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Amoy
Ribas
O percussionista, marimbista e compositor Amoy Ribas nasceu em
Brasília morou na India, Alemanha, Recife, no norte de Minas e no
Rio de Janeiro, sempre atento à música, imprime em seu trabalho as
várias influências pelas quais passou. A mistura de técnicas e
estilos distintos é característica marcante do músico, que busca
extrair todas as possibilidades sonoras dos instrumentos.
Sua percussão despertou o interesse em grandes nomes da música como
Richard Galliano, Hermeto Pascoal, Gilson Peranzzetta, Marco
Pereira, Guinga, Jacques Morellenbaum, Hamilton de Holanda, Nailor
Proveta, Billy Blanco, Beth Carvalho, Leila Pinheiro, Joyce e
Paulinho Moska, com os quais o percussionista fez shows no Brasil e
no exterior.
Aos 20 anos Amoy Ribas participou, em 2001, do Festival Del Caribe,
em Cuba no ano seguinte
gravou o CD Mundo Verde Esperança de Hermeto Pascoal, tocou no La
Paz Festjazz com Gabriel Grossi, Daniel Santiago e Diego Figueiredo.
Mudou-se para o Rio onde conviveu com as mais fortes raízes do
samba, tocou com Moacyr Luz, Leandro Braga, Paulo Sergio Santos, Edu
Neves, Rogério Caetano, Carlos Malta, Yuri Popoff, as rodas de choro
da Lapa, participou de dois Projetos Pixinguinha, um no Sul e outro
no Nordeste do Brasil, entre vários outros trabalhos.
Esteve em Los Angeles com o Grupo Brazilian Modern Choro Ensemble,
em 2004, e participou com a Orquestra WDR de Colônia, ao lado de
Joyce e do pianista e arranjador Gilson Peranzzetta, de vários
festivais internacionais como o Jazzrally e o Traumzeit, na
Alemanha. Em 2005 tocou em Porto Rico e acompanhou grandes nomes do
samba carioca. No início de 2006 participou do DVD "Sinfonia do Rio
de Janeiro" de Billy Blanco e Tom Jobim.
No final de 2007 participou do concerto de Richard Galliano e Gary
Burton na sala Pleyel em Paris e voltou a Alemanha com Joyce, Gilson
Peranzzetta, Nailor Proveta, Jacques Morellenbaum e a WDR Bigband.
Em
seu primeiro disco solo – Batuke no Batike -, o músico apresenta
composições próprias com harmonias peculiares e caracterizadas pelos
ritmos brasileiros. Para a produção do CD, feito por uma formação de
quarteto (sopro, violão, baixo e percussão), o compositor utilizou
em seu set-up instrumentos como pandeiro, tamborim, tumbadora,
zabumba, marimba, entre outros. A mistura e diversidade dos
instrumentos, aliada à interpretação jazzística dos solos e
improvisos, resultou em uma sonoridade vibrante. Outra peculiaridade
do disco é atribuída à marimba de vidro – intrumento da família dos
barrafones que produz um som cristalino e penetrante – utilizada
principalmente nas baladas.
Em 2008, já apresentou seu disco solo no Rio de Janeiro e em
Brasília, com destaque para os shows do Centro Cultural Carioca, no
Rio, e do Festival Capital Instrumental, em Brasília. Além disso,
participou recentemente da gravação do novo disco de Mart'nalia.
Amoy Ribas transcende o conceito da percussão como simples
acompanhamento procurando novos sons no universo percussivo, o que
torna sua música vibrante e propositiva, integrando-a com igual
relevância aos outros instrumentos.

"Amoy, puro talento, a serviço de uma música brasileira calcada nos
ritmos tradicionais e direcionada para o futuro.
Frescor, beleza, sensibilidade, raça, fluem de dentro dele e de seus
companheiros de trabalho." (Guinga |