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Leishmaniose
Vigilância em Saúde detecta novos casos
de Leishmaniose
(05/11/2009 - 18:04)
Um trabalho de investigação baseado nos sistemas de inquérito
epidemiológico e inquérito ambiental, que tem sido desenvolvido desde
2005, pelas equipes de vigilância ambiental e de vigilância
epidemiológica da Secretaria de Saúde identificaram um crescimento
significativo no número de casos de Leishmaniose Visceral, também
conhecida como Calazar, no DF. Ao todo, desde o início dos trabalhos de
investigação em 2005, já foram diagnosticados 23 casos em seres humanos.
Em 2009, foram 6 casos com um óbito. A pesquisa, que a princípio se
concentrou na área geográfica que engloba o Lago Norte, Varjão e Fercal
está avaliando também, dados de outras regiões.
O principal obstáculo que as equipes de vigilância ambiental tem
encontrado no combate à Leishmaniose no DF é a resistência dos
proprietários de cães diagnosticados ou com sintomas aparentes da
doença. Entre os anos de 2007 e 2008 um inquérito ambiental coletou
amostras de sangue de 7.346 cães, desses 1269 eram positivos, porém
apenas cerca de 30% dos animais identificados como positivos foram
entregues para a eutanásia. Um dos locais com a maior quantidade de cães
diagnosticados foi o Lago Norte, a região possui vários criadores de
cães que vendem animais para moradores de todo o DF.
Em áreas urbanas os cães são os principais portadores da doença e uma
vez que um cão é infectado, mesmo que não apresente sintomas ou que seja
curado por tratamento clínico ele continuará sendo um portador e um
possível transmissor. A Portaria interministerial Nº 1.426, de 11 de
julho de 2008, assinada pelos Ministérios da Saúde e da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, proíbe o tratamento de leishmaniose visceral
canina com produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
A portaria relata que não há, até o momento, nenhum fármaco ou esquema
terapêutico que garanta a eficácia do tratamento canino, bem como a
redução do risco de transmissão. Os ministérios consideram que existe
risco de cães em tratamento manterem-se como reservatórios e fonte de
infecção para o vetor e que não há evidências científicas da redução ou
interrupção da transmissão e consideram que há risco de indução a
seleção de cepas resistentes aos medicamentos disponíveis para o
tratamento da leishmaniose em seres humanos.
Devido ao aumento do número de casos diagnosticados em seres humanos e
em cães a Secretaria de Saúde decidiu intensificar os trabalhos de
capacitação dos profissionais de saúde, tanto da rede pública quanto da
rede particular para que estes estejam atentos aos sintomas da doença e
levem em consideração os riscos epidemiológicos. Uma campanha de
sensibilização e informação também será desenvolvida. É importante que a
população, principalmente os moradores das áreas onde casos já foram
diagnosticados, esteja atenta aos sintomas e coopere com os agentes de
vigilância permitindo que esses realizem a coleta de amostras de sangue
e caso seja necessário recolham os animais para a eutanásia.
Peculiaridades
- O inseto transmissor da Leishmaniose conhecido como “mosquito palha”
não precisa de reservatórios de água parada para se reproduzir. O inseto
se reproduz em locais ricos em matéria orgânica, tais como folhas
amontoadas, frutas e madeira podre. Ambientes com presença de umidade
como quintais de chácaras e fazendas, galinheiros e canis são propícios
ao crescimento das larvas do “mosquito palha”. Devido a esse processo de
reprodução e a outros fatores biológicos o combate ao inseto tem vários
complicadores.
- A transmissão não ocorre diretamente de cão para cão nem de cão para
ser humano, sendo necessária a presença do inseto.
- Os principais sintomas nos cães são o emagrecimento (falta de
apetite), feridas no corpo, queda de pelos, perda de pelos ao redor dos
olhos, secreção ocular e unhas crescidas.
- Em caso de suspeita de contaminação evite o abandono de animais,
procure um veterinário (O abandono de animais é crime).
Para relatar caso suspeito ou obter mais informações entre em contato
com a Diretoria de Vigilância Ambiental pelos telefones 3344-0784 /
3343-1268.
Para saber mais dados sobre a doença acesse os links abaixo com material
informativo. |
O
que é Leishmaniose
É uma doença transmitida por um inseto conhecido
popularmente por: mosquito palha, cangalhinha, asa
branca etc. que pica o cão doente transmitindo a doença
para o homem.
Como se pega
por meio da picada do inseto infectado com sangue dos
animais doentes: sendo o cão a principal fonte de
infecção da doença.
Quais os sinais e
sintomas no ser humano?
Febre que dure mais de 15 dias
Palidez
Falta de apetite
Aumento do baço e do fígado, causando dor abdominal
Emagrecimento e fraqueza
O que fazer?
Ao perceber os primeiros sinais do calazar, procure
imediatamente a Unidade de Saúde mais próxima da sua
casa, para realizar os exames específicos. O tratamento
está disponível nos hospitais da rede pública.
O Calazar é uma
doença grave e pode matar!
É necessário detectar a doença logo no seu inicio, dessa
forma, são evitadas as complicações que levam a morte.
Como se Prevenir?
Não construir casa perto de matas.Usar telas nas portas
e janelas.
Dormir com proteção de mosquiteiro.
Usar calça comprida e camisa de mangas compridas ao sair
durante ao entardecer e à noite.
Manter os arredores da casa sem acúmulo de lixo, mato ou
folhas.
Evitar atividades de lazer ao final da tarde ou à noite
em matas ou margens de rios e córregos.
Se o fizer, usar sempre repelente em toda área exposta
do corpo. Fonte: Secretaria de
Saúde DF
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