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Rogério Rochlitz CD Cores

Levada de drum’n’bass, sons eletrônicos. Logo depois, música de orquestra. Em seguida, um trio de jazz toca uma balada romântica. Assim caminha o disco “Cores”, de Rogério Rochlitz. Compositor, pianista, tecladista, arranjador e produtor, Rochlitz sempre circulou pelo meio musical tocando os mais diferentes estilos, prática que também aplica nas suas trilhas sonoras para balés e documentários.

Incorporando diversas linguagens em suas composições, em uma es­pécie de antropofagia do século XXI, surge um disco em que cada faixa é uma nova surpresa. Do suingue ao piano solo, do pop ao erudito; Ro­chlitz cria sua música sem se preocupar em dar nome aos bois.

“Cores” não é um disco de músico para músico, muito embora seja um prato cheio para qualquer músico. O compositor faz questão de ressal­tar: sua música é para todos.

Ouvir “Cores” é se deixar levar por sensações plurais. Cada faixa possui sua textura própria, tirada de uma palheta de cores que se abre em dife­rentes densidades, contrastes, estilos. E, já que nessa época de down­loads se escuta cada vez menos um disco por inteiro, por que não fazer um disco que pareça vários?

Assim sendo, Rochlitz propõe um disco multifacetado, de composições que se revelam em um amplo espectro de sonoridades. Nos últimos anos, graças em grande parte à música eletrônica - lounge, drum’n’bass, etc. - voltou-se a consumir música ‘sem voz’ em grande escala. Fazer isso com música acústica e brasileira: essa é a idéia.

O disco foi lançado em abril de 2009 - com show de lançamento no dia 12/05 no Bar Ao Vivo, em São Paulo - pelo selo Pôr do Som, que pri­ma pela qualidade de seus artistas, como Renato Anesi, André Juarez, Samba da Vela, Gereba, Jarbas Mariz e Tião Carvalho, entre outros. A distribuição é feita pela Atração Fonográfica.

Rogério Rochlitz

Extremamente conceituado na Europa - principalmente após a sua redescoberta em 2002 por DJs de lá - o Mocotó rodou por cerca de vinte países entre 2004 e 2008, tocando em lugares como o festival de Glastonbury e a casa de jazz de Joe Zawinul em Viena, além de uma festa da Cartier em Paris, entre muitos outros.

Em 2006, Rochlitz produziu o CD “Tião (Carvalho) Canta João (do Vale)” para a Petrobrás. O CD foi premiado no Maranhão, terra natal do compositor. Também produziu algumas faixas para a cantora Tita Lima (filha do produtor Liminha), com quem excursionou pelo Reino Unido em 2007 no festival TrocaBrahma.

No campo da produção, também trabalha com trilhas sonoras para filmes e documentários. Além disso, criou uma parceria com a com­panhia de dança Caleidos Arte & Ensino, para quem produziu em 2004 a trilha da instalação coreográfica “Quanto vale o show?” da dançarina e coreógrafa Sheila Ribeiro, em um espetáculo bastante incomum. Ainda no Caleidos, produziu em 2008 a trilha do balé in­terativo da coreógrafa Isabel Marques ‘Coreológicas V’. A parceria continua em 2009 na construção de um novo projeto, ‘Ares Famili­ares’.

Rochlitz tem ainda uma sólida parceria com a artista plástica Regina Silveira, criando paisagens sonoras para suas instalações, as quais já foram expostas na Índia, Colômbia e Espanha, entre outros. É dela a ilustração da capa do CD ‘Cores’.

Atualmente, é possível encontrá-lo semanalmente com a banda de samba-rock Farufyno e no Programa ‘Edgard no Ar’ (antigo ‘Circo do Edgard’), do canal Multishow, onde com a banda Os Wilsons já tocou com Fernanda Abreu, Ed Motta, O Rappa, Beth Carvalho, Ar­lindo Cruz, Frejat, Dudu Nobre e Toni Garrido, entre outros.

Paulistano de 36 anos, Rogério Rochlitz é pianista, tecladista, com­positor, arranjador e produtor musical. Estudou Música Popular na Unicamp de 90 a 93, tempo em que montou a banda Jambêndola. A banda teve certa repercussão e chegou ser premiada pela Radio France Internationale, no concurso Les Découvertes ‘93. Seu único CD foi lançado em 96 pelo selo holandês RoadRunner, e trazia uma espécie de forrock. Para seus integrantes, a Jambêndola foi um im­portante laboratório musical, uma experiência criativa e libertadora.

Em 98, com o fim da banda, Rochlitz se dedicou ao seu primeiro disco solo, “Tango Zulu”, baseado integralmente na música instru­mental, gênero a que se dedica desde o início de sua formação mu­sical.

O disco saiu em 2000, com a participação de músicos como Ubaldo Versolatto, Bukassa, Sergei de Carvalho (filho do Maestro Eleazar de Carvalho) e a metaleira Funk Como Le Gusta.

Em 2003 lançou outro CD, “Carro de Boy”, desta vez feito de can­ções, e com a participação de cantores como Maurício Pereira, Cris Aflalo, Skowa e Marcelo Pretto.

Como pianista e tecladista acompanhou diversas bandas e can­tores, entre eles Ney Mesquita, Paula Lima, Curumim, Cris Aflalo e Manu Lafer (este em um show de 2004 com Danilo Caymmi, no teatro do Sesc Vila Mariana), assim como Tião Carvalho e Sidney Magal. Outro importante show foi o “Samba Esquema Novo”, sobre o disco de Jorge Ben, em um teatro do Sesc Pompéia completa­mente lotado, que teve as participações de Fernanda Abreu, Paula Lima, Pedro Luís e Skowa.

Em 2003 veio o convite para integrar o Trio Mocotó, convite este recebido como uma honra por ser um posto já ocupado por César Camargo Mariano, Laércio de Freitas e por seu colega de Unicamp Tiago Costa, entre outros.

 

Mashish Daniel Allain flauta e falutim.

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