (ou seja, “salvador da nação”). Esse termo é usado ainda
hoje, no Japão, na China, para designar um bom médico.
Em segundo lugar vinha o médico
que tratava das doenças crônicas internas; em terceiro, o médico que se
dedicava às doenças externas; e, por ultimo, o médico de quarta ordem, o
veterinário.
Nesses mesmos escritos também
encontramos os quatro livros que contem as palavras e os ensinamentos de
Confúcio, recolhidos e comentados pelos discípulos do famoso mestre; o
Tao-Te-Ching, que representa a filosofia de Lao-Tsé, considerado o fundador do
taoísmo; e o conhecido Nei-ching, o primeiro livro que tratou detalhadamente da
acupuntura.
Assim, é nesses livros que
encontraremos as bases da medicina tradicional chinesa, desde os tempos antigos
até nossos dias. Daí surgiram as técnicas da acupuntura, da moxabustão, da
massagem chinesa, do Do-In, da fisioterapia chinesa, da farmacologia chinesa, do
Tai-Chi-chuan, das artes marciais ligadas ao Kung-Fu e ao Chiao-Li-Chuan.
Todas essas artes têm como base
fundamental a busca do equilíbrio entre as forças Yin e yang, conforme o que
se viu na filosofia do Princípio Único e da Ordem do Universo. Todas seguem a
mesma idéia original de que o Universo é gerado e mantido pela energia
cósmica, ou Chi (o prana hindu), que, quando em desequilíbrio, predominado o
Yin ou o Yang, determina transtornos e doenças dos mais diversos matrizes.
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