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Adolar Marin lança ‘Atemporal’
O cantor, compositor e instrumentista, Adolar Marin, lançou em 2006
seu 2o. CD, o Atemporal, independente.
Com apresentação do crítico Mauro Dias, que assina o texto da
contracapa, Atemporal tem um universo rítmico rico e variado. Das 15
canções do disco, Adolar assina 14 (seis em parceria com Léo
Nogueira). Às vezes bem humoradas, outras líricas, as letras ganham
vida em sambas, valsas, reggaes, funks e xotes, o que mostra as
múltiplas influências do compositor.
Produzido por Dino Barioni, Atemporal traz as participações
especiais de Dominguinhos (acordeon), Virgínia Rosa (voz), Léa
Freire (sopros), Sizão Machado (baixo) e Élio Camalle (voz).
Adolar Marin tem uma voz forte e segue a tradição do que se
convencionou chamar de MPB. Porém, aponta em seu trabalho novos
caminhos poéticos e musicais. Constrói canções simples e diretas, em
um “disco produzido com cuidado, timbres bem definidos e idéias
expostas com clareza”, como observou o crítico mineiro Kiko
Ferreira.
Trajetória
A trajetória musical do cantor, compositor e instrumentista Adolar
Marin, paulistano do Ipiranga, tem mais de 20 anos. Começou cantando
em bares, participou e foi premiado em alguns dos principais
festivais do país e vem se apresentando em teatros e espaços
culturais pelo Brasil.
Dono de uma voz suave, em 99 lançou seu primeiro cd, ‘Qualquer
Estação’. Arranjado e produzido por Adolar, o cd traz composições
próprias e algumas parcerias. Bem recebido pela crítica, ‘Qualquer
Estação’ traz ‘Paisagem’, canção de sua autoria que foi premiada em
vários festivais e chegou às finais do E-Festival, realizado no
Canecão em 2002, em que Adolar cantou ao lado de Ivan Lins.
‘Paisagem’ também faz parte do cd ‘Estação XXI’, coletânea de
canções de artistas participantes da RMSB - Rede Solidária da Música
Brasileira. Adolar foi um dos moderadores/administradores da Rede,
ONG muito atuante no Brasil e em várias partes do mundo, em que
artistas independentes trocam informações pela Internet.
Ainda em 2002, ‘Baião de Um’, parceria com Léo Nogueira, ganhou o 2º
lugar no FERCAPO, um
dos festivais mais importantes e tradicionais do país, realizado em
Cascavel, no Paraná. Já em 2003, as canções ‘Pra Cantar’, ‘Ladainha’
e ‘Samba de Massa’ foram incluídas em 2 CDs coletânea do selo alemão
MBB, ‘Brasilidade’ e ‘Cachaça Fina’, lançados no Brasil, Europa,
Ásia e Estados Unidos.
’Por Pouco’, gravada com a Orquestra de Câmara de Tatuí em 2004, e
“Flor Deserta”, que faz parte do cd do FAMPOP, considerado o
festival mais importante do Brasil, foram regravadas por Adolar e
estão em seu segundo cd, ‘Atemporal’, lançado em 2006. |
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ADOLAR MARIN
Paulistano do Ipiranga, Adolar Marin é compositor, cantor e
instrumentista. Atua na música há 23 anos. Já se apresentou ao
lado de nomes como Walter Franco, Rosa Maria, Bocato, Fátima
Guedes, Ivan Lins, Vicente Barreto, Zé Rodrix, Guarabyra, Tavito,
entre outros. E gravou ao lado de célebres nomes da música
brasileira: Cristóvão Bastos, Jurim Moreira, Nélson Faria,
Dominguinhos, Osvaldinho do Acordeom, Sizão Machado, Márcio Lott,
Virgínia Rosa e Léa Freire.
Arranjou, produziu e lançou em 1999 o seu 1o. CD, QUALQUER
ESTAÇÃO, composto de músicas suas e algumas parcerias. Recebeu
ótimas críticas : ( Zuza Homem de Mello [Revista Planet Music],
Mauro Dias [Jornal O Estado de São Paulo] ), entre outros. Os
shows: Centro Cultural SP, Sesc’s São Caetano, Interlagos,
Belenzinho, Itaquera, Santo André, Santos, no bem-sucedido
Projeto ‘Prata da Casa’ do Sesc Pompéia, no tradicional bar
paulistano Villagio Café e também em várias cidades do interior
de São Paulo, em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Tocantins
e Mato Grosso do Sul.
Suas canções já foram premiadas em vários festivais pelo Brasil
e registradas em 14 CDs desse circuito nacional.
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Atemporal
Adolar Marin não veio pedir
benção, não veio pedir aval, não veio pedir licença. Adolar
Marin,como a anti-heroína de Manuel Bandeira, não precisa pedir
nada.Chega, com seu segundo disco, Atemporal,abençoado, avalizado,
licenciado pela manifestação da poesia, a beleza elevadora da
melodia, a inteligência harmônica, o carinhoso caráter incisivo do
canto.”Não vim pedir a bênção, aval, licença”são verso do reggae (
mas se você quiser ouvir como xote, também pode)sobre algumas
coisas, que o CD música e letra dele. Contraponto ao Sobre Todas as
Coisas, de Edu Lobo E Chico Buarque, é sutil e agudo. Pare e pense.
E frua, e goze, e ria, como se dá na apreciação das obras de arte.
Atemporal, o nome que Adolar escolheu para seu disco, e que não é
nome de nenhuma das 15 canções inéditas do repertório, é qualidade
fundamental da beleza concreta, efetiva, a rara beleza que preceder
a antecipa vida – e tempo é vida. O disco foi sendo construindo com
tempo, para que ficasse ao gosto do músico exigente.Adolar assina
14( seis vezes em parceria com Léo Nogueira) das canções.A décima
primeira, Arco- Íris, é assinada por Élio Camalle e Léo Nogueira, um
poeta que honra a tradição dos grandes letristas da canção
brasileira.
Andamentos variados-o reggae, o choro (Meu Choro, Seu Riso, canção
ricamente cromática), valsa (A Minha Casa-Sólida abrilantada pela
voz preciosa de Élio Camalle), samba (O Sambista e o Pagodeiro) e
outros passos adornam o mundo de poesia que nos chega de presente na
obra.
Outros sons que se aninham são o da flauta de Léa Freire e da viola
de Dino Barioni, abrigados na Nave Mãe (Adolar e Léo), á bordo da
qual morrem (de amor) os imortais-e por isso merecem viver.
Daqui, do canto das minhas dores, peço eu licença, Adolar Marin,
para participar de viagem.
Mauro Dias Verão 2006 Sons Vadíos
Atemporal. Por Sara Louraço Vidal
02.11.2007
POR SARA LOURAÇO VIDAL
Atemporal é o segundo traballo de Adolar Marin, cantor, compositor e
instrumentista brasileiro, que así confirma a súa irreverencia e
independencia artística, sen buscar apadriñamentos ou
consentimentos, como ben destaca o crítico Mauro Días no texto de
apresentación do disco. De feito, este é froito da pasaxe do tempo,
da reflexión, da maduración dos temas, que Adolar Marin vén
traballando desde 1999, ano en que arranxou, produciu e editou o seu
primeiro álbum Qualquer Estação....Veja mais! |
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