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Ana
Paula Souza
Graduada em Nutrição e Educação física, especialista em Educação
especial, especialista em fisiologia Humana. Nutricionista: CRN: 2556
Atende na Clínica de Nutrição Santé, Clínica de Oncologia e
Radioterapia Santana em Maringá e também é Consultora de Colégios
renomados da cidade.
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Produtos
Orgânicos
Enquanto discutimos se é correto comercializar alimentos geneticamente
modificados, existe uma realidade na mesa do consumidor e uma
unanimidade quanto aos benefícios à saúde: o alimento orgânico. Uma
série de idéias e pensamentos fazem parte deste ramo da agroecologia,
entre eles o crescimento natural do alimento sem agrotóxicos, o respeito
à vida animal e vegetal e a limpeza da terra e das águas.
Inúmeros dados comprovam as vantagens do alimento orgânico. Relatório da
Academia Americana de Ciências, de 1987, calculou em 1 milhão e 400 mil
os novos casos de câncer provocados por pesticidas. A Agência de
Proteção Ambiental Americana calcula que os pesticidas já poluam
metade da água potável dos EUA. A riqueza mineral de frutas e hortaliças
possui mais que o dobro de minerais que o artificial. Tudo isso comprova
que há um custo ambiental e social na produção
alimentícia, que, conseqüentemente, afeta a renda econômica.
A produção orgânica tem enorme potencial de crescimento no Brasil, pois
representa, atualmente, menos de 1% da produção agrícola, ocupando cerca
de 100 mil hectares. A União Européia possui 2,8 milhões de hectares
cultivados, Estados Unidos com 900 mil e Argentina, 380 mil. A
certificação é a garantia para o consumidor de um trabalho profissional.
No Brasil, alguns dos certificadores mais importantes são a AAO e o IBD,
que tem seus selos expostos nas embalagens dos alimentos. Grandes
certificadoras internacionais estão instalando-se no Brasil em 2001,
como a FVO e a Ecocert.
Pesquisas indicam que o consumidor de orgânico das redes de supermercado
é fiel a esta linha. Em sua maioria do sexo feminino, entre 30 e 50 anos
e com curso superior. Portanto, um público de
classe média para cima.
Os supermercados aumentam o espaço nas prateleiras. A rede de
supermercados Zona Sul, que atua no estado do Rio de Janeiro já trabalha
com orgânicos desde 1994 e atualmente as hortaliças são, em sua maioria,
agro ecológicas com marcas como o Sítio do Moinho. De 1999 para 2000 o
volume de orgânicos nas prateleiras do Pão de Açúcar dobrou. A seção de
orgânicos apresentou aumento de 30% nas vendas em comparação com o mesmo
período de 1999. A Casa Santa Luzia,
supermercado em São Paulo, capital, voltado para públicos de classe A/B,
oferece um espaço somente para o produto orgânico, trabalhando com ampla
variedade de produtos nacionais e importados. O açúcar
Native já realizou degustação dentro da Casa e teve ótima receptividade
do consumidor. O Native é produzido pela Usina São Francisco, em
Sertãozinho, SP, e já investiu U$20 milhões para produzir e certificar.
No Carrefour, a aceitação é tão boa que o grupo iniciou o cultivo de
uvas orgânicas em uma fazenda de 140 hectares em Petrolina, PE.
Enquanto o alimento orgânico custava o dobro do convencional, hoje a
média está entre 30 e 50% mais caro. A demanda e o aumento no consumo
interno levam a esta queda, que deve continuar nos próximos anos. A
conscientização das pessoas quanto às vantagens da alimentação saudável
é um passo fundamental para que as vendas ganhem cada vez mais força,
visto que o consumidor está disposto a pagar mais pela sua saúde.
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