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família das orquídeas é, provavelmente, a maior família das angiospermas.
Foram já descritas, até à atualidade, mais de 25 000 espécies e produzidos
outros tantos híbridos, por cruzamento de formas espontâneas e cultivadas. Há
orquídeas com as mais variadas dimensões, desde plantas extremamente pequenas,
com flores do tamanho de uma cabeça de alfinete até plantas com mais de três
metros de altura, capazes de produzir hastes florais de comprimento superior a
quatro metros! Formas tão diferentes podem ser englobadas numa única família
devido ao fato de possuírem uma estrutura floral idêntica. Numa flor típica
da orquídea há sempre três sépalas (verticilo externo) e três pétalas
(verticilo Interno), embora algumas destas partes possam aparecer fundidas ou
bastante reduzidas. Uma das pétalas, 0 labelo, é diferente das outras, quase
sempre maior e mais vistoso; geralmente a flor cresce de tal modo que o labelo
é 0 segmento inferior. Projetando-se do centro da flor, surge um órgão
carnudo e claviforme, o ginostêmio ou coluna, como resultado da fusão dos órgãos
masculinos (estames) e femininos
(carpelos). Este conjunto caracteriza uma orquídea. A antera localiza-se no
extremo da coluna e contém os grãos de pólen, agrupados em dois a oito
massas, chamadas políneas. Imediatamente abaixo da antera fica uma pequena
depressão de superfície viscosa, 0 estigma, ou órgão receptivo feminino, no
qual as políneas são depositadas durante a polinização. Sob a coluna está 0
ovário, que, após a fecundação, se desenvolve e forma uma cápsula contendo
sementes. Uma única cápsula de orquídea pode conter um milhão de sementes, tão
finas como 0 pó de talco. As orquídeas são monocotiledôneas, caracterizadas
pela presença de um único cotiledone, nervação paralelinérvea e flores de
tipo 3 (partes florais em número múltiplo de três).
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