Página Inicial

Música Independente

Catalogo

Índio Cachoeira

Nenê Cintra

Ver ficha técnica

Marcelo Lafetá

Nhambuzim

Carlinhos Piauí

Gereba

Casa Grande

Luciana Costa

Parabelo

Djubafedeá

Cangaço Urbano

Tribuzana

Matuto Moderno

Alberto Sales

Beto Dourah

Ana Salvagni

Célia Porto

Jaime Ernest Dias

João Tomé

Beirão

Paulo Freire

Paulo Tovar

Renio Quintas

Renato Matos

 

 

 

 

 

 

 

 

Saiba onde tem o melhor preço antes de comprar

 Educação a Distância

 

 

 

 

Artistas A B C D

G

I

J L M N P R S T V Casa Grande, Luciana Costa, Parabelo, Djubafedeá, Cangaço Urbano,Tribuzana, Matuto Moderno, Alberto Sales, Beto Dourah, Ana Salvagni,  Célia Porto, Jaime Ernest Dias, João Tomé,  Beirão, Paulo Freire, Paulo Tovar, Renio Quintas, Renato Matos, Nenê Cintra, João Macacão, Pereira da Viola, Marcelo Lafetá, Nhambuzim, Carlinhos Piauí, Trem Brasil 

João Tomé

Para avaliar a importância e excelência do CD de “João Tomé”, há que transcender padrões convencionais da critica musical e mergulhar no universo intangível de vibrações especiais que perspassaram gerações, chegando até nós por caminho de fraternidade, generosidade e amor infundidos por Jão Tomé. Como milagre da natureza, ele que nada via, era iluminado e transmitia luz.
É necessário sublinhar que não se conhece no mundo uma gravação que deleitando todos os ouvintes, seja tão valiosa para os cegos, pelo acesso às partituras em braille uma verdadeira e efetiva contribuição à inclusão social.
Síntese de tudo entretanto, é a leveza e a beleza de composições, arranjos e execuções transmitindo-nos a certeza de que podemos compor nossas vidas com mais harmonia.
Paulo Romano

Piquenique

Para saber mais sobre João Tomé Clique aqui!

Orquestra Miguel Reis 1950 Uberaba-MG

Conjunto Vocal "Afoxé"-1943

Entrevista João Tomé
Reprodução da primeira entrevista concedida por João Tomé ao jornal A Marreta de Uberaba , em 22 de novembro de 1936, aos 16 anos de idade.

Quais dos distintos leitores já ouviram falar de João Tomé? Desconhecido, não? João Tomé e um jovem muito pobres, vive ali como um prisioneiro desventurado. Inteligente, dedicou-se a difícil arte da musica. Toca como um verdadeiro mestre diverso instrumentos. Compõem musicas  comovedora, com letras devidamente fundamentais.Mesmo assim, vive lá naquela encosta solitário privado de tudo aquilo que e belo na natureza. E um verdadeiro gênio que pouquinho estudo, poderia figurar entre os melhores compositores do Brasil, da América e do mundo “ A Marreta’’que sabe dar valor a um talento, ouvindo algo a respeito deste moço, procurando-o para uma dolorosa entrevista, a qual abaixo transcrevemos .

_Oh João, como vai você?
_Estou bom moço. O que há de novo.
_ Eu sou d´ “ A Marreta” , um jornal critico que se edita nesta cidade.
_Oh , o senhor e do jornal? Eu que tanto tinha vontade de conversar com um jornalista.
_Eu não sou jornalista, mas um simples auxiliar no jornal
_Ouviram falr alguma coisa a meu respeito?
_Sim, soube que você e compositor de musicas do outro mundo
_Do outro mundo?Não ...Faço pouca coisa.
_Pois e João Tomé, estamos interessados em torná-lo popular.
_Oh quanta bondade, sou tão pobre nada tenho do que sofrimento sobrecarrego...
_Não desanime João. Deus não desampara a pessoa que tem fé
Ouvi falar que você tem diversa musicas compostas e queremos publicar letras. Sei
que você e pobre , mas honesto, humilde e inteligente . Deixe de modéstia.A pessoa
modesta hoje em dia não vale nada. Você não tem nenhuma letra feita?
_Sim, tenho varias. Na maioria sambas e machas.
_ Não faz mal
_Tenho vocação mas por essa musicas, embora as outras não me são difíceis de faze-las

E o pobre ceguinho ditou varias letras de samba e machas, que nós, honrado com sua amizade e no firme propósito de torná-lo popular, publicaremos as mesmas nessa coluna, parceladamente.
Não havendo nada mais a tratar, despedíamos – nos dele prometendo de vez quando novas visitas .

João Tomé
O homem dos “ Sete Instrumentos”
A expressão “ homem de sete instrumentos”nos a empregamos, amiúda no trato comunitário como manifestação de nossa boa administração diante da versatilidade de um semelhante que multiplica seu tempo em afazeres numerosos conjugadamente exercidos. Para melhorar caracterizar o nosso focalizado de hoje, vamos tomar seu significado “ao pé da letra”.
Sim, porque a figura de quem hoje falamos e um artista popular, que carrega consigo o dom de produzir boa arte na execução de mais diferentes instrumentos. Maneja, com grande autoridade, o violão. Com a mesma segurança e habilidade, toca o cavaquinho, toca o banjo, viola e bandolim.
Extrai sons harmoniosos de uma flauta de um saxofone. E domina também os instrumentos
de percussão : o padeiro e a bateria...
Dono de tamanha versatilidade no domínio da execução instrumental , e ainda um compositor de inspiração fáceis e fecundas , responsáveis por melodias que andaram pelas ruas assobiadas pelo operário , nos clubes, tocada pelas orquestras, dançadas pelos granfinos e pela sua gente modesta e pobre que vai, vez por outra, ao encontro de uma diversão ...E tem mais: este artista de quem vós falamos e cego. Irremediavelmente cego. Nasceu alias cego. Este homem de sete instrumentos
cuja ávida e um estimulo ao esforço daquele que golpeados por adversidades qualquer, encontro força para batalhas árduas da vida sabendo sobrepor –se ás dificuldades e impor e aprimorar as virtudes e dons de Deus os haja concedido –ESTE HOMEM DOS SETE INSTRUMENTOS, conforme já devereis ter adivinhado, chama-se JOÃO TOMÉ.
João Tomé , filho de de Antonio Tomé e de Marinha Emilia de Almeida ambos vivos nasceu há trinta e nove anos atrás nesta mesa cidade de Uberlândia.
Fica assim essa afirmação pitoresca de amigos por conta do entusiasmo que esta figura do artista cego sabe inspirar nos que rodeiam e que se deixam encarar,pela sua capacidade de produzir do artista cego sabe inspirar nos que rodeiam e que deixam encantar, pela sua capacidade de produzir , como instrumentais e compositor, excelente musica popular.
Por volta de 1937, mocinho Tomé bateu atrás de um dos músicos renomeados
da época, o Sr Antenores Magalhães:
_Eu vir aqui o senhor me ensina a usar a flauta ?
_Pois não , as suas ordens. Você tem instrumento meu rapaz?
_ Tenho aqui ele...
E tirou do bolso uma flauta de bambu.
Muitos anos depois, Tomé ganhava uma flauta completa , a altura dos seus conhecimentos
rapidamente adquiridos.O presidente foi tio de Goiás.
Em 1932 quando da revolução , Tomé já tocava viola. Aprenda executar o instrumento depois de uma pouca lições constantemente em suas longa horas de folga de garoto cego a quem os outros entretenimentos eram vedado , punha-se a dedilhar a viola que o pai lhe dera.

João Tomé e Grupo Yucatan- 1949

João Tomé e Fâs-1943