
Kerly Daiany Mantovani
Graduada em Nutrição e Especialista em
Alimentos e Nutrição.CRN-8/5025
Trabalha na NutriLive - Clínica e Consultoria em Nutrição, tanto no
Atendimento Clínico como também na área de Consultoria em importantes
segmentos:
Escolas, Restaurantes, Bares, Pizzarias, Lanchonetes, Indústrias de
Alimentos, Panificadoras, Confeitarias e Bistrôs.
Contato |
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ALIMENTAÇÃO NA TERCEIRA IDADE
1. Alimentação e Saúde
Atualmente, é crescente a preocupação com as questões sobre a
alimentação. Isto é bem visível no nosso dia a dia, onde são freqüentes
as reportagens em revistas, jornais, televisão, abordando assuntos
referentes à alimentação.
Este fato é explicado pela estreita ligação entre alimentação e saúde,
que hoje está cada vez mais evidente. A alimentação adequada contribui,
então, para o bem estar geral.
As bases para uma alimentação correta são sempre as mesmas, porém cada
fase da vida merece cuidados especiais. Assim, a alimentação na terceira
idade não difere muito da alimentação de um adulto normal, mas deve ser
direcionada em função da diminuição das atividades do organismo em
geral.
Uma alimentação correta não exige conhecimentos profundos sobre
nutrição. Necessita, entretanto, de uma visão geral do que representam
para o nosso organismo.
2.
Alimentação e envelhecimento
Certas características, inerentes ao processo do envelhecimento,
determinam peculiaridades no idos, quais sejam:
A) Mastigação: deve-se levar em consideração a falta de dentes ou
a utilização de próteses (dentaduras). No caso da função mastigatória
estar íntegra não há razão para modificações de consistência e
utilização das chamadas “sopinhas”, purês, etc.
B) Hábitos alimentares: deve-se considerar que a alimentação está
associada a influências éticas, religiosas e fatores sócio-econômicos.
Por isso, deve-se pensar nesse fator para a adequação da dieta para cada
pessoa.
C) Situação sócio-econômica: a renda do idoso é um fator que
interfere diretamente na sua alimentação. Sendo assim deve-se recomendar
a aquisição de alimentos da época, que têm um custo menor e melhor.
D) Constipação: o indivíduo pode ser acometido por prisão de
ventre, devido ao baixo consumo de frutas e verduras, pela diminuição de
sua atividade física e pela conseqüente atonia muscular. Deve-se então
fornecer abundante quantidade de líquidos e de alimentos ricos em fibras
(celulose). Insistir também no consumo de frutas, hortaliças (verduras e
legumes) e cereais integrais.
E) Diminuição das sensações: com o avançar da idade pode ocorrer
diminuição da sensibilidade gustativa e olfativa que, conseqüentemente,
levam à redução do apetite. Sendo assim, a alimentação deverá ser
apresentada de maneira atrativa, preparada de modo comum às demais
pessoas da família, salvo possíveis restrições dietéticas.
F) Diminuição dos processos digestivos: deve-se fracionar a
alimentação diária em várias refeições, geralmente cinco a seis por dia,
sendo o volume da cada uma delas reduzido. Essa conduta é necessária
para facilitar o trabalho digestivo.
G) Imobilização: a constipação, a obesidade, as úlceras de
posição e a impossibilidade de adquirir os alimentos podem levar à
osteoporose pela perda de cálcio urinário. A osteoporose pode levar o
idoso a uma situação de imobilização parcial ou total. Nesse caso a
alimentação, a movimentação na residência e, principalmente, o caminhar
são fatores importantes que deverão ser estimulados e controlados.
H) Diminuição da ingestão de ferro: um dos maiores problemas na
velhice é a anemia, uma vez que a capacidade de hemopoiese (ligado a
formação do sangue) está reduzida pela diminuição da superfície da
medula óssea, geralmente localizada apenas nas extremidades dos ossos
longos. O consumo de carnes vermelhas, modificadas em sua consistência
se necessário (guisados, sopas, etc.), torna-se importante.
I) Diminuição na ingestão de vitaminas e sais minerais:
verifica-se nos idosos a carência, principalmente, de vitamina C,
folatos, piridoxina e zinco. Deve-se então insistir na ingestão de
alimentos protéicos, frutas cítricas (laranja, lima, mexerica) e também
verduras.
J) Socialização: é importante que o idoso participe das
atividades familiares, das refeições coletivas, pois o contato social
estimula o apetite.
Os itens abordados anteriormente são muito importantes e devem ser
analisados no momento de planejamento do roteiro alimentar de um idoso.
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